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Vacinação da COVID-19: o que você precisa saber | Colunistas

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Fique por dentro da discussão sobre vacinação da covid-19!

Finalmente a vacinação da COVID-19 começou no Brasil. Entretanto, apesar de toda essa euforia, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a vacina e alguns têm até medo de tomá-la.

Por isso, resolvi escrever este texto para explicar como funciona uma vacina, como é o processo de criação de uma vacina, como está sendo feita a vacinação da COVID-19 no Brasil e entre outras informações importantes sobre a vacinação do corona vírus.

Como funciona uma vacina?

A vacina pode ser atenuada ou inativada. A atenuada contém agentes infecciosos que estão vivos, porém enfraquecidos, já a inativada usa o agente morto. Porém, independentemente da vacina, a pessoa não terá a doença. Ao receber a vacina com o antígeno, a pessoa criará a chamada memória imunológica, que faz  com que se, posteriormente, ela entrar em contato com a doença, possa ter anticorpos que a eliminem.

Como é produzida uma vacina?

A vacina é feita a partir de vários testes que começam em animais e posteriormente em humanos. Em seres humanos, os testes são divididos em três fases:

A fase I é feita em um pequeno grupo de voluntários para avaliar se a vacina é segura e se ela gera uma resposta imune. Além disso, nessa fase também é determinada a dose que será aplicada.

Já a fase II é feita em grupos maiores e também avalia a segurança da vacina, procurando qualquer efeito adverso e vendo também se gera uma resposta imune. Para isso, as pessoas começam a ser divididas nos grupos de placebo e de controle.

Por último, a fase III, que é dada em grupos ainda maiores, e que também é dividida entre placebo e controle. Nesta fase se avalia a segurança e a eficácia da vacina.

As vacinas são seguras?

As vacinas são seguras. Além de passarem por todos esses testes para serem produzidas, no Brasil, ela ainda precisa ser avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Quais são as vacinas disponíveis no Brasil?

No Brasil, por enquanto estão sendo utilizadas as vacinas Coronavac e AstraZeneca. Vale ressaltar que ambas foram aprovadas pela Anvisa.

A Coronavac foi desenvolvida pela Sinovac, que é um laboratório chinês, e no Brasil ela vem sendo produzida pelo Instituto Butantan. Essa vacina é uma inativada, ou seja, tem o vírus Sars CoV-2, mas ele não está ativo.  Além disso, ela mostrou-se com uma eficácia total de 50,38%. Isso pode até parecer pouco, mas vale ressaltar que os estudos realizados mostraram que, das pessoas que tomaram a vacina e mesmo assim adoeceram pelo corona vírus, nenhuma teve casos graves e que precisavam de internação.

Já a AstraZeneca foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca. Essa vacina é uma vacina de vetor viral, ou seja, utiliza um outro vírus para causar uma resposta imune sem causar a doença em si. Neste caso, estão sendo utilizados adenovírus símio não replicante, que contém um segmento genômico do vírus da COVID-19.  Quanto à eficácia da vacina, ela tem uma eficácia total de 70,42%.

Vale ressaltar que ambas as vacinas devem ser tomadas duas vezes, sendo que para a Coronavac é preconizado um intervalo de 2 a 4 semanas, e a AstraZeneca, um intervalo de 4 a 12 semanas. Isso acontece porque uma dose da vacina não deixa o indivíduo imunizado. Além disso, mesmo depois de tomar a segunda dose, a imunidade completa só será feita em torno de 2 a 3 semanas. Apesar disso, não existem estudos que comprovem que a vacina também impede a transmissão e a infecção do corona vírus, ou seja, a pessoa que tomar a vacina, poderá não ter os sintomas, mas ainda pode ter o vírus e acabar transmitindo para outras pessoas.

Portanto, mesmo tomando a vacina, ainda é necessário manter todas as medidas de segurança necessárias, como o uso correto da máscara e a lavagem correta das mãos.

Como está sendo feita a vacinação no Brasil?

Por enquanto, a vacinação no Brasil está sendo feita em pessoas consideradas de alto risco, ou seja, idosos com mais de 90 anos de idade, idosos em asilos, trabalhadores de saúde que estão na linha de frente, indígenas e quilombolas, entre outros.

Além disso, para agilizar o processo, para quem mora no estado de São Paulo, foi lançado um site onde as pessoas destes grupos possam realizar um pré-cadastro para facilitar o processo de vacinação.

Dúvidas Gerais

  1. Se eu já tive COVID-19, preciso me vacinar?

Sim! Você deve receber a vacina, pois ainda não se sabe se a resposta imune do organismo é duradoura. Tanto que existem casos de reinfecção pela COVID-19.

  • Estou com febre e sintomas respiratórios, posso tomar a vacina?

Caso você tenha sintomas sugestivos de corona vírus, não é recomendado que você tome a vacina por enquanto. O ideal é que você, antes de tomar a vacina, se recupere por completo, assim, esperando no mínimo 4 semanas após os primeiros sintomas.

  • Existe o risco de eu ter complicações graves devido a vacinação?

Todo procedimento de saúde oferece riscos, desde tomar um comprimido até realizar uma cirurgia. A vacinação não foge disso, porém, é constatado que os benefícios são maiores que o risco na vacina para a COVID-19, sendo que os efeitos adversos graves são raríssimos.

  • Posso tomar a primeira dose com uma vacina, e a outra dose com a outra?

Não. Você deve usar a vacina da mesma fabricante, pois não existem estudos que mostrem os benefícios e os riscos de usar uma vacina junta com a outra.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

Coronavirus disease (COVID-19): Vaccines. World Health Organization. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/q-a-detail/coronavirus-disease-(covid-19)-vaccines?adgroupsurvey={adgroupsurvey}&gclid=Cj0KCQiA0rSABhDlARIsAJtjfCerTN4kxtxoXxDOoX2qoPjOH86v-wmfIOMnmV-QaOZHpu4HboJxp9caAo-bEALw_wcB>. Acesso em 24 de janeiro de 2021.

Dúvidas sobre Vacinas COVID-19 Perguntas e Respostas. Guia Prático de Atualização, Sociedade Brasileira de Pediatria. Disponível em: < https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22909c-GPA-Duvidas_sobre_Vacinas_COVID19.pdf >. Acesso em 13 de fevereiro de 2021.

Vaccines and immunization: What is vaccination? World Health Organization. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/q-a-detail/vaccines-and-immunization-what-is-vaccination?adgroupsurvey={adgroupsurvey}&gclid=CjwKCAiAxp-ABhALEiwAXm6IyZF2Myon5_CEFWuIvWfB-Mt5ArtepkXThyH3uLWhXMXl981bE1SV4BoCMTUQAvD_BwE>. Acesso em 20 de janeiro de 2021.

Vacinajá. Governo do Estado de São Paulo. Disponível em: < https://vacinaja.sp.gov.br/> . Acesso em 13 de fevereiro de 2021.

Vacinas. Sociedade Brasileira de Imunizações. Disponível em: <https://familia.sbim.org.br/vacinas> . Acesso em 20 de janeiro de 2021.

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