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Varíola dos macacos: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

varíola dos macacos

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Você já ouviu falar na varíola dos macacos, também conhecida como Monkeypox? Essa doença foi citada na literatura, pela primeira vez, em 1958 e trata-se de uma doença zoonótica viral.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (21/05), a varíola dos macacos foi confirmada em 92 pacientes em 14 países, dentre eles: Austrália, Alemanha, Bélgica, Canadá, França, Estados Unidos, Espanha, Itália, Portugal, Suécia, Suíça, Israel, Países Baixos, Reino Unido. Todos os pacientes sem histórico recente de viagem para áreas endêmicas.

Para te manter informado sobre o tema, a Sanar reuniu tudo o que você precisa saber sobre essa patologia. 

Casos de varíola dos macacos no Brasil

Confirmou-se no dia 08/06/2022, o primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil, em São Paulo. O paciente, um homem de 41 anos, tinha viajado à Espanha recentemente. O indivíduo segue em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital.

Em 2024, até o momento, o Brasil registrou 709 casos confirmados ou prováveis de mpox.

O que é a varíola dos macacos? 

A Monkeypox (varíola dos macacos) é causada pelo vírus da varíola dos macacos. Dessa forma, por ser uma doença zoonótica viral, sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado. 

Vale salientar que os primatas não são reservatórios do vírus da varíola e ainda não se sabe, exatamente, qual o reservatório. No entanto, acredita-se que os pequenos roedores como os esquilos que vivem nas florestas tropicais da África podem exercer esse papel de reservatório.

Quais os sintomas da Monkeypox?

No geral, os pacientes acometidos cursam com sintomas leves. Depois da infecção, leva-se geralmente de 5 a 21 dias para os primeiros sintomas surgirem. Portanto, os sintomas iniciais são de uma infecção viral sistêmica inespecífica:

  • Febre 
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares 
  • Dores nas costas
  • Linfadenopatia (aumento dos linfonodos)
  • Calafrios
  • Exaustão

Além disso, os pacientes apresentam erupções cutâneas em 1 a 3 dias depois do início da febre, que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois por outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. 

Fonte: UKHSA

A erupção cursa com bastante prurido e passa por diferentes estágios, podendo, inicialmente, ser confundida com varicela ou sífilis. Contudo, a evolução dessas lesões é uniforme e quando a crosta desaparece, o indivíduo deixa de infectar outras pessoas. 

Assim, apesar da doença apresentar um quadro leve, ela poderá ganhar formas mais severas, especialmente em crianças pequenas, mulheres grávidas e pessoas imunocomprometidas.

Transmissão da Mpox

De acordo com a OMS, a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com as lesões de pele de pessoas infectadas, secreções respiratórias bem como objetos recentemente contaminados. Está ocorredo também a transmissão entre parceiros sexuais, devido ao contato íntimo durante o sexo com lesões cutâneas infecciosas.

Os profissionais da saúde devem se atentar quanto às medidas contra contato e para gotículas. Deve-se aplicar esses precauções a todos os estabelecimentos de saúde.

Fonte: Anvisa, 2021

Além disso, deve-se estabelecer o manejo adequado dos casos para evitar que haja infecções hospitalares, com fluxo adequado da triagem para as salas de isolamento.

Como é o tratamento para varíola dos macacos?

Segundo a OMS, ainda não existe um tratamento específico para a infecção pelo vírus da varíola dos macacos. Dessa forma, é perceptível que os sintomas da varíola geralmente desaparecem espontaneamente. Assim, o tratamento da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, tem se sustentado em medidas de suporte clínico.

Além disso, deve-se evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos. Outro fator importante, é que a vacinação contra a varíola demonstrou ajudar a prevenir ou atenuar a doença da varíola dos macacos, com uma eficácia de 85%.

A varíola do macaco tem cura?

Sim, tem cura. Contudo, é importante cuidar da erupção deixando-a secar.

Referência bibliográfica: 

Sugestão de leitura complementar

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