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Semiologia do Abdome: importância e anatomia

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Confira um artigo completo que falamos sobre a Semiologia do Abdome para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

A Semiologia do Abdome

O abdome é a maior cavidade do corpo humano e compreende a região do tronco que fica entre o tórax e a pelve. A divisão entre o tórax e o abdome é demarcada pelo diafragma, enquanto a abertura superior da pelve demarca os limites entre as cavidades abdominal e pélvica. Assim, o abdome comporta órgãos do sistema digestório e algumas estruturas do sistema urinário.

Anatomicamente, o abdome é dividido em 9 regiões e 4 quadrantes, o que auxilia na descrição de sinais, sintomas e anormalidades anatômicas que podem estar presentes no paciente para diagnóstico e registro no prontuário médico.

A cavidade abdominal comporta os estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas e ductos biliares, baço, intestinos delgado e grosso, rins, glândulas suprarrenais e os vasos abdominais, que são ramificações da aorta abdominal. A bexiga urinária, útero, tuba uterina e ovários (em mulheres) são considerados órgãos abdominais e pélvicos.

O exame físico abdominal, feito corretamente, é capaz de identificar massas anormais (tumores), irritação peritoneal, íleo paralítico, sopros arteriais e outros problemas de saúde.

Semiologia do Abdome: Anatomia

O abdome, como já mencionado, fica entre o tórax e a pelve, e comporta todo o sistema digestório e parte do sistema urogenital. Estes órgãos são contidos pelos músculos abdominais, diafragma e músculos da pelve, e a posição (entre tórax e pelve) torna o abdome capaz de proteger seu conteúdo e ainda manter flexibilidade para respiração, postura e locomoção.

Apesar da proximidade, o abdome é contínuo com a cavidade pélvica e, por isso, não possui assoalho, sendo a abertura da pelve superior apenas uma demarcação arbitrária para separar didaticamente as duas cavidades.

Com a contração voluntária ou reflexa, os músculos abdominais aumentam a pressão intra-abdominal para promover tanto a expulsão de líquidos, flatos, fezes e fetos da cavidade abdominopélvica, quanto a expulsão de ar da cavidade torácica adjacente.

As paredes abdominais são formadas por diversas camadas, que além de se contrair, são capazes de se distender a fim de acomodar as expansões causadas pela ingestão alimentar, gravidez, deposição de gordura e outras doenças.

Os órgãos internos são revestidos pelo peritônio, uma membrana serosa que se dobra sobre as vísceras abdominais como uma bolsa, formando a cavidade peritoneal, cujas dobras dão passagem aos vasos sanguíneos, linfáticos e nervos.

A parede abdominal tem três pares de músculos planos e dois pares de músculos verticais, são eles respectivamente: m. oblíquo externo do abdome, m. oblíquo interno do abdome, m. transverso do abdome (planos), m. reto do abdome e m. piramidal (verticais). Estes dois últimos são contidos na bainha do músculo reto do abdome.

Devido a sua grande atividade, a cavidade abdominal requer boa vascularização. Com isso, o abdome é suprido pela aorta abdominal e suas ramificações, que são: artérias suprarrenais, renais, mesentéricas e ilíacas, que por sua vez irão se ramificar para suprir a pelve e membros inferiores, e o tronco celíaco, que dá origem as artérias hepática comum, esplênica e gástrica esquerda. Assim, o tronco celíaco irriga fígado, estruturas biliares, estômago e parte do pâncreas; a artéria mesentérica superior irriga os intestinos delgado e grosso, até a porção proximal do colo transverso; e a mesentérica inferior irriga o restante do intestino grosso e porção proximal do reto.

As vísceras abdominais são responsáveis principalmente pela digestão dos alimentos, absorção dos nutrientes ingeridos e eliminação dos resíduos.

Assim, o alimento que entra pela boca chega pelo esôfago ao estômago, onde é triturado e misturado ao suco gástrico, graças aos movimentos peristálticos, a fim de reduzir o conteúdo alimentar às suas moléculas absorvíveis. Daí, o bolo alimentar é encaminhado para o intestino delgado.

O intestino delgado é o principal local de absorção dos nutrientes ingeridos na alimentação, e fica situado entre o estômago e o intestino grosso. É no intestino grosso que ocorre a absorção da maior parte de água que está misturada ao bolo alimentar, que nessa porção do tubo gastrointestinal se torna bolo fecal. Do intestino grosso, o bolo fecal é transportado para o reto e expelido pelo canal anal. Os intestinos são supridos pelas artérias mesentéricas inferior e superior e suas ramificações, enquanto o estômago é suprido principalmente pelas artérias gástricas esquerda e direita, e drenado pelas veias gástricas direita e esquerda, que drenam para a veia porta.

Além do tubo gastrointestinal, a digestão depende de glândulas anexas para acontecer, sendo elas o fígado e o pâncreas, que produzem secreções e hormônios que auxiliam neste processo.

O fígado é um órgão macio e altamente vascularizado, visto que recebe uma grande quantidade de sangue imediatamente antes de entrar no coração. A maior parte da irrigação do fígado vem da veia porta hepática e uma porcentagem menor da artéria hepática, enquanto a drenagem é feita pela veia cava inferior (VCI) e pelas veias hepáticas, que não possuem válvulas. É um importante órgão no metabolismo de drogas, síntese de proteínas sanguíneas, armazenamento de nutrientes e secreção da bile, que é armazenada e expelida pela vesícula biliar. O pâncreas, por sua vez, é responsável por sintetizar principalmente a insulina e o glucagon, que regulam a glicemia, mas também produz o suco gástrico que participa da digestão de lipídios e proteínas.

Além dos órgãos digestórios, o abdome engloba o baço e a bexiga urinária. O baço é o maior órgão linfático do corpo, participando do sistema de defesa do corpo, e também contém uma grande quantidade de sangue, que é expelida para a circulação pela ação do músculo liso de sua cápsula. Com isso, os vasos esplênicos são mais calibrosos, sendo que a irrigação deste órgão é feita principalmente pela artéria esplênica, ramo do tronco celíaco.

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