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Traqueostomia Cirúrgica: como funciona o procedimento?

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O procedimento de Traqueostomia Cirúrgica implica na formação de um trajeto fistuloso da traqueia com o meio externo.

A definição de traqueotomia, por sua vez, diferentemente de traqueostomia, corresponde a simples abertura da traqueia para qualquer intervenção cirúrgica. Esses dois termos são muito utilizados indistintamente.

Definição da Traqueostomia Cirúrgica

A Traqueostomia Cirúrgica consiste em método cirúrgico eletivo que também pode ser de urgência, para acesso a via respiratória superior por meio de abertura da traqueia.

A traqueostomia aberta ou convencional é o método cirúrgico clássico, no qual se realiza a abertura por planos, dissecando-­se desde a pele até a traqueia. Normalmente é realizado em centro cirúrgico, mas também pode ser feito no leito da unidade de terapia intensiva (UTI), desde que se disponha de condições técnicas adequadas. É bastante utilizado atualmente. 

Histórico da Traqueostomia Cirúrgica

Os métodos para obter o controle da via respiratória datam da antiguidade, visto que há referências a esta técnica nas figuras mitológicas, nos hieróglifos egípcios e na cultura Hindu. A primeira Traqueostomia Cirúrgica bem­ sucedida foi realizada por Brasavola em 1546, sendo chamada de broncotomia. Apenas em 1718, Heister introduziu o termo traqueostomia, que também só foi aceito um século mais tarde.

Durante muito tempo, foi utilizada como procedimento extremo, pela alta taxa de morbimortalidade na época, pois era realizada em obstrução iminente da via respiratória, principalmente as provocadas por traumas ocorridos nas guerras. Posteriormente, também era utilizada em situações para salvar os pacientes com lesões iatrogênicas da laringe, corpos estranhos e infecções laríngeas, como a difteria e a angina de Ludwig.

A Traqueostomia Cirúrgica voltou a ser discutida quando, no século 19, surgiu um interesse renovado na intubação oral, que estimulou os debates acerca do método mais apropriado para o controle da via respiratória. Este procedimento acabou sendo o primeiro a ser substituído pela intubação nos casos de crupe e de difteria, por conta do surgimento dos tubos flexíveis de melhor formato e contorno. Mesmo assim, a intubação era reservada para crianças pequenas e a traqueostomia para indivíduos com mais idade.

Em 1909, o médico otorrinolaringologista Chevalier Jackson descreveu formalmente a técnica da traqueostomia clássica, que continua sendo utilizada no manejo de obstruções da via aérea superior. Nesta época, condenou veementemente outros métodos de controle da via respiratória, principalmente a cricotireoidostomia que, na sua opinião, causava complicações excessivas, quando comparada com a traqueostomia.

Hoje, sabe-­se que isto ocorria porque as operações eram realizadas em pacientes com doenças infecciosas, resultando em disseminação da infecção e complicações difíceis de tratar, entre elas a estenose subglótica. Esta filosofia de Chevalier Jackson dominou o pensamento médico durante muitos anos, e apenas mais recentemente a cricotireoidostomia foi reintroduzida.

Na década de 1980, o surgimento de procedimentos pouco invasivos e percutâneos em outras especialidades levou ao desenvolvimento de técnicas percutâneas de traqueostomia. Atualmente, as traqueostomias são procedimentos com técnica e indicações bem definidas e com baixo índice de complicações.

Anatomia Cirúrgica

A laringe é composta por um esqueleto cartilaginoso rígido, que possui três cartilagens principais diretamente envolvidas nas funções respiratória e vocal: cartilagem tireoide, a cartilagem cricoide e um par de cartilagens aritenoides. A membrana cricotireóidea faz a ligação da borda inferior da cartilagem tireoide à cartilagem cricoide.

O espaço subglótico inicia-se abaixo das cordas vocais e se estende até a margem inferior da cartilagem cricoide, sendo circundado pela cartilagem cricoide. A traqueia é palpável na maioria das pessoas e se estende da cartilagem cricoide até a carina.

Sua irrigação é feita principalmente pela artéria tireóidea inferior, que também tem papel importante na irrigação do esôfago. É importante lembrar que esses vasos penetram a traqueia pela sua margem lateral; portanto, deve-se evitar a dissecção dessa região durante o procedimento cirúrgico.

Durante o procedimento, as estruturas visualizadas, em ordem de aparição, serão: pele, tecido subcutâneo, os músculos platisma e pré-tireóideos (músculos esterno-hióideo e esterno-tireóideo), veias jugulares anteriores, istmo da glândula tireoide, vasos tireoidianos, tecidos gordurosos, os linfonodos e a fáscia traqueal.

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