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Você sabe a diferença entre ultrassonografia pélvica e transvaginal? | Colunistas

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Talvez você já tenha se perguntado o motivo da
realização da ultrassonografia transvaginal e não apenas da pélvica, ou até
mesmo, se as duas são sinônimos. Vamos conversar um pouco sobre a diferença
delas?

O
que é o ultrassom?

É um exame, em que através da produção de ondas sonoras que sofrem reflexão ao encontrarem uma estrutura, retrata a imagem na tela. É utilizado um gel, que é aplicado na ponta do transdutor, agindo como um agente de acoplamento acústico. A velocidade da geração da imagem é em torno de 40 quadros/segundos, portanto a foto na tela aparenta ser em tempo real.

As cores que aparecem na tela dependem do que está sendo analisado. Materiais densos ou sintéticos são exibidos através de imagens claras na cor branca, fluídos em imagens escuras na cor preta e tecidos com densidades médias aparecem através de tons de cinza.

Não é utilizado nenhuma forma de radiação, sendo seguro até mesmo a realização durante a gestação.

A
ultrassonografia pélvica e a transvaginal são realizadas pela mesma via?

Não, a ultrassonografia pélvica, também conhecida como transabdominal, é realizada via abdominal, na superfície do abdome inferior, utilizando o transdutor curvo de 3 a 5MHz.

No caso da ultrassonografia transvaginal, ela é realizada via inserção vaginal, utilizando transdutor endocavitário de alta frequência, de 5 a 10MHz, que aumenta a sensibilidade e a resolução espacial da imagem. Antes da inserção, ele deve ser coberto com preservativo protetor ou bainha semelhante a um preservativo.

Quando
é utilizado cada tipo?

A
ultrassonografia pélvica geralmente é utilizada para primeira abordagem, pois
através dela é possível realizar uma identificação global dos órgãos pélvicos e
suas relações espaciais com outros órgãos. Quando há lesões ou massas externas
localizadas na parte superior da cúpula da bexiga, ela permite uma avaliação
mais completa, entretanto, para a avaliação da cavidade endometrial, o mais
indicado é a técnica transvaginal.

A
via abdominal é comumente empregada em mulheres virgens ou com alguma condição
clínica que impossibilite a via transvaginal. Já a ultrassonografia
transvaginal, é complementar à pélvica, pois permite uma melhor visualização
dos órgãos internos, sendo utilizada como opção de escolha para avaliação da
pelve, principalmente de útero e anexos, além do diagnóstico de doenças
ginecológicas, visto que permite uma maior resolução da imagem e possui boa
aceitação pela maior parte das mulheres. Exemplos de utilização são avaliações
de rotina, análise de posicionamento do DIU, diagnóstico e controle de gravidez
ectópica, detecção de miomas e cistos, apoio a práticas de tratamento de
infertilidade e detecção precoce de câncer de ovário e de endométrio.

É
necessário preparo para alguma das duas?

Ambas as vias não necessitam de preparos especiais, podendo ser realizadas em qualquer dia do ciclo menstrual, dependendo da indicação. Entretanto, pode ser necessário, que em pacientes não grávidas, a bexiga esteja cheia, pois assim fica suficientemente repleta para a realização da ultrassonografia pélvica, deslocando o útero para cima, tirando-o de trás da sínfise púbica e deslocando o intestino delgado do campo de visão, criando uma janela acústica para o fundo uterino. Diferentemente da técnica pélvica, a bexiga deve estar vazia na ultrassonografia transvaginal, pois quando feita de bexiga cheia, ela afasta o fundo uterino e o endométrio do transdutor, dificultando sua realização.


contraindicações para algum dos métodos?

Para
o ultrassom pélvico não há contraindicações, entretanto, o transvaginal é
contraindicado em pacientes com hímen não perfurado, pois ele pode se romper
durante a realização do exame. Estenose vaginal é uma contraindicação relativa,
no entanto, essas pacientes podem fazer o exame, com aconselhamento adequado. A
estenose vaginal é quando ocorre de forma anormal um estreitamento do canal da
vagina ou mesmo seu encurtamento, podendo ocorrer em diversos graus, comumente
sendo resultante de radioterapia pélvica ou braquiterapia, que é uma
radioterapia interna.

São
procedimentos dolorosos?

Os
dois tipos são indolores, podendo apenas ocorrer uma leve sensação de pressão na
introdução do transdutor por via transvaginal, não causando dor. É relevante ressaltar,
que independentemente da situação, o médico que executar o exame deve explicar
o procedimento para a paciente a fim de deixá-la o mais confortável possível.
Caso a mulher sinta dor, é importante que avise ao médico para que o exame seja
interrompido ou adequado à situação.

Quem
solicita e realiza esses exames?

Ambos
os exames geralmente são solicitados por um médico ginecologista e obstetra
para avaliação de rotina ou diagnóstico de uma patologia, ou até mesmo,
qualquer médico que suspeite que esteja ocorrendo uma alteração na região
pélvica da paciente. A realização desses exames é feita por um médico
especialista em ultrassom (ultrassonografista) ou até mesmo um ginecologista e
obstetra.

Portanto, querido leitor, após ler os tópicos acima é possível concluir que ultrassonografia pélvica e transvaginal não são sinônimos, mas na maioria das situações, podem ser usadas como métodos complementares, sendo seguras e indolores, com ampla utilização.

Autora: Ana Clara Rodrigues

Instagram: @anaclarar_

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