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Sepse Neonatal (SNN): o que é e os tipos Precoce e Tardio

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Sabemos que a sepse é uma infecção sistêmica. De acordo com a denominação, portanto, conseguimos compreender que a Sepse Neonatal (SNN) é uma infecção sistêmica que ocorre no recém-nascido (RN), ou seja, nos primeiros 28 dias de vida.

HORA DA REVISÃO: Existem diversas etapas do desenvolvimento. A primeira delas é o período pré-natal, que vai da concepção ao nascimento. A segunda etapa é o período neonatal, ocorrendo do 0 aos 28 dias de vida. Em seguida, temos a primeira infância (lactentes), entre os 29 dias de vida aos 2 anos. Por fim, a segunda infância (pré-escolar), que ocorre dos 2 aos 6 anos de idade.

A Sepse Neonatal pode ser classificada como precoce (SNNP), quando ocorre nas primeiras 48 horas de vida, ou tardia (SNNT), quando acomete recém-nascidos após as primeiras 48 horas do nascimento.

Essa classificação é muito controversa na literatura, havendo grupos que defendem o ponto de corte como 72 horas de vida, enquanto outros grupos consideram 1 semana de vida como o corte, entre outros menos comuns. Para o Ministério da Saúde (MS), o ponto de corte para diferenciação entre sepse neonatal precoce ou tardia são as 48 horas de vida.

Etiologia da Sepse Neonatal

Devemos pensar a etiologia de forma diferencial entre a sepse neonatal precoce e a sepse neonatal tardia.

Para a Sepse Neonatal Precoce (SNNP), a infecção está relacionada tanto a fatores gestacionais como fatores peri-parto, acontecendo intra-útero ou pela passagem do RN no canal de parto.

Os agentes etiológicos mais envolvidos são, portanto, os microrganismos presentes no trato genital materno, principalmente germes Gram negativos, tendo como principais representantes o Streptococcus agalactiae (Streptococcus do Grupo B – SGB), Escherichia coli e Listeria monocytogenes.

Para a Sepse Neonatal Tardia (SNNT), por outro lado, temos como principais fatores associados a infecção hospitalar e os procedimentos invasivos realizados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), como infecção de cânula traqueal, de cateter de longa permanência, de punções venosas realizadas em procedimentos na UTI.

Nesse caso, as bactérias envolvidas em geral são germes Gram positivos, principalmente o Staphylococcus aureus (eventualmente alguns Staphylococcus coagulase negativos), Enterococcus e fungos (Candida sp.)

Sepse Neonatal Precoce

Diagnóstico

O diagnóstico de sepse neonatal precoce é difícil, pois suas manifestações clínicas são muito inespecíficas. Sendo assim, o diagnóstico acaba sendo realizado através de 3 pilares: os fatores de risco maternos e neonatais, as manifestações clínicas do RN e os achados em exames complementares.

Como a sepse neonatal precoce possui um prognóstico reservado, com quadros clínicos graves que podem evoluir rapidamente até o óbito, muitas vezes realizamos o diagnóstico presuntivo da mesma, apenas com fatores de risco presentes e/ou critérios clínicos, sem a confirmação laboratorial. Dessa forma, possibilitamos um tratamento precoce e mais efetivo, diminuindo a mortalidade associada a sepse neonatal.

Sendo assim, consideramos que o diagnóstico clínico de sepse neonatal precoce pode ser realizado pela presença de 3 ou mais sinais clínicos OU o encontro de 2 ou mais sinais clínicos de sepse associados aos fatores de risco.

Fatores de risco para a SNNP

Existem fatores de risco tanto maternos quanto associados ao RN.

Temos como fatores de risco maternos principalmente questões associadas a infecção intra-uterina. Portanto, podemos listar como fatores maternos a febre materna (> 37,5°C), infecção urinária no parto, colonização por Streptococcus agalactiae, ruptura de membranas ovulares durante mais de 18 horas antes do parto, infecção do trato genital (leucorreia, herpes genital) e o diagnóstico de corioamnionite.

SE LIGA! A Corioamnionite é uma patologia caracterizada por uma inflamação aguda das membranas e do córion da placenta, usualmente por uma infecção polibacteriana em mulheres que cursaram com rompimento de membranas. O diagnóstico clínico de corioamnionite é dado pela presença de febre materna (> 38°C) associada com a presença de 2 ou mais fatores dos listados a seguir: hipotonia uterina (útero amolecido, doloroso), líquido amniótico purulento ou fétido (fisometria), leucocitose materna (≥ 20.000/mm3), taquicardia materna (> 100 bpm) e taquicardia fetal (> 160 bpm).

 

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