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Sintomas Gastrointestinais e Dermatológicos em Cuidados Paliativos

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Preparamos um artigo completo que detalhamos sobre os sintomas gastrointestinais e dermatológicos em cuidados paliativos. Esclareça todas as suas dúvidas!

Sintomas Gastrointestinais e Dermatológicos em Cuidados Paliativos

Pacientes em fase terminal de doenças graves ou com risco de vida muitas vezes irão necessitar de cuidados paliativos. Os cuidados paliativos correspondem a medidas cujo objetivo é prevenir e aliviar sofrimentos desnecessários relacionados a doença, causando conforto e melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. Essas medidas devem estar presentes em toda a trajetória da doença, não se limitando apenas aos cuidados finais.

Um dos princípios básicos dos cuidados paliativos é o gerenciamento adequado de sintomas que surgem em pacientes terminais. Nesse tópico, abordaremos o manejo dos sintomas gastrointestinais e dos sintomas dermatológicos.

Sintomas dermatológicos

Sudorese

A sudorese costuma ser um dos sintomas pouco valorizados pelos médicos e pela equipe multidisciplinar, porém, frequentemente, pode ser responsável pelo sofrimento do paciente sob cuidados paliativos.

Esse sintoma, inclusive, pode levar a distúrbios do sono, uma vez que, na maioria das vezes, tende a piorar a noite, ou ser limitado ao período noturno. Uma das principais causas de sudorese, nesses pacientes, são as doenças neoplásicas. Entretanto, existe uma série de outras causas, listadas na tabela abaixo, que podem estar associadas a esse sintoma.

O manejo da sudorese nos pacientes sob cuidados paliativos envolve terapias tanto farmacológicas, quanto não farmacológicas. Essas terapias devem sempre ser implementadas quando o sintoma passa a ter impacto na qualidade de vida do paciente.

Nesses casos, é importante identificarmos, quando possível, a causa da sudorese, para definirmos qual o tipo de tratamento mais adequado.

A princípio, a terapia não farmacológica deve ser recomendada para todos os pacientes e envolve algumas medidas simples, mas com impacto importante, como por exemplo, diminuir a temperatura do ambiente, manter as janelas abertas para facilitar a entrada de ar, priorizar roupas de algodão, que absorvam melhor o suor, além de adotar medidas dietéticas, como evitar álcool, cafeína e alimentos picantes.

Em relação ao manejo farmacológico, embora não existam tantas evidências científicas que apoiem seu uso, existem algumas opções de fármacos que podem ser utilizados para controle sintomático, de acordo com a etiologia da sudorese.

Anti-inflamatórios não esteroidais (AINES)

Os AINES são medicamentos que inibem a síntese de prostaglandinas, substâncias envolvidas nos processos de inflamação, dor e febre. Dessa forma, são comumente utilizados para tratamento da sudorese secundária a febre paraneoplásica, mas podem ser prescritos também para tratamento da sudorese sem associação com febre. Um medicamento de escolha pode ser o naproxeno, na dose de 250-375 mg, via oral, duas vezes ao dia.

Neurolépticos

Uma outra opção para controle da sudorese são os neurolépticos, como a olanzapina, na dose de 5 mg, via oral, que pode ser utilizada uma ou duas vezes ao dia.

Antidepressivos

Para pacientes menopausadas, com sudorese secundária a fogachos, ou para aqueles com câncer de próstata, que foram submetidos a castração química ou cirúrgica, uma alternativa são os antidepressivos, como a venlafaxina, na dose de 75mg/dia, que é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina. Além desse, a paroxetina e a fluoxetina, pertencentes a mesma classe de medicamentos, também podem ser prescritos.

Gabapentina

Pertencente a classe dos anticonvulsivantes, a gabapentina, na dose de 900mg/dia, pode ser uma alternativa para controle da sudorese sem causa identificada, ou para pacientes sob efeitos da menopausa ou sob efeitos da castração oriunda do tratamento de câncer de próstata.

SE LIGA! Como você deve ter percebido, os antidepressivos podem ser tanto uma das causas da sudorese, quanto uma alternativa para o controle do sintoma. Dessa forma, é muito importante que o manejo farmacológico seja feito em doses controladas, sempre avaliando a resposta do paciente, para evitar que o medicamento potencialize ainda mais o sofrimento desse indivíduo.

Prurido

Os pacientes sob cuidados paliativos podem apresentar como queixa frequente o prurido, que corresponde a uma sensação cutânea extremamente desagradável. A anamnese e o exame físico pormenorizados são fundamentais para buscar a etiologia do sintoma e permitir o tratamento adequado.

Na avaliação inicial, deve-se investigar se o sintoma é local ou sistêmico. O prurido local pode estar associado a pele seca ou escoriada, corroborando a favor de alguma doença dermatológica primária. O prurido relacionado a uma doença sistêmica, como hepatite, colestase, leucemia ou doença renal crônica, pode não apresentar lesões cutâneas e tende a piorar no período noturno.

Muitas vezes, o sintoma pode ser tão intenso e incapacitante, que leva a quadros de insônia, frustração, ansiedade e depressão. Portanto, é fundamental analisar o quanto o sintoma está interferindo na qualidade de vida do paciente. Além disso, é importante investigar se houve a introdução de algum medicamento em período recente, que possa estar associado ao surgimento do prurido.

SAIBA MAIS: Pacientes portadores de insuficiência renal grave podem apresentar prurido como uma das manifestações clínicas da síndrome urêmica (uremia). A taxa de filtração glomerular corresponde ao parâmetro que quantifica a função renal. Nos nefropatas há uma queda nessa taxa de filtração glomerular, levando a um acúmulo de escórias nitrogenadas no organismo. Os sinais e sintomas da síndrome urêmica, como o prurido, costumam aparecer quando essa taxa de filtração atinge valores abaixo de 15-30ml/min.

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