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Triângulo de Hesselbach e sua utilização clínica na avaliação de hérnias inguinais | Colunistas

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 Conceito

            O triângulo de Hesselbach, também conhecido como trígono inguinal ou fossa inguinal medial, está localizado na porção inferior do abdome, os vasos epigástricos inferiores funcionam como sua borda superolateral, a margem lateral do músculo reto abdominal como margem medial e o ligamento inguinal (trato iliopúbico) como margem inferior. É de suma importância na diferenciação de hérnia inguinal direta e indireta. Podemos observar na imagem abaixo:

Figura 1: Face interna da parede abdome.
Fonte: https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-de-brasilia/morfofuncional-2/resumos/anatomia-da-regiao-inguinal/4417496/view

Incidência de hérnias inguinais

            Cerca de 75% de todas as hérnias ocorrem na região inguinal, desses 75%, dois terços são hérnias indiretas, e um terço hérnia inguinal direta. Vamos diferenciar uma da outra adiante. Vale ressaltar que os homens são 25 vezes mais propensos a ter uma hérnia inguinal quando comparado às mulheres.

Anatomia do canal inguinal

            É uma passagem oblíqua com cerca de 4cm de comprimento, segue em sentido inferomedial logo acima do ligamento inguinal. O principal conteúdo nos homens é o cordão espermático e, nas mulheres, o ligamento redondo. Ele tem uma abertura em cada extremidade e começa do anel inguinal profundo (interno) e se estende até o anel inguinal superficial (externo). Vale lembrar que, o triângulo de Hesselbach faz parte do assoalho do canal inguinal.

Utilização clínica

            Sabe-se que as hérnias inguinais são conceituadas em um abaulamento do conteúdo abdominal pela região inguinal e são classificadas como diretas, indiretas ou mistas. A hérnia inguinal indireta, em homens, ocorre por protrusão do conteúdo abdominal através do canal inguinal interno. Nas mulheres, a hérnia passa junto ao ligamento redondo, ou seja, a hérnia inguinal indireta ocorre lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, fora do triangulo de Hesselbach. Já a hérnia direta, menos comum, se caracteriza pelo abaulamento medialmente aos vasos epigástricos inferiores, ou seja, dentro do triângulo de Hesselbach. Essa área não tem proteção muscular, com isso, tem uma maior fragilidade.

            O examinador coloca a ponta do dedo sobre o canal inguinal, através da invaginação pela parte superior do escroto. Uma protuberância movendo-se de lateral para medial do canal inguinal sugere uma hérnia indireta. Se a protuberância progredir de profunda para superficial, pensa-se em uma hérnia direta. Outra forma de palpar a hérnia inguinal direta, é com a face palmar do dedo indicador e/ou médio sobre o triângulo de Hasselbach e pede para o paciente realizar a manobra de Valsalva, ou seja, pedir para o paciente tossir. Se houver a hérnia, é palpado uma protrusão contra a polpa do dedo.

Figura 2: 1. Hérnia inguinal indireta, passagem da alça intestinal pelo anel herniário. 2. Hérnia direta, protrusão direta da parede abdominal (triângulo de Hesselbach)

 Classificação de Nyhus:

  • Tipo I: Hérnia inguinal indireta – anel inguinal interno normal.
  • Tipo II: Hérnia inguinal indireta – anel inguinal interno dilatado, mas parede inguinal posterior intacta; vasos epigástricos inferiores não deslocados.
  • Tipo III: Defeito da parede posterior
    • Hérnia inguinal direta.
    • Hérnia inguinal indireta – anel inguinal interno dilatado, invadindo medialmente ou destruindo fáscia transversal do triângulo de Hesselbach.
    • Hérnia femoral.
  • Tipo IV: Hérnia recidivada
    • Direta.
    • Indireta.
    • Femoral.
    • Combinada.

Conclusões

O triângulo de Hesselbach é importante na diferenciação de hérnias inguinais diretas ou indiretas no momento do exame físico. Vale ressaltar que, a distinção de hérnia direta ou indireta no exame físico não é crítica, porque no reparo a abordagem é a mesma, independentemente do tipo de hérnia.


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

Moore, Anatomia Orientada para Clínica. 7ª Ed. Guanabara, 2014.

Sabiston, Tratado de Cirurgia. 19º Ed. Elsevier, 2015https://www.researchgate.net/profile/Heron-Kairo-Lima/publication/340522325_ANALISE_COMPARATIVA_DAS_COMPLICACOES_ENTRE_HERNIOPLASTIA_INGUINAL_ABERTA_E_LAPAROSCOPICA/links/5e8e8da0a6fdcca78901f470/ANALISE-COMPARATIVA-DAS-COMPLICACOES-ENTRE-HERNIOPLASTIA-INGUINAL-ABERTA-E-LAPAROSCOPICA.pdf

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