Anúncio

Caso Clínico: Carcinoma basocelular variante nodular | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

AUTOR: Ana Carolina da Costa Ferreira, Ananda Maria
Ferreira da Costa

REVISOR: Ana Carolina da Costa Ferreira

ORIENTADOR: Victor Domingos Lisita Rosa

LAONC – LIGA ACADÊMICA DE ONCOLOGIA DA UNIFAN

APRESENTAÇÃO DO CASO CLÍNICO

M.J.B, 88 anos, sexo feminino, caucasiana, professora aposentada,
brasileira, natural de Pernambuco, reside em Aparecida de Goiânia – GO, zona
urbana. Há 05 meses vem apresentando em região dorsal do pé direito lesão superficial
irregular (2,3×2,0cm) e ulcerada, coloração acastanhada. A biópsia realizada
por meio do processo histopatológico concluiu-se presença de carcinoma
basocelular variante Nodular, com padrão de crescimento do tumor expansivo,
bloco celular arredondado, paliçada periférica bem formada, pleomorfismo
nuclear moderado, estroma de tumor fibroso, profundidade de invasão tumoral
derme reticular profunda, invasão perineural e vascular não são observadas,
margens periféricas e cirúrgicas estão livres de neoplasia. Antecedentes
pessoais: CA de pele não melanoma tipo CBC nas costas, face. Antecedentes
familiares: Mãe: CA de útero, Sobrinha: CA de mama. O tratamento da recidiva do
CBC Nodular em dorsal do pé direito como o das costas e da face foi por Excisão
Simples e não foi proposto nenhuma modalidade terapêutica, como quimioterapia,
radioterapia. Apenas acompanhamento, que já foi realizada nos primeiros 15 dias
após a biópsia, 1 mês e no final de junho tem o próximo retorno. Observa-se uma
evolução da cicatrização muito produtiva.

QUESTÕES PARA ORIENTAR A DISCUSSÃO

  1. Qual
    as características do Carcinoma Basocelular (CBC)?
  2. Quais os
    mecanismos fisiopatológicos do Carcinoma Basocelular Variante Nodular?
  3. Quais
    são as características da lesão em um paciente com CBC?
  4. Qual a
    importância do diagnóstico do CBC?

RESPOSTAS

  1. O
    carcinoma basocelular(CBC) é um tipo de câncer de pele não melanoma, o mais
    prevalente, incidente e o menos grave dentre todos os tipos de câncer,
    corresponde a 30% de todas as neoplasias malignas registradas no País. O CBC
    surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme,
    exibe comportamento invasivo local, baixo potencial metastático, baixa
    letalidade, e pode ser curado em caso de detecção precoce. Os CBCs surgem mais
    frequentemente em face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas, ou
    seja, nas regiões que são mais expostas ao sol. A estimativa de novos casos
    para o ano de 2016 de CA de Pele Não Melanoma, segundo o INCA é de 175.760,
    mais prevalentes em mulheres, com pele mais clara, idade maior de 40 anos,
    sensibilidade a raios solares.
  2. Os
    mecanismos fisiopatológicos incluem a radiação que tem caráter oncogênico,
    definida por duas situações: um leva a proliferação celular prolongada e o
    outro é a mutação celular, que é causado pelo dano direto durante a replicação
    do DNA. Fisiologicamente a parada do ciclo celular e apoptose são estimulados
    por um grupo de proteínas de reparo do DNA e quando ocorre a falha dessa
    proteína, não detecta os erros induzidos no DNA levam a proliferação das
    células mutantes. Relatar o caso de uma paciente portadora de câncer de pele
    não melanoma, do tipo CBC nodular.
  3. O CBC tem como característica lesões de
    crescimento lento, assintomático, que às vezes se assemelha a condições não
    cancerígenas na pele, como eczema ou psoríase. A forma nodular ou
    nódulo-ulcerativa é a mais comum e tem como característica uma lesão,
    geralmente, única, que acomete principalmente cabeça e pescoço, de aspecto
    perolado, pode vir acompanhado de telangiectasias de padrão característico à
    dermatoscopia, que evolui, posteriormente, para uma úlcera.
  4. A acuidade é demonstrar a importância do
    CBC nodular tanto por ser a neoplasia maligna mais prevalente no Brasil, mas
    também, por seu risco de recidiva. A taxa de recidiva é cerca de menos de 5%
    para a cirurgia de Mohs, podem ser altamente eficazes nos casos de recidiva e
    aproximadamente até 15% ou para algumas outras técnicas.

O texto acima é de total responsabilidade do(s) autor(es) e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

Curso Gratuito

+ Certificado

Diagnósticos diferenciais de lesões infecciosas na Dermatologia

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀