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Um resumo sobre sinvastatina | Colunistas

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INTRODUÇÃO:

As dislipidemias constituem fator de risco para o desenvolvimento de doença crônicas não transmissíveis, em destaque a doença arterial coronariana que está comprovada experimental, epidemiológica e clinicamente, constituindo uma das primeiras causas de morte nos países desenvolvidos e no Brasil. Portanto, é necessário avaliação do risco cardiovascular global do paciente dislipidêmico para realização das metas terapêuticas.

As dislipidemias são caracterizadas pelo distúrbio do metabolismo lipídico, com alterações nos níveis de lipoproteínas na circulação sanguínea, bem como sobre as concentrações de seus diferentes componentes. As dislipidemias podem ser classificadas, do ponto de vista laboratorial, em hipercolesterolemia isolada (aumento do colesterol total e/ou da fração LDL-colesterol), hipertrigliceridemia isolada (aumento dos triacilgliceróis), hiperlipidemia mista (aumento do colesterol total e dos triacilgliceróis) e diminuição isolada do HDL-colesterol (HDL-C) ou associada ao aumento dos triacilgliceróis ou LDL-colesterol (LDL-C).

ESTATINAS:

As estatinas são os agentes mais efetivos e mais bem tolerados para o tratamento da dislipidemia. Esses fármacos são inibidores competitivos da HMG-CoA redutase, que catalisa uma etapa inicial e limitante de velocidade na biossíntese do colesterol. 

Algumas estatinas também estão indicadas para elevar os níveis de HDL-C, embora a importância clínica desses efeitos sobre o HDL-C ainda não tenha sido comprovada.

As estatinas afetam os níveis sanguíneos de colesterol ao inibir a síntese hepática de colesterol, resultando em aumento da expressão do gene do receptor de LDL, podem também reduzir os níveis de LDL ao aumentar a remoção dos precursores das LDL (VLDL e IDL) e diminuir a produção hepática de VLDL.

Todas as estatinas sofrem extenso metabolismo de primeira passagem e não possuem boa biodisponibilidade, o que se contrapõe a sua ótima absorção. Cerca de 95% das estatinas estão ligadas às proteínas plasmáticas. A excreção das estatinas é principalmente biliar, podendo ocorrer, portanto, a circulação entero-hepática.

As estatinas de ação curta são dadas por via oral, à noite, para reduzir o pico matinal de síntese de colesterol. São bem absorvidas e extraídas pelo fígado, sendo este seu local de ação, e sofrem extenso metabolismo pré-sistêmico por meio das vias citocromo P450 e glicuronidação. 

Prevenção secundária de infarto do miocárdio e de AVC em pacientes com doença aterosclerótica sintomática, por exemplo: angina, eventos isquêmicos transitórios ou após infarto do miocárdio ou AVC; 

Prevenção primária de doença arterial em pacientes de alto risco em razão de concentração elevada de colesterol sérico, especialmente se houver outros fatores de risco para aterosclerose tais como diabetes ou insuficiência renal

Observação: Nos casos de dislipidemia grave resistente a fármacos, como observado na hipercolesterolemia familiar heterozigota, o tratamento com estatinas é combinado com ezetimiba.

As estatinas são em geral bem toleradas; entre os efeitos indesejáveis leves citam-se dor muscular (mialgia), desconforto gastrointestinal, elevação das concentrações plasmáticas de enzimas hepáticas, insônia e rash cutâneo.

Existem no mercado brasileiro sete estatinas, sendo elas: Lovastatina e Pravastatina, que são naturais; Sinvastatina, semi-sintética; Atorvastatina, Rosuvastatina e Fluvastatina, sintética e a recém lançada Pitavastatina, também sintética e sobre a qual existe pouca investigação. A lovastatina e a sinvastatina são pró-fármacos, devem ser convertidos enzimaticamente em sua forma hidróxi-ácida para se tornarem ativas.

SINVASTATINA:

A sinvastatina é um agente redutor de colesterol derivado sinteticamente de um produto de fermentação do Aspergillus terréusé, é um pró-fármaco inativo de lactona; metabolizada no fígado dando origem à sua forma ativa, o ácido graxo β-hidroxilado correspondente. 

Sua forma de apresentação é: comprimido de 5mg, 10mg, 20mg, 40mg e 80mg.

A dose inicial aprovada de sinvastatina para a maioria dos pacientes é de 20 mg ao deitar a não ser que a redução necessária do LDL-C ultrapasse 45% ou o paciente seja de prevenção secundária de alto risco, quando indicada uma dose inicial de 40 mg. A dose máxima é de 80 mg, e o fármaco deve ser tomado ao deitar. Em pacientes em uso de ciclosporina, fibratos ou niacina, a dose diária não deve ultrapassar 20 mg. A sinvastatina, 20 mg, é comercializada em combinação com 500, 750 ou 1.000 mg de niacina de liberação prolongada.

Acredita-se que a redução na produção hepática de VLDL induzida pelas estatinas seja mediada pela síntese diminuída de colesterol, um componente necessário das VLDL. Esse mecanismo também é provavelmente responsável pelo efeito das estatinas na redução dos triglicerídeos e pode responder ainda pela redução dos níveis de LDL-C em pacientes com hipercolesterolemia familiar tratados com 80 mg de sinvastatina.

Está indicada para pacientes com doença coronariana no intuito de reduzir: o risco de morte, AVC, AIT, hospitalização e procedimentos de revascularização. Outro fato importante é ação da sinvastatina em pacientes com diabetes, tem ação de reduzir o desenvolvimento de complicações macrovasculares


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


REFERÊNCIAS:

BRASIL, Ministério da Saúde. Sinvastatina. Nota Técnica Nº 325/2013. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/conjur/demandas-judiciais/notas-tecnicas/notas-tecnicas-medicamentos/notas-tecnicas/s/sinvastatina.pdf/view> .Acesso em 11 de nov. de 2021

BROGLIATTP, F.S. Associação entre miopatia induzida por estatinas e exercício físico. Santa Catarina, 2011. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/103366/304280.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 07 de nov. de 2021

LAURENCE L. B. et al [tradução: Augusto Langeloh]. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman & Gilman [recurso eletrônico].12 ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.

PORTO, C. C. Semiologia Médica. 7ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

RANG, H.P. et al. Rang e Dale: Farmacologia. 8ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.

SOARES, V.H.P. Farmacologia humana básica (livro eletrônico). 1ed. São Paulo: Difusão Editora, 2017.

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