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Resumo sobre Transtorno Dissociativo de Identidade

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No transtorno dissociativo de identidade há uma alteração de identidade e unidade do Eu. Também é chamado de transtorno de múltiplas personalidades.

O indivíduo acometido pode vir a apresentar duas ou mais personalidades distintas. Conforme o momento, cada uma pode predominar por um período ou mesmo coexistir.

Assim, o TDI é caracterizado por uma sintomatologia diversificada, associada a comorbidades e de complexo diagnóstico. 

Causas do transtorno dissociativo de identidade

Normalmente surge como mecanismo de defesa em várias situações, de modo que outra “personalidade” do indivíduo mais capacitada para lidar com determinadas situações/emoções “toma o lugar” da primeira. Pessoas com transtornos de personalidade do tipo B estão mais vulneráveis a dissociação (não conseguir lidar com a dor emocional e dissociar).

É possível que as crianças que sofreram abuso passem por fases em que percepções, memórias e emoções diferentes das suas experiências de vida fiquem segregadas.

Com o passar do tempo, essas crianças podem desenvolver uma capacidade cada vez maior de escapar do abuso “se afastando” da situação, desligando-se do ambiente físico estressante que as rodeia ou refugiando-se na própria mente. Cada fase ou experiência traumática pode ser usada para criar uma identidade diferente.

Sintomas e Diagnóstico

Segundo o DSM-5, essa patologia é tipicamente caracterizado pelo binômio:

“Dois ou mais estados distintos de personalidade (ou experiência de possessão) + episódios recorrentes de amnésia”

 Além disso, indivíduos com transtorno dissociativo de identidade sofrem:

  • Intrusões recorrentes inexplicáveis em sua consciência (vozes, ações e fala dissociadas; pensamentos, emoções e impulsos intrusivos);
  • Alterações do senso de identidade própria (atitudes, preferências, e sentir como se o corpo ou as ações não lhes pertencessem);
  • Mudanças bizarras da percepção (despersonalização ou desrealização, como sentir-se distanciado do próprio corpo enquanto se corta);
  • Sintomas neurológicos funcionais intermitentes.

O Transtorno Dissociativo de Identidade tem como sintomas mais frequentes os desmaios, a pseudoconvulsão e a amnésia (é comum as pessoas que sofrem com TDI não se lembrarem de suas ações enquanto outra personalidade estiver no controle).

Os pacientes podem também ter sintomas conversivos (conversão de uma dor emocional/psíquica em sintomas físicos, sem achados neurológicas que o justifiquem).

Quando genuíno, trata-se de um processo inconsciente, sem ganhos
secundários intencionais por trás do mecanismo. Quando uma pessoa tem transtorno de personalidade há a presença de características disfuncionais de personalidade que geram sofrimento para si ou para os outros ao seu redor (critério de normalidade funcional). Caso não haja uma disfunção funcional relacionado a algumas características, não se trata de um transtorno, apenas um traço de personalidade.

A psicoterapia ajuda a identificar padrões de comportamento inconscientes que geram certo sofrimento, de modo a percebê-los e refreá-los/evita-los.
Nós podemos mudar apenas o nosso padrão de comportamento, mas não
somos capazes de mudar o do outro, apenas incentivá-lo e apoiá-lo.

Tratamento

Antes de tudo, pacientes com TDI necessitam de cuidados de suporte, incluindo tratamento medicamentoso conforme necessário para sintomas associados. Não há tratamento medicamentoso específico, apenas de suporte sintomatológico. Fármacos são amplamente utilizados para ajudar a tratar os sintomas de depressão, ansiedade, impulsividade e abuso de substâncias, mas não aliviam a dissociação propriamente dita.

É essencial a realização de psicoterapia direcionada para a integração a longo prazo dos estados de identidade quando possível. A integração dos estados de identidade é o desfecho mais desejável para o tratamento do transtorno dissociativo de identidade.

Tratamento para alcançar centros de integração na psicoterapia. Para pacientes que não podem ou não se esforçam pela integração, o tratamento visa facilitar a cooperação e a colaboração entre as identidades e reduzir os sintomas.

A primeira prioridade da psicoterapia é estabilizar os pacientes e garantir a segurança, antes de avaliar experiências traumáticas e explorar identidades problemáticas e razões das dissociações. Alguns pacientes se beneficiam de hospitalização, na qual suporte e monitoramento contínuos são fornecidos enquanto as lembranças dolorosas são abordadas.

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