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Síndrome torácica aguda: entenda a principal complicação da anemia falciforme

síndrome torácica aguda

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Síndrome torácica aguda: entenda tudo sobre a principal complicação da anemia falciforme!

Quando o indivíduo é acometido por doença falciforme, as principais complicações agudas e crônicas são desenvolvidas no pulmão. No Brasil, a síndrome torácica aguda é caracterizada como a principal causa de morte e a segunda complicação mais comum na anemia falciforme. 

O que é a síndrome torácica aguda e suas manifestações clínicas 

A síndrome torácica aguda é decorrente de uma crise vaso oclusiva nos pulmões, podendo ser caracterizada como um novo infiltrado pulmonar na radiografia de tórax. 

As principais manifestações clínicas dessa complicação, são: 

  • Infiltrado multifocal pulmonar que podem ser visualizados na radiografia de tórax
Fonte: usp.com
  • Febre alta
  • Taquipneia
  • Tosse
  • Dor torácica no paciente com doença falciforme

Além disso, se não tratado corretamente, o paciente pode evoluir de forma grave, com hipoxemia e insuficiência respiratória. A insuficiência respiratória durante uma crise torácica aguda é a causa mais comum de óbito em pacientes com anemia falciforme.

Pacientes com anemia falciforme que apresentam esses sintomas devem ser rapidamente investigados para essa síndrome.

Etiopatogenia

Esse fenômeno vaso oclusivo pode ter como causas:

  • Infecções: pneumocócicas, como Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae e alguns vírus
  • Atelectasia
  • Embolia gordurosa
  • Broncoespasmo e tromboembolismo. 

Principais achados no exame físico do paciente

Para que síndrome torácica aguda seja rastreada de forma precoce, é necessário que o médico esteja atento à história e ao exame físico do paciente. Durante a realização do exame físico do aparelho respiratório é possível notar estertores e submacicez à percussão. Vale ressaltar que os sibilos são mais comuns em crianças. 

Na radiografia de tórax, em crianças, é comum ter achado nos lobos inferiores e médios, progredindo, geralmente, para envolvimento multilobar. Além disso, a saturação de oxigênio tende a diminuir à medida que o quadro progride. 

Fisiopatologia da síndrome torácica aguda

Devido a sua anatomia,o pulmão é um dos órgãos mais propícios à falcização. Na síndrome torácica aguda ocorre um aumento da endotelina, que é um potente vasoconstritor. Além disso, também há uma redução do óxido nítrico, que é um vasodilatador. 

Na fisiologia, todos os fatores que favorecem a hipóxia favorecem também a falcização na circulação pulmonar, podendo deflagrar a síndrome. 

Fatores de risco

Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa síndrome está relacionado ao genótipo. Doenças como asma ou disfunções reativas das vias aéreas também podem desequilibrar a relação ventilação-perfusão, ocasionando a síndrome. 

Além disso, a síndrome torácica aguda pode ser mais comum no inverno, devido às temperaturas mais baixas e infecções de vias aéreas superiores se tornarem mais frequentes. Tabagismo também está associado ao maior risco de síndrome torácica aguda. 

Como fazer o diagnóstico da síndrome torácica aguda?

O diagnóstico da síndrome torácica aguda deve ser feito de forma rápida e precisa. Dessa forma, devem ser avaliados achados radiográficos e aparecimento de consolidação nova, associada a um ou mais dos seguintes critérios: 

  • Febre
  • Queda de saturação basal 
  • Taquipneia 
  • Sinais de esforço respiratório como tiragem intercostal, batimentos de asa de nariz, uso de musculatura acessória 
  • Dor torácica 

Após confirmado o diagnóstico, deve ser necessário classificar o paciente quanto a gravidade do quadro. 

Tratamento

O tratamento inicial deve ser iniciado com o controle da dor torácica. Além disso, é necessário combater a hipóxia, os agentes infecciosos mais frequentes e evitar a sedação excessiva.

Nesse contexto, é possível utilizar o manejo voltado para: 

  • Analgesia adequada da dor e hidratação cuidadosa 
  • Fisioterapia respiratória ativa para prevenir hipóxia 
  • Utilização de heparina profilática em crises dolorosas com repouso prolongado no leito 

Referência bibliográfica

Sugestão de leitura complementar

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