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TSH, T4, Glicemia e hemoglobina glicada: o que precisa saber sobre esses exames?

hemoglobina glicada

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Conheça os exames mais solicitados na rotina ambulatorial da endocrinologia, como a hemoglobina glicada. Aprenda como interpretá-los. Acesse!

O endocrinologista é um médico especializado no tratamento de distúrbios hormonais e metabólicos. Sua rotina ambulatorial consiste em avaliar, diagnosticar, tratar e acompanhar doenças da tireoide, diabetes mellitus, distúrbios hormonais, doenças ósseas, distúrbios alimentares, entre outras. 

Das patologias citadas acima, a diabetes e as disfunções da tireoide são as principais. E para diagnosticá-las e acompanhar o desenvolvimento e tratamento exames como a hemoglobina glicada, glicemia, TSH e T4 livre são os mais solicitados. 

Aprenda agora o que significa cada um deles e como é feita a sua interpretação. 

Diagnóstico da diabetes mellitus

O diagnóstico da diabetes mellitus requer critérios clínicos e laboratoriais. Sintomas como oliúria, polidipsia e polifagia podem estar presente em alguns casos. Outras vezes o paciente pode se encontrar assintomático. Por isso, os exames laboratoriais são imprescindíveis. 

Segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, o diagnóstico da diabetes deve ser dado analisando os valores glicêmicos. Estes podem estar acima dos valores de referência, dado o diagnóstico de DM ou podem estar acima dos valores de referência e abaixo dos valores diagnóstico sendo condições de pré-diabetes. 

Os exames utilizados para avaliação desses padrões são: 

  • Glicemia de jejum
  • Teste de tolerância oral à glicose (TOTG) 
  • Hemoglobina glicada (HbA1c)

A confirmação do diagnóstico de DM requer repetição dos exames alterados, idealmente o mesmo exame alterado em segunda amostra de sangue, na ausência de sintomas inequívocos de hiperglicemia.

 Pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia, tais como poliúria, polidipsia, polifagia e emagrecimento, devem ser submetidos à dosagem de glicemia ao acaso e independente do jejum, não havendo necessidade de confirmação por meio de segunda dosagem caso se verifique glicemia aleatória ≥ 200 mg/dl. 

Para saber mais sobre a diabetes, acesse nosso artigo completo: Diabetes mellitus: fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico e mais

Glicemia de jejum

Este teste mede a quantidade de açúcar (glicose) no sangue periférico após um jejum de pelo menos 8 horas. Se a glicemia de jejum for maior ou igual a 126 mg/dL em dois testes diferentes, isso pode indicar diabetes.

TOTG

Este teste mede a glicemia após o paciente consumir uma quantidade específica de açúcar (75 gramas) em uma solução, que geralmente é água. Após a ingesta, coleta-se uma amostra de sangue em jejum para a determinação da glicemia. Duas horas depois da sobrecarga oral deve-se coletar uma segunda amostra. 

Se a glicemia for maior ou igual a 200 mg/dL após 2 horas, isso pode indicar diabetes.

Importante destacar e orientar o paciente de que a dieta alimentar não deve sofrer alteração no período, mantendo-a de forma habitual e sem restrição de carboidratos. 

Hemoglobina glicada (HbA1c)

Este exame mede a porcentagem de hemoglobina no sangue que está ligada à glicose. Se a HbA1c for maior ou igual a 6,5%, isso pode indicar diabetes.

A hemoglobina glicada tem vantagens em relação aos outros exames. Isso porque ele reflete os níveis glicêmicos dos últimos 3 a 4 meses e ao sofrer menor variabilidade dia a dia e independer do estado de jejum para sua determinação. 

Apesar disso, algumas patologias podem interferir na medição da glicemia. Entre elas temos:

  • Anemias
  • Hemoglobinopatias
  • Uremia
  • Etnia
  • Idade. 

Doenças da tireoide

Hipotireoidismo e hipertireoidismo são duas condições que afetam a tireoide, glândula localizada na parte anterior do pescoço. A tireoide é responsável por produzir hormônios que controlam o metabolismo do corpo, bem como outras funções importantes.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide não produz hormônios tireoidianos suficientes para atender às necessidades do corpo. As causas mais comuns de hipotireoidismo são a doença autoimune, conhecida como tireoidite de Hashimoto, e a remoção cirúrgica da tireoide

Os sintomas do hipotireoidismo incluem:

  • Fadiga;
  • Ganho de peso;
  • Constipação;
  • Pele seca;
  • Cabelo fino e quebradiço;
  • Sensação de frio;
  • Depressão.

Hipertireoidismo 

O hipertireoidismo ocorre quando a tireoide produz hormônios tireoidianos em excesso. As causas mais comuns de hipertireoidismo são a doença autoimune conhecida como doença de Graves e nódulos na tireoide. Os sintomas do hipertireoidismo incluem perda de peso, aumento da frequência cardíaca, irritabilidade, ansiedade, insônia, fadiga muscular, tremores e aumento da sudorese.

Diagnóstico do hipo e hipertireoidismo

Para diagnosticar o hipotireoidismo ou hipertireoidismo, o médico pode solicitar exames de sangue para medir os níveis de hormônios tireoidianos e do hormônio estimulante da tireoide (TSH), produzido pela glândula pituitária. 

TSH

TSH é a sigla para hormônio estimulante da tireoide, também conhecido como tireotrofina. É um hormônio produzido pela glândula pituitária, localizada no cérebro, e tem como função estimular a tireoide a produzir hormônios tireoidianos, como o T4 (tiroxina) e o T3 (triiodotironina).

O TSH é utilizado como um marcador de função tireoidiana, já que os níveis de TSH são inversamente proporcionais aos níveis de hormônios tireoidianos. Ou seja, quando os níveis de hormônios tireoidianos estão baixos, a glândula pituitária produz mais TSH para estimular a tireoide a produzir mais hormônios tireoidianos. Já quando os níveis de hormônios tireoidianos estão altos, a produção de TSH é reduzida.

Assim, no hipotireoidismo, os níveis de TSH tendem a estar elevados, pois a tireoide não está produzindo hormônios tireoidianos suficientes para atender às necessidades do corpo. Já no hipertireoidismo, os níveis de TSH tendem a estar reduzidos, já que a produção excessiva de hormônios tireoidianos inibe a produção de TSH.

Os valores de referência para o TSH podem variar dependendo do laboratório em que o exame é realizado e da idade do paciente. Em geral, no entanto, os valores normais de TSH para um adulto saudável estão entre 0,4 e 4,0 mIU/L. 

T4 livre

O T4 livre (tiroxina livre) é um exame laboratorial que mede a quantidade de hormônio tiroxina circulante no sangue que não está ligado a proteínas. Essa fração livre do T4 é a forma biologicamente ativa do hormônio, sendo a principal fonte de hormônio tireoidiano disponível para os tecidos periféricos.

O T4 livre é um importante marcador para avaliar a função tireoidiana e é frequentemente solicitado juntamente com o exame de TSH. Quando os níveis de T4 livre estão elevados, pode indicar hipertireoidismo, enquanto níveis reduzidos podem indicar hipotireoidismo.

A tireoide é a glândula responsável pela produção de T4 livre, que é secretado diretamente na corrente sanguínea. O T4 livre é então transportado pelo sangue para os tecidos periféricos, onde é convertido em sua forma ativa, o T3.

Os valores de referência para o T4 livre podem variar dependendo do laboratório em que o exame é realizado. Em geral, os valores normais de T4 livre para um adulto saudável estão entre 0,8 e 1,8 ng/dL. 

Guia prático da endocrinologia

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Este livro é uma excelente ferramenta para você que deseja se aprofundar nos conhecimentos sobre a endocrinologia e melhorar sua prática ambulatorial. Com ele, você terá acesso a conteúdos atualizados e práticos sobre os principais temas da especialidade, incluindo o diagnóstico da diabetes e da tireoide.

O livro aborda os principais exames laboratoriais utilizados no diagnóstico e no acompanhamento dessas doenças, como o TSH e T4 livre para a tireoide, e a glicemia de jejum, hemoglobina glicada e teste de tolerância à glicose para o diagnóstico da diabetes. Além disso, traz orientações importantes sobre o tratamento, o seguimento e o manejo das complicações dessas doenças.

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Referências

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