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Resumo sobre tumores de laringe: da epidemiologia ao tratamento

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Os tumores de laringe compreendem uma variedade de neoplasias benignas e malignas que acometem região laríngea.

Epidemiologia dos tumores de laringe

De acordo com a epidemiologia, o tipo de câncer que mais atinge essa localização anatômica é carcinoma epidermóide. Além disso a incidência dos cânceres de laringe em relação ao sexo é de cerca de 7 homens acometidos para 1 mulher acometida, assim mostrando sua prevalência no gênero masculino.

Essas neoplasias representa 2,7% de todos os cânceres e a sua incidência de aproximadamente de 136 mil novos casos e de 73.500 mortes por ano.

Anatomia

Para entendermos os sinais e sintomas dos tumores de laringe é de extrema importância compreender onde esses se alojam.

Em vista disso, primeiro deve-se salientar a região supraglótica: inclui epiglote, pregas vestibulares, ventrículos , pregas ariepiglóticas e aritenóides

Fonte: Moore, Keith L.; DALLEY, Arthur F.. Anatomia orientada para a clínica. 6 ed. Rio De Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2011.

Já a região glótica: inclui as pregas vocais ,comissura anterior e a região interaritenóide

Diante disso, a última localização que deve ser vista se trata da região subglótica – começa a 1 cm abaixo das pregas vocais e estende-se até a borda inferior da cartilagem cricóide. 


Fonte: Moore, Keith L.; DALLEY, Arthur F.. Anatomia orientada para a clínica. 6 ed. Rio De Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2011.

Tumores de laringe: quadro clínico

Importante ressaltar que para compreender o quadro clínico devemos relacionar a queixa principal com o interrogatório sistemático e a epidemiologia, por conseguinte será possível identificar melhor os sinais e sintomas.

Em vista disso, o quadro clínico irá depender da área anatômica afetada , por isso é importante correlacionar anatomia com a sintomatologia do paciente.

Diante disso, descreveremos a sintomatologia de cada área supracitada:

  • Supraglótica: disfagia, odinofagia, otalgia reflexa e ausência de alterações vocais
  • Glótico: disfonia e rouquidão , aspecto áspero
  • Subclóticos: sintomas pobres e tardios, tumor cresce lentamente até comprometer a luz laríngea, levando à obstrução das vias aéreas.

Fatores de risco

O principal fator etiológico com grande fator mutagênico para o desenvolvimento de neoplasias de laringe é o tabagismo. Além desse o etilismo também  apresenta grande risco.

De acordo com pesquisas realizadas recentemente, a associação desses dois fatores pode aumentar em 100% o risco de desenvolvimento de tumores de laringe. Ademais, também são fatores o HPV e as hipovitaminoses.

Diante disso, é importante salientar a relevância do diagnóstico precoce, pois com um tratamento adequando e de forma prévia aumenta o controle oncológico dessas neoplasias ,e com isso será provido ao paciente uma melhor qualidade de vida.

Diagnóstico dos tumores de laringe

O diagnóstico deve ser feito por meio do exame físico em conjunto com  história clínica, exame de imagem- a laringoscopia e fibroscopia já fazem parte do exame físico de cabeça e pescoço e do otorrinolaringológico- e biopsia.

Diante disso ,  é de extrema importância delimitar o local acometido , por isso a importância de correlacionar os sintomas com anatomia.

Além desses exames de imagem, é importante pedir uma Tomografia computadorizada e ressonância magnética para o diagnóstico diferencial.

Fonte: Liga Baiana de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (LBCCP)

Exemplos de tumores:

Papiloma

Lesão exofítica verrucosa de crescimento progressivo que pode levar à insuficiência respiratória por obstrução da laringe. Localizado em região glótica, pois se localiza em pregas vocais.

Fonte: medicinanet

Carcinoma epidermóide

Neoplasia maligna com característica infiltrativa e ulcerativa, a qual se encontra recobria por fibrina 

Doença granulomatosa

Granuloma em prega vocal direita

Fonte: medicinanet

Tratamento dos tumores de laringe

O tratamento irá depender principalmente da área acometida , característica do tumor, risco de metástase , extensão do tumor e plano terapêutico do cirurgião de cabeça e pescoço.

Em vista disso, temos estas possibilidade de tratamento – as quais podem ser feitas em conjunto ou seguidas e também de formas isoladas, como já dito irá depender dos fatores supracitados- cirurgia ( exérese do tumor) ,  radioterapia e quimioterapia.

Questões de residência

Questão 1) IBFC-2015 – EBSERH- Médico Cancerologia Cirúrgica

A respeito do câncer da laringe, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I. Sua incidência é maior no sexo feminino.

II. A maioria dos cânceres de laringe são carcinomas de células escamosas.

III. A maioria dos tumores acometem a laringe supraglótica.

IV. Dentre os fatores etiológicos associados estão o papiloma vírus humano (HPV), as hipovitaminoses e o refluxo esofágico.

Estão corretas:

A) I, II e III
B) II, III e IV
C) II e IV
D) III e IV

Resposta: Letra C

1-Incorreta. Pois o sexo mais acometido é o masculino, como visto na epidemiologia.

3-Incorreta. A maioria dos cânceres atingem a região glótica

Questão 2) FUNDESP-UNIMED- Belo Horizonte 2015

Em relação ao câncer de laringe, assinale a alternativa INCORRETA.

A) Entre os sintomas, os mais comuns são: rouquidão progressiva de vários meses, sensação de corpo estranho na garganta, disfagia, odinofagia, otalgia reflexa, tosse e dispneia (tumores mais volumosos).
B) O tipo histológico mais prevalente, em mais de 90% dos pacientes, é o carcinoma espinocelular, sendo a maioria bem ou moderadamente diferenciada.

C) Não existe associação desse câncer com infecção viral crônica.
D) A faixa etária mais acometida está em torno da quinta e sexta décadas de vida.

Resposta: Letra C. Pois, existe associação com infecção viral crônica, tendo em vista que o HPV é um fator para desenvolvimento de neoplasias na região glótica

Victor Fraga Oliveira Silva


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Sugestão de leitura

Referências

1.Ganança F F, Pontes P . Manual de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. 2011.

2.https://doi.org/10.1590/S0100-39842001000400004

3.Moore, Keith L.; DALLEY, Arthur F.. Anatomia orientada para a clínica. 6 ed. Rio De Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2011.

4.https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1389/rouquidao.htm

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