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Ultrassom: Qual é sua importância para o pré-natal? | Colunistas

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As ações de
pré-natal no passado eram compostas pela a palpação, ausculta e o raio-X. Esse
exame radiológico gerava exposição fetal a altas doses de radiação. Com o
avanço do tempo surgiu a ultrassonografia (USG) e sua evolução, hoje já existem
os tipos obstétrico, transvaginal, com doppler colorido e morfológica (2D, 3D,
4D e 5D), por exemplo, embora cada tipo de USG possua uma utilização específica
na propedêutica do pré-natal. Em virtude disso, é possível a identificação de
anomalias fetais sugestivas de má formação ou de doenças genéticas como a
síndrome de Down, e avaliar, ainda, a saúde materna, prevendo intercorrências
que possam ocorrer na gravidez. Conforme os resultados, direciona-se a paciente
para o acompanhamento especializado que mais garanta uma gestação e parto
seguro.

Segundo Bill
Gates, “Nunca antes da história a inovação ofereceu tantas promessas para
tantos em tão pouco tempo”, e essa fala representa a importância da tecnologia
no pré-natal, já que o ultrassom é um exame de baixo custo, não invasivo,
dinâmico e de boa acurácia, que permite a ampla observação de estruturas
anatômicas, diagnóstico e até tratamento de patologias. O exame utiliza a
propagação de ondas sonoras que posteriormente são transformadas em imagens.
Por isso, é fundamental para a realização de um pré-natal de qualidade, pois possibilita
a avaliação seriada do desenvolvimento fetal e intervenções de maneira segura, garantindo
a qualidade de vida do binômio mãe-filho.

O pré-natal
de baixo risco ideal deveria ser composto por quatro ou mais ultrassonografias
divididas pelos trimestres gestacionais. No primeiro trimestre, o exame deve
ser o obstétrico, de preferência transvaginal, por utilizar transdutores de
alta frequência e permitir melhor visualização dos detalhes da placentação e
desenvolvimento embrionário; quanto mais precoce possível melhor é para a
realização do exame. Diante disso, se há o diagnóstico de certeza da gravidez,
pode-se obter a idade gestacional correta, verificar o tipo de gestação (se é
gemelar, tópica ou ectópica) e auscultar os batimentos cardíacos.

Já o segundo
exame do primeiro trimestre é o morfológico, que deve ser realizado com 11 a 14
semanas de gestação, preferencialmente na 12º semana. Nesse período, já está
estabelecido o aspecto fetal e pode-se observar a cabeça, pescoço, tórax,
abdome e os membros. Concomitantemente, pode haver a visualização de defeitos
como, por exemplo, a anencefalia, onfalocele, gastrosquise e defeitos de
membros como fusões, amputações e agenesias.

O exame
morfológico rastreia cromossomopatias, cardiopatias, síndromes genéticas e
outras anomalias fetais. Isso acontece através da observação de anormalidade de
ângulos faciais, alterações do fluxo tricúspide cardíaco ou do ducto venosos, medida
da bexiga, visualização da presença ou ausência do osso nasal e medida da
transluscência nucal (quantidade de líquido que se acumula na nuca fetal). Quando
há mega bexiga, ausência do osso nasal e aumento da transluscência nucal (TN)
em mais de 90% dos casos indica trissomia do XXI, além de outras alterações e
distúrbios que podem ser detectados nesse estágio.

Esse
seguimento no segundo trimestre é realizado com outra ultrassonografia morfológica
(USGm), entre a 20º a 22º semana, que pode haver a dopplermetria colorida de
acordo com a sugestão médica. Nessa etapa, a anatomia pode ser estudada
minuciosamente, pois as estruturas já estão praticamente formadas e torna
possível maior e melhor identificação. Também nessa fase, a taxa de detecção é
de 80%  para malformações como as
cardíacas (comunicações interventriculares, defeitos do coxim endocárdico,
tetralogia de Fallot), do sistema nervoso central  e face (holoprosencefalias, agenesia de corpo
caloso ou do vérmis cerebelar, hidrocefalias, fendas labiais) e músculo
esquelético, renais, pulmonares e do sistema digestivo. É importante ressaltar
que as alterações podem ser isoladas ou múltiplas, de acordo com determinadas
síndromes como as de Edwards e Patau.

Por fim, no
terceiro trimestre é realizado o exame obstétrico, entre a 34º e 36º semana, se
possível com doppler. Nele avalia-se o crescimento fetal, quantidade de líquido
amniótico e o grau de maturação placentária. Conforme os achados, há o
planejamento da via de parto mais adequada e a verificação de possíveis
alterações que influenciem no bem-estar fetal. Determina-se, ainda, a
apresentação fetal; a possibilidade de cordão circulando a região cervical e a
relação do bordo placentário inferior com o colo uterino.

Nesse momento,
o doppler é fundamental para determinar a vitalidade fetal, que se relaciona com
a preservação da função placentária – realização do aporte normal de oxigênio e
nutrientes para o feto. Isso é medido através do fluxo de sangue na artéria
umbilical, artéria cerebral média e ducto venoso, obtendo-se, portanto, o nível
de oxigenação e nutrição fetal. Há um alerta também para doenças maternas como
hipertensão, pré-eclâmpsia e diabetes que podem gerar repercussões na
vitalidade do feto, levando a quadros de sofrimento fetal. Desse modo, quando o
sofrimento está em estado crônico há fluxo umbilical diminuído em órgãos nobres,
o que demonstra uma insuficiência placentária. Diante do aumento do fluxo sanguíneo
na artéria cerebral média, concomitante à redução nas artérias umbilicais,
caracteriza-se como centralização hemodinâmica fetal a manutenção de oxigenação
em suprarrenais, coração e cérebro.

Assim, o uso da USG revolucionou a realização do pré-natal e, quando realizado corretamente e em tempo oportuno, pode-se evitar intercorrências relacionadas à gestação. Com isso, é possível diagnosticar e observar a eficácia do tratamento em um quadro de restrição do crescimento fetal agudo ou crônico, placenta prévia, alterações da vitalidade fetal, ruptura prematura das membranas ovulares, polidrâmnio e oligodrâmnio. Esses são os exemplos de alterações que a USG permite; um olhar diferenciado e direcionado, provando a importância do exame para um pré-natal adequado e de qualidade. É importante ressaltar que esse exame ajuda no estabelecimento do vínculo familiar entre os futuros pais e a criança ao permitir um contato menos abstrato e maior segurança ao eliminar preocupações e receios quanto à saúde do feto.

Autora:
Ellen Raissa Coelho Rios

Instagram:
@ellenrioss_

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