1. Doença do refluxo gastroesofágico ( DRGE)
A
sua definição baseia-se no retorno; refluxo, do conteúdo gástrico, causando
sintomas e complicações ao organismo. É um fenômeno fisiológico, não
desencadeado pelo esforço próprio. Ocorre frequentemente ao longo do dia,
principalmente após as refeições e com duração inferior a 3 minutos. Comum em
crianças e bebês pela maturação do sistema gástrico e, habitual em jovens
adultos pela característica alimentar (MAQBOLL A; RYAN M, 2018).
2. Tratamento do DRGE
A
DRGE aborda dois tipos de intervenção, a clínica e a cirúrgica e, diante desses
tipos há diversos subtipos que propiciam melhora na saúde do paciente e no
estilo de vida, sendo imune à possível complicações que trariam diminuição no
seu prazer e expectativa de vivência.
Para
a execução de um tratamento, leva-se em consideração a idade, aderência,
presença ou não de comorbidades e associação de outros sintomas esofágicos ou
gástricos (HENRY MACA, 2014).
2.1 Tratamento clínico: farmacológico e não farmacológico
No
tratamento clínico é necessário o diagnóstico e avaliação das lesões, assim
como o caráter e gravidade dos sintomas e as complicações desencadeadas (HENRY
MACA, 2014).
Tratamento farmacológico
A
linha de primeira escolha são os inibidores de bomba de prótons (IBP), seu mecanismo
de ação concentra-se em inibir a produção de ácido, pelas células parietais do
estômago, reduzindo assim o seu efeito de suco gástrico (HENRY MACA, 2014).
O
tratamento é continuado de 4 a 8 semanas, se ainda houver os sintomas, a dose é
dobrada, ou seja, se antes tomava-se em jejum antes do café da manhã, agora
também antes do jantar. Após a resolução dos sintomas, o remédio é retirado.
Porém, como se trata de uma doença crônica, os sintomas poderão voltar e o tratamento
poderá ser retomado (HENRY MACA, 2014).
Devido a incidência de efeito
colateral da terapia com IBP, a dose mais baixa necessária para manutenção deve
ser usada e tentativas de desmame também (CLARRET DM; HACHEM C, 2018).
Em
segunda escolha estão os remédios; antagonistas dos receptores H2 de histamina
e os procinéticos. Os antagonistas dos receptores H2 de histamina atuam de
forma a inibir a secreção do ácido gástrico pelas células parietais do
estômago. E os procinéticos atuam de forma a acelerar o esvaziamento gástrico (HENRY
MACA, 2014).
Para
alívio imediato, paliativo, mas não resolutivo, existem os antiácidos, podendo
ser tomados após as refeições (HENRY MACA, 2014).
Tratamento não farmacológico
O
tratamento não farmacológico visa a mudança no estilo de vida e na dieta
nutricional do paciente. Enfatiza a restrição total ou limitação de certos
alimentos que possam provocar o refluxo gastroesofágico. Entre tais alimentos
inclui-se alimentos ácidos, gordurosos, cafeína, chocolate e alimentos
condimentados (MAQBOLL A; RYAN M, 2018).
Mudanças
na forma de viver tem evidência comprovada, como a elevação da cabeceira da
cama, dormir na posição de decúbito lateral esquerdo, pois demonstrou diminuir
a exposição ao suco gástrico, assim como o tempo de depuração esofágica (MAQBOLL
A; RYAN M, 2018).
O
tabagismo e alcoolismo devem ser abolidos, o costume de refeições volumosas, tal
qual o uso de remédios anti-inflamatórios não esteroidais, visto que, pelo seu
mecanismo de ação, inibe a produção de muco, o que protegeria contra o ácido gástrico
(CLARRET DM; HACHEM C, 2018)
Lembrando-se que a dieta e mudança no estilo de vida é padrão primário no tratamento de DRGE, desde que não haja sintomas de alarme, uma vez que um tratamento sem medicação é o mais visado ao médico para o bem-estar social do seu paciente. Dessa forma, é necessário o paciente aderir aos planos de cuidados e respeitar as limitações temporárias (CLARRET DM; HACHEM C, 2018).
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Autora: Natália Meneghel, Estudante de medicina
Instagram: @nataliameneghel