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Caso clinico – Síndrome Dispéptica

Imagem de uma paciente sendo consultada por um médico

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M.G.S 45 anos, masculino, professor, residente e procedente de Salvador.

 

1o atendimento:

Encaminhado ao ambulatório de gastroenterologia com história de pirose retrosternal há 3 anos, refere que anteriormente apresentava o sintoma de forma esporádica, porém, há mais ou menos 1 ano, a frequência e intensidade dos episódios aumentaram. Relaciona essa piora ao fato de ter ganhado 10 quilos nesse último ano.

Atualmente apresenta 3 – 4 episódios por semana com piora após refeições volumosas. O sintoma é associado a tosse seca e chiado no peito. Nega náuseas, vômitos, regurgitação, odinofagia, halitose, dispneia e outros sintomas respiratórios. Nega uso de medicamentos contínuos e alergias. Nega HAS, DM e outras doenças. Nega tabagismo, etilista social aos finais de semana.

Ao exame: BEG, LOTE, eupneico, acianótico, anictérico, mucosas coradas e hidratadas, afebril ao toque. PA: 120×80 mmHg, FC: 75 bpm; FR: 12 ipm, T. axilar: 36,5 °C, Peso: 95kg, Alt.: 1,70; IMC: 32,8. Cabeça e pescoço sem alterações; aparelho respiratório: MVBD, apresenta sibilos inspiratórios sem outros RA; aparelho cardiovascular: ritmo cardíaco regular, BNF em 2T, sem sopros; abdome globoso às custas de panículo adiposo, RHA normais, timpânico, espaço de Traube livre, hepatimetria sem alterações, indolor à palpação; extremidades sem edema, neurológico sem alterações.

SD: DRGE

Conduta: omeprazol 20mg/ dia + EDA com biópsia + orientações nutricionais.

2o atendimento:

Paciente retorna ao ambulatório com resultado de exames. Apresenta controle parcial dos sintomas, refere uso correto de medicamento, porém continua com hábitos alimentares anteriores (comida excessiva e de qualidade ruim).

EDA: esofagite erosiva grau B e esôfago de Barret.

 

Descrição do caso.

Caso de DRGE com manifestação extra digestiva: asma e faringite por refluxo. Além disso, na investigação do paciente foi detectado o esôfago de Barret.

Qual a relação da DRGE com o esôfago de Barret?

O esôfago de Barret é uma complicação da doença de refluxo: transformação metaplásica da mucosa esofágica, associada ao refluxo gastroesofágico, que predispõe ao adenocarcinoma do esôfago.

Como conduzir o caso?

Para doenças extra digestivas do refluxo se propõe a prescrição de inibidor de bomba de prótons em dose dobrada por pelo menos 6 meses, associado às medidas comportamentais anti-refluxo.

No caso de esôfago de Barret o uso do inibidor de bomba de prótons deve ser indefinido e deve ser realizado periodicamente exame endoscópico para o rastreamento do adenocarcinoma de esôfago.

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