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Transtorno Desafiante Opositor: do diagnóstico ao tratamento

Transtorno desafiante opositor

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Transtorno Desafiante Opositor (TDO) é um transtorno disruptivo, caracterizado por um padrão global de desobediência, desafio e comportamento hostil. É uma entidade diagnóstica independente, mas é frequentemente estudada em conjunto com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) ou com transtorno de conduta (TC). A prevalência de TDO em amostras da comunidade está em torno de 6%

O DSM-5 define o TDO como “um padrão de humor raivoso/irritável, de comportamento questionador/desafiante ou índole vingativa com duração de pelo menos seis meses”. Já a CID-10, na classificação F91.3, define o TDO como um: Transtorno de conduta, manifestando-se habitualmente em crianças jovens, caracterizado essencialmente por um comportamento provocador, desobediente ou perturbador e não acompanhado de comportamentos delituosos ou de condutas agressivas ou dissociais graves.

Sintomas

Nessa patologia, os pacientes discutem excessivamente com adultos, não aceitam responsabilidade por sua má conduta, incomodam deliberadamente os demais, possuem dificuldade em aceitar regras e perdem facilmente o controle se as coisas não seguem a forma que eles desejam. As crianças com TDO apresentam-se frequentemente irritadas. Elas são também rancorosas e se aborrecem facilmente, apresentando descontrole emocional e teimosia persistente.

Os sintomas do transtorno desafiador opositivo costumam ter início no período entre a pré-escola e o ensino médio.

A característica marcante do transtorno, conforme especificado no DSM-5, é o fato de que ele está associado aos comportamentos de desobediência, o que remete a atitudes de desafio e hostilidade por parte da criança, principalmente contra as pessoas que ocupam posição de autoridade em sua vida.

O transtorno de conduta (TC) é definido por violações mais graves como roubo, agressão e crueldade com animais e pessoas. Embora o TDO esteja fortemente correlacionado ao TC do ponto de vista longitudinal, um considerável subgrupo de pacientes não evolui dessa forma. O TDO é também altamente comórbido com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), estando presente em cerca de 50% desses pacientes.

Diagnóstico

De acordo com o DSM-5, existe um critério geral (Critério A), relacionado a outros oito critérios, para o diagnóstico do TDO. Eles são especificados a seguir.

A. Um padrão de humor raivoso/irritável, de comportamento questionador/desafiante ou de índole vingativa, com duração de pelo menos seis meses, como evidenciado por pelo menos quatro sintomas de qualquer das categorias seguintes e exibido na interação com pelo menos um indivíduo que não seja um irmão.

Humor Raivoso/ Irritável

1. Com frequência perde a calma.

2. Com frequência é sensível ou facilmente incomodado.

3. Com frequência é raivoso e ressentido.

Comportamento Questionador/Desafiante

4. Frequentemente questiona figuras de autoridade ou, no caso de crianças e adolescentes,

adultos.

5. Frequentemente desafia acintosamente ou se recusa a obedecer a regras ou a pedidos

de figura de autoridade.

6. Frequentemente incomoda deliberadamente outras pessoas.

7. Frequentemente culpa outros por seus erros ou mau comportamento.

Índole Vingativa

8. Foi malvado ou vingativo pelo menos duas vezes nos últimos seis meses.

B. A perturbação no comportamento está associada a sofrimento para o indivíduo ou para os outros em seu contexto social imediato, ou causa impactos negativos no funcionamento social, educacional e profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

C. Os comportamentos não ocorrem exclusivamente durante o curso de um transtorno psicótico ou de transtorno de humor.

D. Não são satisfeitos os critérios para transtorno da conduta e, se o indivíduo tem 18 anos ou mais, não são satisfeitos os critérios para transtorno da personalidade antissocial.

A partir desses critérios, o DSM-5 situa a gravidade na condição leve quando os sintomas se limitam a apenas um ambiente (na casa, na escola, no trabalho, com os colegas). A gravidade moderada ocorre quando alguns sintomas estão presentes em pelos menos dois ambientes e a grave, quando alguns sintomas estão presentes em três ou mais ambientes

Tratamento

O Treinamento de Manejo Parental, uma modalidade de terapia cognitivo-comportamental (TCC) que objetivava modificar o comportamento da criança por meio da alteração na forma dos pais lidarem com a criança, provou-se eficaz para TODO.

No tratamento do TODO é comprovada a eficácia de alguns medicamentos, segundo estudos científicos realizados nessa área. O foco de atuação desses medicamentos está relacionado à diminuição dos sintomas de impulsividade, raiva e agressividade, característicos do transtorno. O autor alerta, porém, que tais medicamentos atuam como paliativos, aliviando alguns desses sintomas e proporcionando uma melhora do quadro comportamental da criança com o TDO.

 Essa melhora desemboca em um aumento da qualidade de vida não só da criança, como também da família e de outras pessoas com as quais o paciente interage. Algumas classes de medicamentos que são empregados no tratamento do TDO, tais como:

a) Antipsicóticos ou neurolépticos: empregados no tratamento de quadros de agressividade, impulsividade e explosões de raiva, que se apresentam reiterados no transtorno. Os antipsicóticos atípicos são os mais utilizados atualmente, sendo eles a risperidona, a quetiapina e o ariprazol.

b) Estabilizadores do humor: empregados no controle de comportamentos agressivos, violentos, proporcionam a diminuição da agressividade. São também usados nos casos associados ao transtorno bipolar do humor. Os mais empregados são: carbonato de lítio, divalproato de sódio, carbamazepina, oxcarbazepina, lamotrigina e o topiramato.

c) Psicoestimulantes: utilizados para o tratamento do TDAH, devido à associação frequente com TDO, sendo eles o metilfenidato e a lisdexanfetamina.

d) Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina: utilizados para o tratamento de episódios depressivos ou de quadros ansiosos associados ao TDO. Os principais fármacos são: fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram, escitalopram e venlafaxina.

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Perguntas Frequentes:

1 – O que é?

O transtorno desafiador opositivo é um padrão recorrente de comportamento negativo, desafiante e desobediente com frequência direcionado contra figuras de autoridade.

2 – Como é feito o diagnóstico?

O médico diagnostica o transtorno desafiador opositivo com base nos sintomas e comportamento da criança.

3 – Qual o tratamento?

O tratamento é feito por meio de Técnicas de controle do comportamento e Possivelmente terapia em grupo

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