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Caso Clínico sobre Ablação por Radiofrequência

Imagem de uma médica atendendo um paciente

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História Clínica

Mulher, sexo feminino, 55 anos.

Motivo do internamento: ressecção de câncer colorretal.

História da moléstia atual: obesa mórbida, tabagista 80 maços-ano, foi submetida à retossigmoidectomia videolaparoscópica por câncer colorretal há 14 meses. O estadiamento tumoral foi T4N1bMx, sendo indicada quimioterapia adjuvante. Paciente apresentou boa evolução durante seguimento pós-operatório, permanecendo assintomática e com bom funcionamento intestinal.

Ressonância magnética do abdome de controle evidenciou presença de pequenos nódulos na periferia do lobo hepático direito (nódulo maior medindo 3,5×1,6 cm no segmento VII, outro no segmento VII medindo 1,7×1,1cm e outros dois no segmento VI, medindo 1,0 cm e 0,5 cm).

Os exames laboratoriais mostraram aumento do CEA (6,1 –  VR em fumantes: até 5,4 ng/mL) e da desidrogenase lática 487 U/L (VR <190). Hemograma, TGO (AST), TGP (ALT), bilirrubinas e proteínas totais sem alterações. Radiografia de tórax normal. Os nódulos hepáticos no PET-CT não apresentaram hipermetabolismo glicolítico que pudessem demonstrar doença neoplásica em atividade.

Foi indicada abordagem das metástases por laparotomia. As lesões do segmento VII (mais periféricas e superficiais) foram ressecadas cirurgicamente, enquanto que os outros nódulos foram tratados com ablação por radiofrequência guiada por ultrassonografia intraoperatória.

 

 

Ablação por radiofrequência (RFA)

A ressecção cirúrgica é considerada tratamento de primeira linha para controle local das metástases do câncer colorretal. Entretanto nem sempre a cirurgia é possível devido ao tamanho do tumor, localização anatômica e comprometimento do estado geral do paciente. A maior parte das metástases quando diagnosticadas não possuem possibilidade de ressecção, sendo a RFA, em certos casos, a única chance de cura ou paliação (1).

O objetivo da RFA é induzir dano térmico ao tecido através da energia eletromagnética. O procedimento é realizado com a introdução de uma agulha especial, própria para a ablação (guiada por ultrassonografia intraoperatória) no centro da lesão metastática. Gera-se um campo elétrico alternado com o tecido do paciente.  Isto resulta em calor friccional ao redor do eletrodo. A lesão térmica causada pelo calor da RFA depende da temperatura atingida pelo tecido e da duração do aquecimento. Um aquecimento a 55°C por quatro a seis minutos leva ao dano celular irreversível, e nas temperaturas entre 60° e 100°C é causada coagulação imediata do tecido, com dano irreversível as mitocôndrias e enzimas citossólicas. Assim, o objetivo principal da terapia ablativa é alcançar e manter temperaturas entre 55° e 100°C por, no mínimo, quatro a seis minutos em todo o volume alvo(2) .

Uma meta-análise recente comparou a ressecção hepática versus RFA, e o estudo concluiu que pacientes submetidos à ressecção tiveram maior sobrevida comparado aos tratados por RFA, entretanto, a RFA possui menor morbidade perioperatória. A menor sobrevida na RFA pode ser explicada em vários aspectos. Primeiramente, pacientes submetidos a estes procedimentos têm maior probabilidade de recorrência local devido à ablação incompleta da lesão, ou limitação técnica. Além disso, nos estudos analisados, pacientes que realizaram RFA não eram candidatos à cirurgia devido a más condições clínicas, reserva hepática inadequada ou extensão tumoral (1) .

 

Referências

  1. Han, Yue et al. “Radiofrequency Ablation versus Liver Resection for Colorectal Cancer Liver Metastasis: An Updated Systematic Review and Meta-Analysis.” Chinese Medical Journal 129.24 (2016): 2983–2990. PMC. Web. 8 Feb. 2017.
  2. RIBEIRO JR, Marcelo Augusto Fontenelle et al. Ablação por radiofrequência de tumores hepáticos primários e metastáticos: experiência em 113 casos. ABCD, arq. bras. cir. dig. [online]. 2007, vol.20, n.1 [cited  2017-02-08], pp.38-44. Available from: . ISSN 0102-6720.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-67202007000100008

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