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Síndrome Consumptiva: Tudo sobre o Emagrecimento Involuntário

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A Síndrome Consumptiva pode também ser encontrada como “emagrecimento involuntário” em diversas literaturas. Ambos podem ser definidos como o estado patológico resultante de absoluta ou relativa deficiência de proteína e energia.

Portanto, pense em uma balança na qual em um lado se encontra o gasto de energia e do outro o consumo dessa energia. Caso a balança pese mais no gasto de energia, ocorre o emagrecimento.

Quando o emagrecimento ocorre de maneira involuntária geralmente está associado a alguma patologia, demandando avaliação e tratamento.

Para abordar este tema, devemos dominar alguns conceitos. A caquexia é a perda de peso associada à perda de massa muscular, podendo haver ou não perda de gordura. É o estado mais grave do emagrecimento.

A desnutrição, por sua vez, é a deficiência de nutrientes específicos ou globais, associada ou não com a perda de peso.

A sarcopenia é usualmente uma síndrome geriátrica, caracterizada por perda de massa muscular, de força e de desempenho, gerando um déficit funcional no idoso.

Por fim, a desnutrição energético-proteica (DEP) ocorre por aporte inadequado de energia associado ou não ao déficit de proteínas.

Definição da Síndrome Consumptiva

Para definição da síndrome consumptiva, devemos ter em mente que tanto o grau de emagrecimento, bem como o tempo em que ele ocorreu, devem ser avaliados sempre de acordo com o seu peso basal anterior ao quadro de emagrecimento involuntário.

Considera-se emagrecimento involuntário se houve perda de > 2% do peso basal em 1 semana, >5% em 1 mês, >7,5% em 3 meses e > 10% em 6 a 12 meses. Algumas situações devem ser avaliadas de forma específicas, como em idosos, nos quais considera-se síndrome consumptiva em perdas maiores que 5% em 6 a 12 meses e em pacientes portadores de anorexia nervosa, nos quais considera-se emagrecimento involuntário em perdas maiores que 15% em 6 meses.

SE LIGA! Para não precisar gravar todos esses números, a definição mais utilizada de emagrecimento involuntário é a perda de >10% do peso basal em 6 a 12 meses. 

Epidemiologia da Síndrome Consumptiva

A síndrome consumptiva possui incidência semelhante entre homens e mulheres. Seus principais fatores de risco são o tabagismo, a idade avançada e um autorrelato de “mal estado de saúde”, ou seja, uma saúde prejudicada basalmente.

Esses fatores supracitados também são associados a um pior prognóstico no emagrecimento, assim como o fator idade (pacientes idosos), deficientes físicos e pacientes com doença sistêmica crônica.

Se estima que 15 a 20% de todos adultos com mais de 65 anos terão emagrecimento involuntário se acompanhados e observados por um período de 5 a 10 anos.

Existem diversas etiologias para a síndrome consumptiva, que serão discutidas abaixo. No tocante a epidemiologia devemos nos atentar para as neoplasias malignas, a causa mais comum entre elas, ocorrendo em cerca de 15 a 37% dos pacientes com emagrecimento involuntário.

Em seguida, existem as causas gastrointestinais não malignas e as causas psiquiátricas, ambas representando cerca de 10 a 20% do total. Mais de 25% dos casos de emagrecimento involuntário não apresentam uma causa definida.

Fisiopatologia da Síndrome Consumptiva

Para compreender o mecanismo fisiopatológico da síndrome consumptiva, devemos lembrar da balança que falamos ali em cima.

A perda de peso só ocorrerá se houver uma diminuição do aporte de energia e/ou um aumento do gasto energético e/ou a perda de energia por via urinária ou intestinal. Em cada patologia predisponente um desses componentes vai predominar, ou eles podem estar associados em uma mesma doença.

Cada doença ou grupo de doenças associadas ao emagrecimento involuntário possui seu mecanismo fisiopatológico específico, que será explicado em seguida.

Neoplasias

As neoplasias culminam em emagrecimento normalmente secundário a anormalidades metabólicas. Devemos lembrar que o câncer é uma doença eminentemente inflamatória, portanto há uma grande produção e liberação de citocinas, como a TNF alfa, IL-1, IL-6, as quais são anorexígenas e geram saciedade precoce.

Além disso, podem promover a perda de massa magra, através do estímulo aos processos de lipólise e proteólise. O sítio específico acometido pela neoplasia também pode gerar mecanismos para o emagrecimento. Em exemplo, cânceres de cabeça e pescoço podem gerar anosmia, ageusia, hiporexia, disfagia, bem como em neoplasias do trato gastrointestinal (TGI) pode ocorrer náuseas, vômitos, diarreia e má absorção intestinal.

HORA DA REVISÃO: Vamos relembrar alguns importantes conceitos semiológicos?

  • Anosmia = Perda do olfato
  • Ageusia = Perda do paladar
  • Hiporexia = Redução parcial do apetite
  • Disfagia = Dificuldade para deglutir

O paciente portador de uma neoplasia não consegue restabelecer o seu peso basal justamente pela conjuntura anorexígena da doença, associada ao estado metabólico de gasto energético acelerado (estímulos de proteólise, lipólise, entre outros).

SE LIGA! Para revisarmos os conceitos mais importantes sobre este grupo de patologias devemos lembrar que o câncer é um estado de alto consumo de energia, associado a um hipercatabolismo (aumento dos hormônio catabólicos, como adrenalina e cortisol, e redução dos hormônios anabólicos, como a insulina) com depleção constante de nutrientes e consumo exacerbado de massa magra, que culmina em emagrecimento involuntário.

HORA DA REVISÃO: Cabe aqui lembrarmos os conceitos de anabolismo e catabolismo, ambos relacionados ao metabolismo. O anabolismo é o processo de construção das moléculas complexas, através das moléculas simples, havendo o consumo de energia. Por outro lado, o catabolismo são as reações envolvidas na quebra ou degradação das moléculas complexas em moléculas simples, tendo como produto também a energia. Portanto, o anabolismo é um processo construtivo, enquanto o catabolismo é um processo destrutivo.

Confira o vídeo:

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