O trauma ocular é o efeito de uma agressão, física ou química, sobre o globo ocular e/ou seus anexos, podendo ser leve, moderado ou grave. Na maioria das vezes, este tipo de trauma é acompanhado de outros, como o traumatismo cranioencefálico.
Epidemiologia
O trauma ocular é a principal causa de baixa acuidade visual (BAV) monocular. Tendo, portanto, grande importância socioeconômica, já que pode gerar o afastamento temporário ou definitivo da atividade laboral.
Este trauma acomete igualmente crianças e adultos e possui prognóstico visual variável a depender da gravidade da lesão.
Um trauma palpebral ou superficial, por exemplo, é menos grave que uma lesão penetrante que atinge a córnea ou a retina.
As principais causas do trauma ocular
O acometimento do globo ocular pode ser por trauma contuso (fechado), trauma perfurante (penetrante) ou queimaduras.
Trauma contuso
O trauma contuso é o tipo mais comum. Acomete mais homens jovens, nos quais as lesões geralmente são causadas por agressões físicas ou esportes com bola, raquete ou prancha. Enquanto, em crianças e idosos, este tipo de trauma pode ocorrer na prática de atividades diárias.
Trauma perfurante
O trauma perfurante costuma ser originado por agressões físicas ou acidentes. Ocorre principalmente motociclistas que não usam a viseira do capacete abaixada ou trabalhadores que executam cortes de madeiras ou soldagens sem a devida proteção ocular.
Queimaduras
Já as queimaduras podem se originar de exposição a:
- Substâncias ácidas – neste tipo de queimadura forma-se uma barreira de tecido necrótico, fazendo com que a substância penetre menos e, assim, não cause uma lesão tão abrangente.
- Substâncias alcalinas – estas, por sua vez, não formam a barreira protetora e, por isso, penetram rapidamente causando maior dano ocular.
- Radiação UV – liberada por solda elétrica ou curto-circuito, geralmente causa uma ceratite (inflamação corneana) superficial 6 a 12 horas após a exposição.
- Temperaturas elevadas – cursa geralmente com ectrópio ou retração palpebral.




