Após o período de Carnaval de 2026, surgiram novos casos de varíola dos macacos, também conhecida como Monkeypox, ampliando a preocupação mundial com essa doença zoonótica viral. Embora a doença tenha sido registrada pela primeira vez em 1958, foi apenas recentemente que ela voltou a ganhar destaque devido ao aumento de casos em diversas partes do mundo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a varíola dos macacos foi confirmada em diversos países, dentre eles: Austrália, Alemanha, Bélgica, Canadá, França, Estados Unidos, Espanha, Itália, Portugal, Suécia, Suíça, Israel, Países Baixos, Reino Unido. Todos os pacientes sem histórico recente de viagem para áreas endêmicas.
Para te manter informado sobre o tema, a Sanar reuniu tudo o que você precisa saber sobre essa patologia.
Casos de varíola dos macacos no Brasil
O primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil foi confirmado em 08/06/2022, em São Paulo. O paciente, um homem de 41 anos, havia viajado à Espanha recentemente. O indivíduo seguiu em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital.
Em 2024, o Brasil registrou 709 casos confirmados ou prováveis de mpox.
Até o momento, em 2026, o Brasil segue monitorando e registrando casos isolados em diferentes estados, com notificações em São Paulo e Rio Grande do Sul, principalmente em Porto Alegre. O monitoramento permanece ativo e a vigilância epidemiológica continua sendo realizada.
O que é a varíola dos macacos?
A Monkeypox (varíola dos macacos) é causada pelo vírus da varíola dos macacos. Dessa forma, por ser uma doença zoonótica viral, sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado.
Vale salientar que os primatas não são reservatórios do vírus da varíola e ainda não se sabe, exatamente, qual o reservatório. No entanto, acredita-se que os pequenos roedores como os esquilos que vivem nas florestas tropicais da África podem exercer esse papel de reservatório.
Quais os sintomas da Monkeypox?
No geral, os pacientes acometidos cursam com sintomas leves. Depois da infecção, leva-se geralmente de 5 a 21 dias para os primeiros sintomas surgirem. Portanto, os sintomas iniciais são de uma infecção viral sistêmica inespecífica:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores musculares
- Dores nas costas
- Linfadenopatia (aumento dos linfonodos)
- Calafrios
- Exaustão
Além disso, os pacientes apresentam erupções cutâneas em 1 a 3 dias depois do início da febre, que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois por outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais.
A erupção cursa com bastante prurido e passa por diferentes estágios, podendo, inicialmente, ser confundida com varicela ou sífilis. Contudo, a evolução dessas lesões é uniforme e quando a crosta desaparece, o indivíduo deixa de infectar outras pessoas.
Assim, apesar da doença apresentar um quadro leve, ela poderá ganhar formas mais severas, especialmente em crianças pequenas, mulheres grávidas e pessoas imunocomprometidas.
Transmissão da Mpox
De acordo com a OMS, a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com as lesões de pele de pessoas infectadas, secreções respiratórias bem como objetos recentemente contaminados. Está ocorredo também a transmissão entre parceiros sexuais, devido ao contato íntimo durante o sexo com lesões cutâneas infecciosas.
Os profissionais da saúde devem se atentar quanto às medidas contra contato e para gotículas. Deve-se aplicar esses precauções a todos os estabelecimentos de saúde.
Além disso, deve-se estabelecer o manejo adequado dos casos para evitar que haja infecções hospitalares, com fluxo adequado da triagem para as salas de isolamento.
Como é o tratamento para varíola dos macacos?
Segundo a OMS, ainda não existe um tratamento específico para a infecção pelo vírus da varíola dos macacos. Dessa forma, é perceptível que os sintomas da varíola geralmente desaparecem espontaneamente. Assim, o tratamento da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, tem se sustentado em medidas de suporte clínico.
Além disso, deve-se evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos. Outro fator importante, é que a vacinação contra a varíola demonstrou ajudar a prevenir ou atenuar a doença da varíola dos macacos, com uma eficácia de 85%.
A varíola do macaco tem cura?
Sim, tem cura. Contudo, é importante cuidar da erupção deixando-a secar.
Referência bibliográfica:
- UKHSA. Monkeypox cases confirmed in England – latest updates Disponível em:https://www.gov.uk/government/news/monkeypox-cases-confirmed-in-england-latestupdates. Acessado em: 23 de Maio de /2022.
- OPAS/OMS. Alerta Epidemiológico: Monkeypox em países não endêmicos. Disponível em: https://www.paho.org/es/documentos/alerta-epidemiologica-viruela-simica-paises-noendemicos-20-mayo-2022 Acessado em: 23 de Maio de 2022.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE. Comunicação de risco: casos notificados de Monkeypox (varíola dos macacos) em 14 países. Acesso em 23 de Maio de 2022.
