AUTOR: Ana Carolina da Costa Ferreira, Ananda Maria
Ferreira da Costa
REVISOR: Ana Carolina da Costa Ferreira
ORIENTADOR: Victor Domingos Lisita Rosa
LAONC – LIGA ACADÊMICA DE ONCOLOGIA DA UNIFAN
APRESENTAÇÃO DO CASO CLÍNICO
M.J.B, 88 anos, sexo feminino, caucasiana, professora aposentada,
brasileira, natural de Pernambuco, reside em Aparecida de Goiânia – GO, zona
urbana. Há 05 meses vem apresentando em região dorsal do pé direito lesão superficial
irregular (2,3×2,0cm) e ulcerada, coloração acastanhada. A biópsia realizada
por meio do processo histopatológico concluiu-se presença de carcinoma
basocelular variante Nodular, com padrão de crescimento do tumor expansivo,
bloco celular arredondado, paliçada periférica bem formada, pleomorfismo
nuclear moderado, estroma de tumor fibroso, profundidade de invasão tumoral
derme reticular profunda, invasão perineural e vascular não são observadas,
margens periféricas e cirúrgicas estão livres de neoplasia. Antecedentes
pessoais: CA de pele não melanoma tipo CBC nas costas, face. Antecedentes
familiares: Mãe: CA de útero, Sobrinha: CA de mama. O tratamento da recidiva do
CBC Nodular em dorsal do pé direito como o das costas e da face foi por Excisão
Simples e não foi proposto nenhuma modalidade terapêutica, como quimioterapia,
radioterapia. Apenas acompanhamento, que já foi realizada nos primeiros 15 dias
após a biópsia, 1 mês e no final de junho tem o próximo retorno. Observa-se uma
evolução da cicatrização muito produtiva.
QUESTÕES PARA ORIENTAR A DISCUSSÃO
- Qual
as características do Carcinoma Basocelular (CBC)? - Quais os
mecanismos fisiopatológicos do Carcinoma Basocelular Variante Nodular? - Quais
são as características da lesão em um paciente com CBC? - Qual a
importância do diagnóstico do CBC?
RESPOSTAS
- O
carcinoma basocelular(CBC) é um tipo de câncer de pele não melanoma, o mais
prevalente, incidente e o menos grave dentre todos os tipos de câncer,
corresponde a 30% de todas as neoplasias malignas registradas no País. O CBC
surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme,
exibe comportamento invasivo local, baixo potencial metastático, baixa
letalidade, e pode ser curado em caso de detecção precoce. Os CBCs surgem mais
frequentemente em face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas, ou
seja, nas regiões que são mais expostas ao sol. A estimativa de novos casos
para o ano de 2016 de CA de Pele Não Melanoma, segundo o INCA é de 175.760,
mais prevalentes em mulheres, com pele mais clara, idade maior de 40 anos,
sensibilidade a raios solares. - Os
mecanismos fisiopatológicos incluem a radiação que tem caráter oncogênico,
definida por duas situações: um leva a proliferação celular prolongada e o
outro é a mutação celular, que é causado pelo dano direto durante a replicação
do DNA. Fisiologicamente a parada do ciclo celular e apoptose são estimulados
por um grupo de proteínas de reparo do DNA e quando ocorre a falha dessa
proteína, não detecta os erros induzidos no DNA levam a proliferação das
células mutantes. Relatar o caso de uma paciente portadora de câncer de pele
não melanoma, do tipo CBC nodular. - O CBC tem como característica lesões de
crescimento lento, assintomático, que às vezes se assemelha a condições não
cancerígenas na pele, como eczema ou psoríase. A forma nodular ou
nódulo-ulcerativa é a mais comum e tem como característica uma lesão,
geralmente, única, que acomete principalmente cabeça e pescoço, de aspecto
perolado, pode vir acompanhado de telangiectasias de padrão característico à
dermatoscopia, que evolui, posteriormente, para uma úlcera. - A acuidade é demonstrar a importância do
CBC nodular tanto por ser a neoplasia maligna mais prevalente no Brasil, mas
também, por seu risco de recidiva. A taxa de recidiva é cerca de menos de 5%
para a cirurgia de Mohs, podem ser altamente eficazes nos casos de recidiva e
aproximadamente até 15% ou para algumas outras técnicas.
O texto acima é de total responsabilidade do(s) autor(es) e não representa a visão da sanar sobre o assunto.
Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.
Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.