A síndrome do túnel do carpo possui diagnóstico clínico com história e exame físico. De frente com um paciente com essa síndrome, você saberia como fazer o diagnóstico sozinho?
De modo geral, suspeita-se dela quando os sinais e sintomas característicos estão presentes. Deles, os mais importantes são dor noturna ou parestesia na distribuição do nervo mediano.
No exame físico podem ser realizados testes de sensibilidade e motricidade e testes irritativos para o nervo mediano, por exemplo.
Já na inspeção pode ser identificada a hipotrofia ou atrofia da eminência tenar que aparece em casos mais avançados.
Testes de sensibilidade e motricidade
Déficits sensoriais e motores podem estar presentes nas regiões da mão inervadas pelo nervo mediano. Contudo, sua ausência não exclui o diagnóstico. Assim, a sensação deve ser testada em todas as regiões da mão, antebraço e parte superior do braço.
Testes irritativos para o nervo mediano
Teste de Phalen, que consiste em manter os punhos na flexão máxima durante 1 minuto. O teste funciona já que a posição fletida do punho comprime ainda mais o nervo mediano já comprimido na posição neutra, no caso de STC.
Teste ou sinal de Tinel, que consiste na percussão leve sobre o punho, na localização do nervo mediano. Assim, o resultado positivo é quando essa percussão transmite uma sensação de parestesia na região de distribuição do nervo mediano.
Teste de Durkan, no qual o examinador pressiona com os 2 polegares a região do carpo por 30 segundos. Dessa forma, é considerado positivo se os sintomas comuns da STC se apresentarem ao longo do trajeto no nervo mediano.
Exames complementares
Além dos procedimentos citados acima, você também pode usar a ultrassonografia, Eletroneuromiografia (ENMG), Radiografia na incidência tunell view, ressonância magnética ou até mesmo exames laboratorias para o diagnóstico da síndrome de túnel do carpo.
No Super Material de Ortopedia do SanarBooks, de onde tiramos as informações desse artigo, explicamos tudo o que você precisa saber sobre a STC!
