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Caso Clínico: Artralgia | Ligas

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Área: Reumatologia

Autores: Ketly Anne
Santos Vieira de Sá e Ana Isabel Machado de Freitas

Revisor(a): Catarina Fagundes
Moreira

Orientador(a): Maria Fernanda
Malaman

Liga: Liga
Acadêmica de Clínica Médica (LACM)

Apresentação do caso clínico

“Paciente A.C.F, sexo feminino, 26 anos, procura
ajuda médica queixando-se de ‘dor nas mãos e nos punhos’ há 4 meses. A paciente
refere piora da dor pela manhã e quando está em repouso. Caracteri-za a dor
como de caráter contínuo e com rigidez matinal de uma hora e meia, melhorando
com o movimento. Iniciou um quadro de edema em MMII há 45 dias e edema de face
há 3 dias. Queixou-se também de aumento ponderal de 3 kg, sem motivo aparente.

Ao exame físico, PA de 165×98 mmHg e FC de 120
bpm refere artralgia de mãos (metacarpofalan-geanas e interfalangeanas
proximais) e punhos há 6 meses.

Nos exames laboratoriais, apresentava proteinúria
de 24 horas, EAS com hematúria dismórfica, leu-cócitos de 90.000, VHS aumentado
na primeira hora, creatinina de 2 mg/dl, além de redução dos níveis de C3 e C4.
O FR de 30, positivo, e Fan nuclear homogêneo 1/160”

Questões para orientar a discussão            

1. De acordo com os dados de prevalência e perfil
epidemiológico, quais as doenças mais prováveis para a paciente em questão?

2. Qual o diagnóstico da doença de base?

3. Quais são duas causas prováveis para o aumento do VHS?

4. Qual o anticorpo provavelmente positivo?

5. Quais exames poderiam auxiliar nesse momento?

Respostas

1. Considerando as doenças reumatológicas
inflamatórias mais comuns, há Síndrome de Sjögren, Artrite reumatoide e LES. A
SJ é mais comum em pacientes idosas, enquanto que AR é mais comum em pacientes
de meia idade e LES, pacientes entre 20 e 30 anos.

2. LES,
pelo envolvimento articular e envolvimento renal. A artralgia pode ser a
principal queixa no momento do diagnóstico, em 75 a 80% dos casos. A
proteinúria e a presença de cilindros fazem parte dos critérios de
classificação da doença, mas os outros critérios, como hematúria e creatinina,
também são importantes na avaliação do paciente.

3. Anemia hemolítica ou anemia de doença crônica.
Em até 80% dos pacientes, a anemia pode ser identificada em alguma fase da
doença, sendo mais comum que seja anemia de doença crônica, seguida pela anemia
ferropriva.

4. Anti-DNA, em consequência ao resultado do FAN

5. Hemograma e Coombs direto. O Coombs positivo
representa o grupo das anemias imunes, sendo a única que faz parte dos
critérios de classificação da doença.

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