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Variante ômicron da covid-19 | Colunistas

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A variante B.1.1.529 foi detectada inicialmente em amostras coletadas em 11 de novembro em Botsuana e em 14 de novembro na África do Sul. Ela foi reportada pela primeira vez à OMS no dia 24 de novembro pela África do Sul, onde somente 24% da população foi completamente vacinada contra a covid-19 e as infecções vêm aumentando acentuadamente.

Algumas provas iniciais indicam que o risco de reinfeção por esta variante é maior que em outras variantes preocupantes, até o momento, os exames PCR que se utilizam para diagnosticar o SARS-CoV-2 continua detectando esta variante. 

Segundo a OMS a nova variante tem uma taxa maior para espalharse comparando com as cepas anteriores.

O que se sabe sobre a nova variante ômicron do coronavírus

COMO A VARIANTE SE DESENVOLVE?

Quando um vírus circula amplamente causando inúmeras infecções, a probabilidade de o vírus mutar aumenta. Quanto mais chances, o vírus tiver de se espalhar, mais oportunidades ele terá de registrar mudanças.

As novas variantes como Ômicron são um lembrete de que a pandemia da Covid-19 está longe do fim. Por isso, é essencial que as pessoas sejam vacinadas quando possam e continuem a seguir os conselhos de prevenção do vírus incluindo distanciamento social, uso de máscara, frequente lavagem de mãos e a boa ventilação de áreas fechadas.

É crucial ainda que as vacinas e outras medidas de saúde pública estejam acessíveis a todos. A desigualdade nas vacinas deixa os países de renda mais baixa, muitos deles na África, à mercê da pandemia.

QUAIS OS SINTOMAS DA NOVA VARIANTE?

Relatos dos especialistas que atenderam os primeiros pacientes infectados com a Ômicron na África do sul indicam algumas mudanças importantes na lista dos principais sintomas, como por exemplo apresentam com mais frequência queixas como cansaço, dores musculares, ‘’coceira’’ na garganta, febre baixa e tosse seca.

ESTA VARIANTE É MAIS SEVERA QUE AS DEMAIS DA COVID-19?

Segundo um dos diretores da OMS, Mike Ryan, a Ômicron aparenta ser mais severa que a variante Delta, por exemplo, já que presenta 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína ‘’spike’’, mas a agência da ONU ainda aguarda o resultado dos estudos que estão sendo feito para obter mais informações e colocá-las à disposição do público. É importante lembrar que todas as variantes da Covid-19 podem causar doença severa ou morte incluindo a Delta que é mais dominante em todo o globo. Por isso é tão importante prevenir a doença e reduzir o risco de exposição ao vírus.

O EXAME PCR DETECTA A OMICRON?

Os exames de PCR continuam detectando a infecção de Covid-19, incluindo a Ômicron. Mas as pesquisas continuam para avaliar se existe um impacto sobre outros tipos de testagem incluindo os testes rápidos de antígeno.

HÁ ALGUMA CONEXÃO COM A VARIANTE BETA? 

Em todo o continente africano, a África do sul foi o país mais atingido pelo coronavírus, com mais de 3 milhões de casos de covid-19 e em torno de 90mil mortes em decorrência do vírus.

O alto numero de mortes no país é atribuído a variante C.1.2, batizada de beta e qualificada pela OMS como variante de preocupação por causa da alta transmissibilidade e por ser mais resistente as vacinas.

Mas a variante Delta, mais agressiva, superou de longe a Beta na África do Sul, assim como no resto do mundo.

É POSSÍVEL DETER A NOVA VARIANTE?

É possível retardar a disseminação da nova variante restringindo o transporte aéreo, por exemplo, o que vários países já fizeram.

As restrições de viagem podem ajudar a diminuir as transmissões, mas desde os primeiros casos em Botsuana terem sido detectados em meados de novembro faz com que seja concebível que a Ômicron tenha sido transportada para vários outros países desde então.

A OMS pediu que países reforcem seus sistemas de saúde e ampliem a vacinação contra a covid-19 para conter a disseminação da variante Ômicron, e afirmou que restrições de viagem podem fazer com que se ganhe tempo, mas não devem ser a única medida.

EXISTE UM RISCO MAIOR DE REINFECÇÃO EM QUEM JÁ TEVE COVID-19?

Uma evidencia preliminar sugere que puede ter um maior risco de reinfeção com a Ômicron, o que indica que quem teve a COVID-19 anteriormente podia voltar a infectar-se com maior facilidade pela OMICRON em comparação com outras variantes, porém ainda são limitadas as informações.

CONCLUSÃO

  • Evidencias sugerem que a Ômicron pode facilitar a reinfecção
  • Todos os continentes registraram casos da nova variante
  • Medidas não farmacológicas (mascara, distanciamento, ambientes ventilados) funcionam contra as variantes
  • Variante apresenta um grande número de mutações
  • Ômicron é muito transmissível
  • Primeira morte ligada a variante foi registrada no reino unido.

AUTOR: BRUNA SANTOS SCIOUTE 

INSTAGRAM: @bscioute


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

Clasificación de la variante ómicron (B.1.1.529) del SARS-CoV-2como variante preocupante (who.int)

Doze perguntas e respostas sobre a Ômicron, a nova variante do coronavírus | ONU News

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