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A Profissão Médica no Contexto de Mudanças | Colunistas

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Segundo o
dicionário Aurélio, mudança é a alteração ou modificação do estado normal de
algo, a modificação ou transferência de alguma coisa e/ou a alteração ou
substituição de uma pessoa ou coisa por outra. 
Pensar a medicina, em todo e qualquer contexto, é compreender que a
profissão está submetida às mudanças socioeconômicas, culturais e tecnológicas
pelas quais passamos.

Não mantemos a
mesma estrutura hospitalar da medicina do século XIX. Não temos as mesmas
condutas profissionais do século XIX, não usamos as mesmas tecnologias, não
temos sequer os mesmos perfis de pacientes do século passado. Desta forma,
questionamos, dentro de todas estas modificações, em qual situação se encontra a
profissão médica?

Diariamente, somos bombardeados por informações. Por meio
da internet, todo tipo de assunto é disseminado de forma extremamente rápida;
temos inovações e descobertas diárias relacionadas à área médica. Então, a
questão primária é:  qual a medicina do
futuro? Será aquela supermoderna, com robôs, nanotecnologia e profissionais ultraespecializados?
Será essa medicina a necessária para atingir um atendimento de excelência?

             Pesquisando sobre o tema, me deparei com uma
palestra TED x Talks, do Professor Leandro David, da Universidade
Federal de Viçosa, cujo título era o seguinte: “Qual a medicina do futuro?” E o
que chamou a atenção foram os dados apresentados para embasar a sua tese de
que, diferente do que é divulgado pela grande mídia, para que a prática da
medicina seja efetiva, não é necessária a aplicação rotineira de exames ultramodernos
e caros, nem o uso de tecnologias de ponta, mas, sim, a aplicação e
distribuição justa e equitativa dos conhecimentos e tecnologias que já temos.
Uma medicina centrada nas pessoas. Uma medicina que atua nas principais causas
de morbimortalidade, aquelas relacionadas a determinantes comportamentais e
sociais de saúde.

             É essa medicina centrada na pessoa, e não na
doença, que nos difere das máquinas e aplicativos que surgem no mercado. É a
medicina que atende aos anseios dos pacientes, que compreende a necessidade e o
momento correto de fazer o uso de tecnologias mais modernas, que foca na base
do problema. É o ouvir atento e a tentativa de passar para os seus pacientes de
forma clara as informações fundamentais para uma adesão terapêutica eficaz. Talvez,
a maior mudança seja na forma como lidamos com nossos pacientes. Talvez o
futuro da profissão médica não seja a robotização, mas a humanização.

            E
quanto aos pacientes? Da mesma forma que nós, profissionais, somos bombardeados
por informações, os pacientes também o são. O artigo denominado ” A
internet, o paciente expert e a prática médica: Uma análise bibliográfica”
trata exatamente disso, relatando como essa ampliação do conhecimento alterou a
dinâmica da relação médico-paciente devido à acessibilidade das informações acerca
da doença. Uma questão interessante de se abordar é que, mesmo com essa maior
disponibilidade de informações, nem sempre elas são úteis.

“[…] Se
a informação sobre saúde e doença está acessível na internet, muitas vezes ela
é incompleta, contraditória, incorreta ou até fraudulenta. […]”

            Acerca
da questão sobre o futuro da profissão médica, devemos pensar que ocorre
progressivamente uma alteração na relação médico paciente. O médico deixa de
ser o detentor absoluto do conhecimento, deixa de assumir uma postura
paternalista, para lidar com pacientes cada vez mais bem informados e que não
estão dispostos a aceitar passivamente as determinações médicas. Tal fato, para
profissionais despreparados, pode culminar em conflitos e na consequente não
adesão dos pacientes aos tratamentos propostos. Pensando nisso, é fundamental
que os profissionais trabalhem em conjunto com o paciente, ao invés de apenas
delegar aquilo que deve ser feito. Novamente, esbarramos na necessidade da formação
de futuros médicos que desenvolvam a capacidade de escutar, absorver e
valorizar as informações e situações, sociais e emocionais, de seus pacientes.

Assim, voltamos à questão de qual o futuro da profissão
médica?

A meu ver, as
mudanças vão ocorrer e elas não são nem de longe prejudiciais ao futuro
profissional dos médicos, uma vez que é impossível recriar por meio de
tecnologias a capacidade humana de lidar com os aspectos psicoemocionais e
cognitivos que envolvem um atendimento médico. Porém, é importante ressaltar
que, enquanto profissionais, devemos ser capazes de lidar com esse novo tipo de
relação médico-paciente. Talvez, seja essa nova abordagem do atendimento o
maior desafio para a profissão médica em meio a tantas mudanças.

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