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Terapias comportamentais e psicológicas no controle da obesidade

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Controle da obesidade: confira no artigo do Dr. André Veinert sobre terapias disponíveis para controlar a obesidade.

Ao longo do tempo a ciência vem evoluindo no entendimento da obesidade. Um dos aspectos que tem ganhado cada vez mais destaque, através de novos estudos e descobertas, é a importância dos aspectos psicológicos na compreensão da etiologia da obesidade. Assim, a obesidade deixou de ser percebida dentro de um modelo biomédico mais restrito para ser entendida dentro de um modelo biopsicossocial mais amplo e multifatorial.

Autoestima e controle da obesidade

Atualmente aborda-se amplamente a autoestima, servindo constantemente com uma das bases no tratamento da obesidade. Por definição, a autoestima se refere a um sentimento que temos sobre nós mesmos, afetado, seja positivamente ou negativamente, através da relação entre o nosso autoconceito (todas as informações e crenças que o indivíduo tem sobre suas características) e nossa experiência de vida. Assim, a autoestima influencia nosso humor, nossas atitudes de vida, nossa motivação e nossas respostas emocionais diante das demandas da vida.

Esse é um dos pontos que nos leva a entender que o controle da obesidade vai além do comer menos e “gastar” mais, e envolve intervenções que promovam mudanças sustentáveis no comportamento e abordem fatores psicológicos subjacentes. Assim, as terapias comportamentais e psicológicas têm papel fundamental nesse processo, proporcionando suporte para mudanças no estilo de vida e no manejo emocional da condição, especialmente quando associadas ao tratamento farmacológico.

Intervenções comportamentais no controle da obesidade

As intervenções comportamentais focam na modificação de hábitos alimentares e de exercícios físicos. Dessa forma, estratégias como automonitoramento, controle de estímulos ambientais, planejamento de metas e resolução de problemas são frequentemente utilizadas.

Assim, a abordagem promove um maior entendimento da relação entre comportamentos alimentares e fatores externos, ajudando o paciente a desenvolver autocontrole e estabelecer uma rotina mais saudável.

Terapia cognitivo-comportamental

Utiliza-se a terapia cognitivo-comportamental (TCC) em pacientes com obesidade, especialmente naqueles com transtornos alimentares, como compulsão alimentar.

Assim, a TCC ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais relacionados à alimentação, imagem corporal e autoeficácia, reduzindo episódios de compulsão e prevenindo recaídas.

Psicoterapia no controle da obesidade

A psicoterapia tornou-se essencial para lidar com comorbidades psiquiátricas frequentemente associadas à obesidade, como depressão e ansiedade. Tais condições podem influenciar negativamente a adesão ao tratamento e perpetuar o ciclo de ganho de peso. Dessa forma, abordagens psicoterapêuticas, aliadas a intervenções farmacológicas, têm mostrado eficácia em pacientes que não respondem apenas a terapias comportamentais.

Tratamento farmacológico no controle da obesidade

O tratamento farmacológico, quando indicado, é uma ferramenta valiosa no manejo da obesidade, especialmente em casos de resistência à perda de peso. Assim, realiza-se a utilização de medicamentos da classe de Inibidores de recaptação de serotonina (IRSS), medicamentos de ações em diferentes neurotransmissores (dopamina, noradrenalina) com intuito de melhora do padrão comportamental e alimentar, auxiliando no processo de emagrecimento. Dentre essas medicações, podemos citar a fluoxetina, sertralina, sibutramina, bupropiona com naltrexona e a lisdexanfetamina, por exemplo.

A combinação de intervenções comportamentais, psicológicas e farmacológicas é crucial para um tratamento eficaz, pois aborda não apenas o peso corporal, mas também a saúde mental, promovendo a qualidade de vida do paciente e a manutenção dos resultados a longo prazo.

Referências bibliográfica

  • Apovian CM, Aronne LJ, Bessesen DH, et al. Pharmacological management of obesity: an endocrine society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2015;100(2):342-362.
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