Os avanços da tecnologia aplicada à saúde têm trazido muitos benefícios
para os profissionais da área, não se restringindo, estes, somente a aparelhos
eletrônicos e aplicativos digitais, mas também à tecnologias alternativas que
visam melhorar a vida das pessoas em geral e facilitar a vida dos profissionais
da área da saúde. Nesse viés, é importante que a população conheça as
atualidades na medicina e o impacto que estas podem proporcionar na qualidade
de vida dos indivíduos. Por isso, reuni as 5 novidades mais interessantes:
1-
Técnica CRISPR é usada pela primeira vez para combater o câncer
CRISPR é um sistema chamado Clustered
Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats (Repetições Palindrômicas
Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas), sendo um avanço na edição
genética capaz de modificar o genoma para resultados desejados. Testes
anteriores, por exemplo, foram capazes de prevenir células humanas de serem
infectados pelo HIV, em condições laboratoriais. O novo estudo, publicado na
revista Science, foi conduzido por pesquisadores da Universidade da
Pensilvânia. Foram coletadas células T do sangue de 3 pacientes e, através da
técnica CRISPR, foram excluídos os genes que poderiam interferir na capacidade
de o sistema imunológico combater o câncer. Essas células editadas foram
posteriormente infectadas com um vírus que atacaria as proteínas encontradas
nas células cancerígenas. Nenhum dos três pacientes submetidos ao teste
apresentou efeitos colaterais, porém nenhum também revelou evolução positiva.
Pelo contrário: um morreu, enquanto os outros 2 tiveram seus quadros piorados.
No entanto, isso foi justificado como um efeito do próprio câncer, sendo negada
a relação com a edição genética pela qual os pacientes passaram. Os cientistas
estão otimistas de que a técnica pode ser aprimorada. Como o processo é
extremamente complexo, só o fato de não ter diretamente causado alguma reação
adversa já foi considerado algo a ser comemorado.
2- IA
é capaz de detectar relações causais em estudos de medicina
Pesquisadores do Reino Unido, inspirados na criptografia quântica,
desenvolveram uma técnica que permite a exploração de grandes bancos de dados
pela inteligência artificial (IA), com o objetivo de conseguir fazer conexões
entre causas e efeitos nos estudos médicos. A realização dessas ligações é algo
muito importante, porém complicado, demandando estudos observacionais rigorosos
e/ou ensaios clínicos randomizados. Os pesquisadores Anish Dhir e Ciarán Lee,
da Babylon Health, criaram uma técnica de IA para encontrar tais relações
causais em diferentes conjuntos de dados. A descoberta pode permitir a
exploração de grandes bancos de dados médicos e, possivelmente, descobrir novos
vínculos causais. Os pesquisadores testaram o sistema em conjuntos de dados nos
quais as relações causais já eram conhecidas, como dois conjuntos que medem o
tamanho e a textura dos tumores da mama. A IA descobriu corretamente que
tamanho e textura não tinham um nexo de causalidade entre si, mas que ambos
eram determinados pelo tipo de tumor. Se os dados brutos estiverem disponíveis,
afirmam os cientistas, seu algoritmo pode identificar relações causais entre
variáveis, da mesma maneira que um estudo clínico faria.
O governo da China utilizou seu banco de dados com informações da
população para desenvolver um aplicativo que auxilia no combate ao coronavírus.
A solução já está disponível no país e permite que o usuário identifique se
teve contato com alguém que foi infectado com o vírus. A plataforma usa os
registros do governo para identificar pacientes infectados por coronavírus e
indicar aos usuários se têm algum risco de também estar com a doença.
4-
Pesquisadores criam linha feita de pele humana para suturas e produção de
tecidos
Uma equipe de pesquisadores do Instituto Francês de Saúde e Pesquisas
Médicas, situado em Bordeaux, desenvolveu uma nova linha de sutura feita a
partir de células epiteliais humanas que pode ser usada para suturar feridas ou
cortes realizados durante cirurgias e fabricar diferentes tecidos, incluindo
pele para enxertos. Esta foi produzida a partir de lâminas de células
epiteliais humanas cortadas em tiras longas e finas. As vantagens do material
são o fato deste ser biocompatível, poder substituir as linhas de sutura
sintéticas e versátil, permitindo que ele seja usada para tricotar, trançar,
tecer, entre outras alternativas. A linha ainda não foi testada em humanos,
apenas em animais, com sucesso.
5-
Robôs vivos foram criados a partir de células tronco de sapos
Pesquisadores da Universidade de Vermont e da Universidade Tufts, nos
EUA, desenvolveram organismos programáveis que consistem em robôs vivos de
cerca de 1 milímetro, denominados pela equipe como Xenobot. Estes foram
projetados por um computador com um algoritmo evolutivo, em junção a
células-tronco coletadas a partir de embriões de sapos. A tecnologia tem
potencial para ser utilizada em uma vasta gama de tarefas no futuro, como
transportar medicamentos pela corrente sanguínea e ajudar em tratamentos ou ser
lançada aos oceanos para coletar partículas em suspensão. Por serem feitos de
material orgânico, os robôs são biodegradáveis e se desintegram quando as
tarefas para as quais foram programados são finalizadas, sem deixar rastros ou
causar impactos.
E aí, gostou das atualidades? Conhece mais
alguma interessante que eu não tenha citado? Deixe nos comentários!