Você sabia que as cefaleias são a quarta principal causa de atendimentos em unidades de emergência? E, apesar da evolução ser favorável na maior parte dos casos, é necessário se atentar na diferenciação entre a cefaleia primária e a secundária. Inclusive, a falha nessa etapa pode ser fatal.
Nesse texto você vai aprender sobre os conceitos iniciais e principais informações sobre a cefaleia, assim como as principais red-flags que você deve procurar para afastar a cefaleia secundária.
Para isso, tiramos todas as informações do Yellowbook Emergência, que tem todo um capítulo dedicado a cefaleias – com conceitos iniciais; red-flags; mnemônicos; causas; características da dor, do exame físico e do paciente; gatilhos; abordagem; tratamento; enxaqueca; cefaleia tensional; cefaleia em salvas.
Cefaleias primárias e secundárias
Primeiro, precisamos reforçar a necessidade explícita acima de realizar uma diferenciação correta entre cefaleias primárias e secundárias.
Contudo, é importante ter em mente que não devemos investigar todos os casos inadvertidamente. Afinal, isso gera gastos desnecessários e, por vezes, overdiagnosis.
Cefaleias primárias normalmente se apresentam com o sintoma principal sendo os episódios de dor de cabeça. Além disso, costumam apresentar o mesmo padrão ou estereótipo.
Já as cefaleias secundárias são um sintoma de uma doença subjacente, neurológica ou sistêmica. Alguns exemplos de doenças que podem causar cefaleias são a meningite, arterite temporal ou mesmo um tumor.
Mesmo com essas diferenciações, é comum que pacientes procurem a emergência buscando e relatando apenas a dor de cabeça. E é nesse momento que as red-flags se tornam importantes para você, como médico, questionar ao paciente.
Red-flags para Cefaleias
No capítulo “Afastando Cefaleia Secundária”, do Yellowbook Emergência, os autores levantam 3 principais red-flags que médicos e estudantes devem ficar atentos.
A primeira é observar se existe características de cefaleia secundária na dor do paciente como, por exemplo, uma cefaleia que mude substancialmente o decúbito. Ou, ainda, que seja a primeira ou pior experiência do tipo que o paciente tem na vida.
A segunda é observar se existe características de cefaleia secundária no exame físico do paciente. Nesse ponto, pode-se observar, por exemplo: vômitos persistentes e progressivos, sinais meníngeos e/ou de febre ou um sintoma constitucional persistente.
E, por fim, a terceira é observar se há características no paciente que aumentam a chance de uma cefaleia secundária. Alguns exemplos são HIV/SIDA ou uso de imunossupressores, histórico de câncer, uso de anticoagulantes, entre outros.
A tabela completa de características, causas e exemplos das red-flags de cefaleia secundária você confere no Yellowbook Emergência.
Mapa mental de cefaleias primárias

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