Anúncio

Sofrimento Fetal Agudo: definição, fisiopatologia, etiologia e mais!

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Sofrimento Fetal Agudo é uma condição que ocorre durante o parto, diferentemente do sofrimento fetal crônico, que é próprio da gestação complicada por insuficiência placentária.

Ocorre devido a uma queda brusca e intensa das trocas materno-fetais, geralmente ocasionada pelas contrações uterinas do trabalho de parto, e acomete aproximadamente 2% de todas as gestações.

Fisiopatologia do Sofrimento Fetal Agudo

As trocas metabólicas existentes entre o sangue materno e o fetal, realizadas na placenta, são indispensáveis para manter a homeostase do concepto. Qualquer fator que subitamente interfira nessas trocas, levando o feto a um estado transitório ou permanente de carência de oxigênio, será causa do sofrimento fetal agudo.

A redução nas trocas materno-fetais do tipo aguda é própria do parto em que a asfixia decorre da insuficiência nas circulações uteroplacentária ou feto-placentária.

Durante o parto vaginal, as contrações uterinas causam redução temporária na passagem de sangue materno para o feto, reduzindo consequentemente a troca de gases. No ápice da contração uterina normal, a circulação de sangue pelo útero e pela placenta está muito reduzida, podendo estar totalmente abolida.

No entanto, na contração fisiológica, essa situação é temporária, durando poucos segundos. Quando ocorre o relaxamento do útero a pressão miometrial vai decrescendo e os vasos sanguíneos vão se reabrindo, aumentando de modo progressivo o fluxo de sangue.

SAIBA MAIS: O fluxo de sangue materno que chega aos espaços intervilosos pelos vasos uteroplacentários depende da relação entre 2 fatores: pressão arterial média materna, que é a força que impulsiona o sangue, e a resistência encontrada pelo sangue nos vasos uteroplacentários. Vale salientar que uma contração uterina pode exercer uma pressão intramiometrial entre 80 e 120 mmHg, valores que alcançam ou mesmo ultrapassam a pressão arterial média da mãe, o que dificultará a passagem do fluxo sanguíneo.

Após a contração, há recuperação fetal, seguida por perfusão normal até que ocorra nova contração. Se esses mecanismos fisiológicos compensatórios forem sobrepujados, estabelece-se a acidemia hipóxica devido a asfixia que, caso ocorra com grau e duração suficiente, pode ocasionar lesão cerebral com consequentes sequelas neurológicas nos bebês sobreviventes, outros danos orgânicos e morte intraparto ou neonatal.

Etiologia do Sofrimento Fetal Agudo

A insuficiência uteroplacentária aguda, responsável pela hipóxia fetal no parto, é consequência da redução excessiva do afluxo de sangue materno para o feto e pode ocorrer devido a diversos fatores, entre eles:

  • Hipersistolia uterina: nesta situação, a intensidade de cada contração uterina ultrapassa muitas vezes o valor da pressão arterial média materna, levando a um decréscimo circulatório uteroplacentário mais acentuado e de maior duração do que se as contrações tivessem intensidade normal.
  • Taquissistolia uterina: ocorre um aumento da frequência das contrações uterinas, com curto intervalo de tempo entre elas, reduzindo o tempo de circulação sanguínea.
  • Hipertonia uterina: há compressão persistente sobre os vasos sanguíneos, que se mantém entre as contrações, levando a uma redução acentuada do consumo de sangue pela placenta.
  • Hipotensão materna: a hipotensão arterial materna diminui a força que impulsiona o sangue pelos vasos uteroplacentários e permite maior compressão desses vasos e da aorta pelo miométrio, reduzindo também o afluxo de sangue à placenta.

SAIBA MAIS: A hipotensão materna pode ser provocada pela anestesia de condução (raquidiana, peridural, etc), por hemorragias ou pelo decúbito dorsal devido a compressão da veia cava inferior e da aorta.

  • Patologia funicular (circulares, nós, procidências e prolapsos): o cordão umbilical pode ser comprimido durante o parto (especialmente após a ruptura das membranas), levando ao sofrimento fetal agudo.
  • Parto prolongado: ocasiona, eventualmente, acidose metabólica materna que acaba por comprometer o concepto.

Diagnóstico do Sofrimento Fetal Agudo

O diagnóstico do sofrimento fetal intraparto é feito por meio da cardiotocografia (CTG), da microanálise do sangue fetal e da avaliação clínica.

Cardiotocografia

Imagem de uma grávida fazendo o exame Cardiotocografia para diagnosticar o sofrimento fetal agudo.É o registro contínuo da frequência cardíaca fetal (FCF) instantânea e da contratilidade uterina. No monitoramento externo, tanto o transdutor para registro das contrações uterinas e dos movimentos fetais, quanto o que capta a FCF são colocados no ventre materno.

Posts relacionados

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Garanta seu semestre em Medicina com R$ 200 off no SanarFlix 2.0

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀