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Telangiectasia: causas, diagnóstico e tratamento das dilatações vasculares

Telangiectasia

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A telangiectasia corresponde à dilatação permanente de pequenos vasos sanguíneos, geralmente vênulas, capilares ou arteríolas, localizados próximos à superfície da pele ou das mucosas. Essas alterações se manifestam como linhas avermelhadas, azuladas ou violáceas, que podem surgir isoladas ou em múltiplos pontos. Embora muitas vezes sejam apenas uma questão estética, também podem indicar doenças sistêmicas graves, como a telangiectasia hemorrágica hereditária (HHT).

Causas da telangiectasia

A etiologia da telangiectasia pode ser genética, adquirida ou multifatorial. A forma hereditária mais conhecida é a HHT, uma síndrome autossômica dominante causada por mutações em genes como ENG, ACVRL1/ALK1 e SMAD4. Essas mutações comprometem a formação vascular e levam ao surgimento de telangiectasias cutâneas, epistaxes recorrentes e malformações arteriovenosas em órgãos internos.

Além disso, diversas condições adquiridas podem induzir alterações vasculares. Doenças autoimunes, como esclerodermia sistêmica e lúpus eritematoso sistêmico, frequentemente apresentam telangiectasias como manifestação cutânea. A exposição solar crônica, o envelhecimento, o uso prolongado de corticosteroides tópicos, bem como traumas locais e radiação, também favorecem a dilatação dos vasos. Outro fator relevante envolve alterações hormonais, especialmente durante a gravidez ou no climatério, que aumentam a fragilidade vascular. Nos membros inferiores, a insuficiência venosa crônica desempenha papel importante no aparecimento dessas lesões.

Fonte: FAUGHNAN, M.

Diagnóstico clínico e complementar

O diagnóstico geralmente é estabelecido a partir da observação clínica. Assim, em pacientes com HHT, utilizam-se os critérios de Curaçao, que incluem epistaxes espontâneas e recorrentes, presença de múltiplas telangiectasias em locais típicos, histórico familiar positivo e malformações arteriovenosas viscerais. A presença de pelo menos três desses critérios permite a confirmação diagnóstica.

Entretanto, em muitos casos, torna-se necessário complementar a avaliação com exames de imagem. A ecocardiografia contrastada e a tomografia computadorizada de tórax são recomendadas para identificar malformações pulmonares. Para avaliação hepática, o ultrassom Doppler e a angiotomografia fornecem informações detalhadas, enquanto a ressonância magnética é o exame de escolha para investigação de malformações cerebrais. Além disso, quando existe dúvida diagnóstica ou histórico familiar, os testes genéticos podem confirmar a presença das mutações associadas.

Tratamento

O manejo das telangiectasias depende de sua origem, localização e sintomas associados.

Tratamento das telangiectasias cutâneas e em membros inferiores

  • Escleroterapia: considerada padrão-ouro para telangiectasias em pernas, consiste na injeção de substâncias esclerosantes que induzem fibrose e obliteração do vaso
  • Laser vascular (Nd:YAG, PDL): eficaz em telangiectasias faciais e tronculares de pequeno calibre, oferecendo bons resultados estéticos
  • Cuidados adicionais: uso de meias de compressão em pacientes com insuficiência venosa crônica.

Tratamento da telangiectasia hemorrágica hereditária

  • Controle de epistaxes: hidratação nasal, uso tópico de estrogênio ou ácido tranexâmico, coagulação a laser ou cauterização química. Em casos graves, indicam-se septodermoplastia ou cirurgia de Young
  • Agentes antiangiogênicos: o uso de bevacizumabe (sistêmico ou tópico), talidomida e análogos da lenalidomida mostrou benefício em reduzir sangramentos e transfusões
  • Tratamento de AVMs pulmonares: embolização percutânea com coils ou plugs é o método de escolha, reduzindo risco de hemorragia bem como de acidente vascular cerebral
  • Tratamento de AVMs hepáticas: envolve manejo clínico da insuficiência cardíaca de alto débito; em casos graves, indica-se transplante hepático
  • Tratamento de AVMs cerebrais: depende do risco hemorrágico e pode incluir ressecção cirúrgica, radiocirurgia ou embolização endovascular.

Portanto, o tratamento é individualizado, sempre considerando a gravidade clínica e os riscos associados.

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Referência bibliográfica

  • FAUGHNAN, M. E. et al. International guidelines for the diagnosis and management of hereditary haemorrhagic telangiectasia. Journal of Medical Genetics, v. 48, n. 2, p. 73–87, 2011. DOI: 10.1136/jmg.2009.069013. Disponível em: https://jmg.bmj.com/content/48/2/73. Acesso em: 19 ago. 2025.
  • GUTTMACHER, A. E.; MARCHUK, D. A.; WHITE, R. I. Hereditary hemorrhagic telangiectasia. New England Journal of Medicine, v. 333, n. 14, p. 918–924, 1995. DOI: 10.1056/NEJM199510053331407. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJM199510053331407. Acesso em: 19 ago. 2025.

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