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Urinálise: saiba tudo sobre o Exame de Urina

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A Urinálise é um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados pelos médicos de praticamente todas as especialidades, para pacientes com as mais variadas queixas ou mesmo para indivíduos sem nenhuma queixa.

Essas características fazem da urinálise um teste de triagem de ampla utilização.

VOCÊ SABIA? Desde o período paleolítico, o ato de examinar a urina tem sido um método utilizado como tentativa de diagnosticar e estabelecer o tratamento das mais diversas doenças. Inscrições em paredes de cavernas das primeiras civilizações humanas associam certas doenças a alterações urinárias.

O processo de Urinálise é realizado através de quatro “fases”, são elas: coleta, análise física, análise química e sedimentoscopia.

As principais indicações para a urinálise são investigação e acompanhamento de doença renal, acompanhamento de patologias que podem cursar com acometimento renal (ex: lúpus eritematoso sistêmico, hipertensão arterial, diabetes mellitus, entre outros), investigação de infecções do trato urinário e litíase renal.

Fases da Urinálise

Coleta da Amostra

A urina é um material biológico potencialmente contaminado e exige a observação de cuidados específicos de coleta, a fim de preservar a integridade da amostra e a segurança dos profissionais que a manuseiam.

Visando diminuir as variações pré-analíticas, deve-se utilizar urina recém-coletada do jato médio (após desprezar o primeiro jato), em frasco limpo, após o paciente permanecer por um período de, pelo menos, 2 horas sem urinar.

Importante orientar os pacientes sobre a necessidade de higienização do meato uretral e da genitália antes da coleta, tanto em homens, como em mulheres. Recomenda-se evitar a realização de exercício físico extenuante nas 24 horas que antecedem a coleta, uma vez que a desidratação pode provocar alterações na coloração da urina.

SE LIGA! Algumas situações clínicas merecem atenção em relação a coleta. São elas: homem incircunciso (o prepúcio deve estar retraído e o meato uretral limpo), período menstrual (potencial de contaminação com a secreção vagina) e pacientes com cateter vesical de demora (a amostra de urina deve ser coletada diretamente do tubo do cateter, para que seja adquirida uma urina produzida recentemente).

A amostra deve ser mantida em temperatura ambiente, porém, se o exame não puder ser realizado em um prazo máximo de 2 horas após a coleta, a amostra deverá ser refrigerada e protegida da luz. A amostra nunca deve ser congelada, uma vez que esse procedimento propicia a destruição dos componentes celulares presentes.

A tabela abaixo apresenta algumas alterações que podem ocorrer nas amostras de urina após a coleta, ao longo do tempo. Essas modificações e suas potenciais causas devem ser consideradas na interpretação dos resultados.

Tabela: Alterações que podem ocorrer nas amostras de urina após a coleta.

Na maioria das vezes, a urina para o exame de rotina é obtida espontaneamente, porém, existem situações particulares nas quais torna-se necessário a utilização de recursos especiais, como coleta com saco coletor, cateterismo vesical ou punção suprapúbica, sendo que os dois últimos são opções excepcionais devido ao risco de lesão e/ou contaminação das vias urinárias.

A coleta com saco coletor é frequentemente realizada em pacientes pediátricos ou geriátricos, nos quais o controle da micção esteja comprometido. É realizada através de um saco plástico transparente, macio, com adesivo hipoalergênico que o fixa na área genital.

Imagem: Saco coletor pediátrico. Fonte: Google Imagens.

A amostra cateterizada é coletada, sob condições estéreis, através da colocação de um cateter da uretra até a bexiga. É mais comumente solicitada para cultura para bactérias, porém, pode ser utilizada também para a medida das funções em cada um dos rins. Neste caso, a amostra dos rins direito e esquerdo é coletada separadamente pela passagem de cateteres através dos respectivos ureteres.

Ocasionalmente, a amostra de urina pode ser coletada através da introdução de uma agulha diretamente na bexiga, pelo abdome. Como a bexiga é estéril, em condições normais, a punção suprapúbica fornece uma amostra de urina para a cultura bacteriana completamente livre de contaminação externa.

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