Era Digital, o atual período no qual eu e você nos encontramos; um mundo onde são discutidos diversos temas, como aplicativos da área da saúde, telemedicina, uso adequado das redes sociais por parte dos profissionais e tantos outros pontos. Pontos que geram curiosidade, necessidade de aperfeiçoamento e, às vezes, confusão na hora de “pegar o bonde andando”.
Uma coisa você tem que ter em mente, independente do período em que se encontra, seja você estudante de medicina, médico ou outro profissional da área da saúde, entenda: você lida com gente; logo, não importa se é Era Industrial ou, como dito agora há pouco, Digital. Há de se ter algumas características adaptadas para criar vínculo no mundo online.
Nesse artigo serão abordadas formas importantes para que você possa estabelecer uma conexão real com seus pacientes via e-mail, tendo mais sucesso em sua carreira e fortalecendo a relação médico-paciente.
1. Direto ao Ponto (Menos é Mais)
O mundo não anda, ele corre. Mais e mais informações são emitidas e transmitidas por todo o planeta como nunca antes fora visto. Então, pare e pense por um instante: você provavelmente não é o único a enviar e-mails para seu paciente.
No mundo online você concorre a atenção com e-mails de lojas, sites de notícia e fofoca, trabalho, entretenimento e tantos outros, portanto, a objetividade é uma característica tida em muito alta conta, afinal, no fundo, você quer passar uma mensagem. Passe-a, mas seja conciso e objetivo, para que seu paciente tenha mais fluidez na hora de ler e não acabe deixando seu e-mail para depois.
2. Educação Continuada
Quem é médico sabe: a melhor prescrição ainda é a informação. De nada adiantam múltiplos medicamentos, terapias, consultas ou o quer que seja, se o paciente não sabe o que está acontecendo ou qual o objetivo de tudo isso.
O e-mail é uma excelente ferramenta para você “educar” seu paciente, ou seja, muni-lo com informações interessantes e pertinentes, para que o mesmo possa estar cada vez mais capacitado em relação aos cuidados com sua saúde.
Ah! Uma dica: procure ser o menos técnico possível. Você entende bem os termos difíceis que aprendeu na faculdade, mas seu paciente nem sempre será alguém que detém os mesmos conhecimentos.
3. Pessoalidade: chamar pelo nome
Sabe a palavra que a maioria das pessoas mais gosta de ouvir? Seu próprio nome! (Em situações positivas, logicamente.) Na escrita não é diferente. A palavra que provavelmente mais escrevemos é nosso próprio nome, logo, estamos certamente muito familiarizados a ele.
Então, por que não usar isso para melhorar a conexão, tanto online, quanto a nível de relacionamento, com seu paciente? Para isso, é simples: na hora de pedir ou cadastrar o e-mail de qualquer pessoa, lembre-se sempre de ter o nome solicitado em conjunto (ou mesmo o apelido, para alguns).
4. De onde veio?
Imagine a seguinte situação: você está em casa e recebe vários pacotes pelo correio e, dentre eles, um pacote não identificado. No mínimo você acharia suspeito, certo? Na internet também é assim. Os “pacotes” (leia-se: e-mails), quando não identificados por seu paciente/prospecto, muitas vezes são transferidos para algo chamado “Caixa de Spam” e, nesse momento, perde-se toda uma comunicação.
Entenda que as pessoas entram em diversas listas de e-mail e depois não se lembram, ou mesmo fornecem seus e-mails em determinadas situações, como eventos, mídias sociais, etc. Portanto, é prudente sempre identificar-se na hora de mandar um e-mail, e deixar claro o porquê de estar enviando-o, assim, você gera confiança e estabelece uma boa relação para que seus e-mails futuros sejam bem recebidos por todos os seus pacientes.
5. Presenteie
Você provavelmente gosta de receber presentes. As pessoas que você conhece também, e, consequentemente, os pacientes destinatários de seus e-mails. Então, vez ou outra, faça um agrado, presenteie-o com um “parabéns” personalizado no dia do aniversário dele, ou mesmo uma felicitação em uma data comemorativa, como por exemplo uma mensagem bonita de Ano Novo.
Seu paciente também vai gostar de receber em primeira mão um artigo exclusivo, um E-Book que seja útil para ele, o acesso a algum curso online em que ele possa aprender mais sobre saúde, enfim, são inúmeras as possibilidades.
Dica: nessa hora, conta muito a empatia. Pergunte-se: o que você gostaria de receber de “presente” dentro de um e-mail? Se você pode fornecer isso, maravilha! E lembre-se de estudar as vontades e carências da sua audiência para adaptar os “presentes” da melhor maneira possível.
6. Evite Imagens
Sim, a internet se popularizou bastante e temos, no geral, uma conexão de alta velocidade, mas, para algumas pessoas, este ainda é um artigo um pouco caro, com muitos dependendo dos planos da operadora de celular na hora de abrir e conferir um e-mail no smartphone. Além da questão da internet, também temos o fator tempo, ninguém gosta de perder tempo.
É exatamente pelos motivos citados no parágrafo anterior que você deve evitar imagens (ou pelo menos o excesso delas) em seus e-mails para pacientes, pois, além de consumirem mais dados de internet do que um simples e-mail escrito, também demoram mais para carregar, o que pode culminar na impaciência ou incompreensão de seu destinatário, apagando de cara o seu e-mail, ou mesmo esquecendo-o eternamente na caixa de entrada.
BÔNUS: Aceite Feedbacks!
Comunicação é uma via de mão dupla,
não importa se ao vivo ou online. Você pode sim utilizar ferramentas
para automatizar seus processos caso tenha uma lista grande de pacientes,
todavia, não se esqueça de que, por trás de cada nome e e-mail dessa
lista, existe uma pessoa preocupada com a sua saúde, muitas vezes insegura, e
vendo no seu e-mail uma oportunidade de comunicação com o profissional
fora do ambiente corriqueiro de consultório/hospital.
Compreenda que, se qualquer uma
dessas pessoas mandar uma resposta, uma crítica, um “obrigado” que seja, você
deve procurar retribuir, responder, e dar a devida importância, afinal, é assim
que se constrói uma boa relação. “Mas, Fabrício, é muita gente me mandando
respostas via e-mail!” Ótimo! Este é um sinal de que você chegou em um nível
tão bacana que várias pessoas requisitam você na Web, sua audiência é grande!
Nesses casos, realmente não dá para fazer tudo
um por um, portanto, faça um apanhado geral das dúvidas e dores mais
prevalentes nesses feedbacks, informando posteriormente sua audiência
por meio do próprio e-mail ou em outros meios de comunicação em massa
online (canais de vídeo, mídias sociais, etc.).
Concluindo…
O E-Mail Marketing é uma excelente forma
de maximizar e escalar tanto sua carreira quanto a boa relação com seus
pacientes. Utilize as dicas fornecidas nesse artigo para aplicar da melhor
forma possível em seus e-mails aos pacientes, e, se você ainda não faz
isso ou faz esporadicamente, procure ir atrás de ferramentas de automação e
profissionalização o quanto antes, afinal, é mais do que um simples diferencial:
você e seu paciente vivem hoje na Era Digital.
Médico formado pela Universidade Federal de Mato Grosso, atualmente cursando Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade no Hospital Geral Universitário (Universidade de Cuiabá).
Instagram: @DrFabricioMateus