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Você sabe como manejar adenosina corretamente? | Colunistas

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Palavra-chave:
adenosina

Quando
saímos da faculdade nos deparamos com muitas dificuldades da prática clínica, e
sem dúvidas, o manejo de medicações é uma delas. Qual usar? E a posologia?
Quantos miligramas/ml têm em uma ampola/frasco? Tem que diluir? Qual a
velocidade de administração?

Essas
e outras diversas perguntas nos causam insegurança e medo no dia a dia como
médico.Pensando
nisso resolvemos compartilhar informações práticas e importantes de uma das
medicações muito usada nas emergências: a Adenosina.

Usado
em pacientes com Taquicardia Paroxística Supraventricular refratária à manobras
vagais, é responsável por ocasionar vasodilatação coronariana, redução do tempo
de condução do nó AV, restauração do ritmo sinusal e atividade adrenérgica.

Essa
medicação apresenta algumas particularidades que todos nós devemos ter ciência
para o manejo adequado. Inicialmente
devemos avisar o paciente sobre a medicação, seus efeitos colaterais, e a
possibilidade de não ter sucesso na primeira tentativa.

Os
efeitos colaterais mais comuns são: desconforto/pressão torácico importante –
“sensação de morte iminente”, cefaleia, rubor facial, tontura, náuseas,
respiração ofegante/dispneia e desconfortos gastrointestinais, entre outros.

Por
apresentar um tempo de meia vida muito curto deve ser administrada rapidamente.
Para isso vamos detalhar abaixo como deve ser feito:

  1. Coloque o paciente em monitorização.
  2. Inicialmente, segundo o ACLS 2018,
    devemos começar a administras 6 mg de adenosina (1 ampola tem 6 mg/2 ml). Em
    casos refratários dobramos a dose de 1-2 min após a primeira.
  3. Solicite um acesso venoso periférico e
    monte o sistema de Torneirinha de 3 vias.
  4. Acople em uma via da torneirinha a
    medicação e em outra via uma seringa de 20 ml com SF 0.9%.
  5. Primeiro administre rapidamente a
    Adenosina em bolus* e em seguida 20
    ml, em flush, de soro fisiológico.
  6. Eleve o braço do paciente para a droga
    chegar rapidamente ao coração.
  7. Monitore o paciente continuamente para
    avaliar a eficácia ou não do procedimento.

*
Segundo o estudo coreano A Convenient
Method of Adenosine Administration for Paroxysmal Supraventricular Tachycardia,

publicado no Journal of The Korean Society of Emergency
Medicine 2003;14(3): 224-227
em 2003, propõe uma forma alternativa
para a administração da medicação, onde é diluído 15 ml de soro fisiológico com
a adenosina e administrado ao paciente. Os resultados não demonstraram
diferença estatística quando comparado com o convencional.

Espero que essas informações possam ter sido úteis de alguma forma para sua prática do dia-a-dia. Bom trabalho a todos! Grande abraço.

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Autora: Paolla Patrícia de Oliveira Lulho, Estudante de Medicina do 12º período.

Instagram:
@paolla_lulho

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