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Secreções Enzimáticas e Motilidade do Sistema Digestório

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Confira um artigo completo que falamos sobre as Secreções Enzimáticas e Motilidade do Sistema Digestório para esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final, confira alguns materiais educativos para complementar ainda mais os seus estudos.

Boa leitura!

Secreções Enzimáticas e Motilidade do Sistema Digestório

O trato gastrointestinal apresenta quatro processos básicos: motilidade, secreção, digestão, absorção intestinal e exceção.

A secreção é a adição de líquidos, enzimas e muco ao lúmen do trato gastrointestinal (TGI). Essas secreções são produzidas pelas glândulas salivares (saliva), células da mucosa gástrica (secreção gástrica), células exócrinas do pâncreas (secreção pancreática) e pelo fígado (bile).

Em todo o trato gastrointestinal as glândulas secretoras servem a duas funções primárias. A primeira é produção de enzimas digestivas, que são secretadas na maioria das áreas do trato alimentar. Em segundo lugar, glândulas mucosas, desde a boca até o ânus, proveem muco para lubrificar e proteger todas as partes do trato alimentar.

Em relação às enzimas digestivas, a maioria é formada apenas em resposta a presença de alimento no trato alimentar e a quantidade secretada também é proporcional a quantidade de alimento a ser digerido. A presença mecânica do alimento é o que gera o estímulo a produção das secreções e ativa o sistema nervoso entérico através de três mecanismos: estimulação tátil, irritação química e distensão da parede do TGI.

HORA DA REVISÃO: Diferentes tipos de glândulas produzem os diferentes tipos de secreção do trato gastrointestinal. As células mucosas atuam em resposta a irritação local e produzem muco que protege a superfície da escoriação e da digestão. Já no estômago e duodeno existe grande número de glândulas tubulares profundas (a glândula oxíntica é um exemplo). Por último, existem glândulas complexas associadas ao trato alimentar, que são as glândulas salivares, o pâncreas e o fígado, que produzem secreções para a digestão e emulsificação dos alimentos. A estimulação dos nervos parassimpáticos aumenta a secreção do trato digestivo glandular, principalmente na porção superior do TGI, inervada pelos nervos glossofaríngeo e parassimpático vagal. Já a estimulação simpática causa aumento de leve a moderado na secreção de algumas glândulas locais e também leva a vasoconstricção dos vasos que suprem as glândulas, tendo, assim, um duplo efeito. Quando a estimulação parassimpática já estiver causando franca secreção pelas glândulas, a estimulação simpática sobreposta, em geral, reduz esta secreção pela redução do suprimento sanguíneo glandular.

Secreção salivar

A saliva é um líquido que contém eletrólitos e solutos orgânicos, secretados pelas glândulas salivares. As principais glândulas salivares são as parótidas, submandibulares e sublinguais, cada uma tendo seu par. A secreção diária de saliva normalmente é de 800 a 1.500 ml, com valor médio de 1.000 ml.

As funções da saliva incluem a digestão inicial do amido e dos lipídios pelas enzimas salivares, diluição e tamponamento do alimento ingerido, lubrificação do alimento para facilitar seu movimento pelo esôfago, ação antibacteriana por íons tiocianato e lisozima, além de participar da gustação, uma vez que a solubilização dos alimentos estimula as papilas gustativas.

A saliva contém dois tipos principais de secreção de proteína: a secreção serosa, contendo ptialina (ou alfa-amilase salivar), enzima que hidrolisa até 75% dos carboidratos da boca ao estômago; e secreção mucosa, contendo mucina, para lubrificar e proteger as superfícies. As glândulas parótidas produzem quase toda a secreção do tipo serosa, enquanto as submandibulares e sublinguais produzem secreção serosa e mucosa. Existem ainda glândulas bucais que só secretam muco.

Cada glândula salivar tem a aparência de um “cacho de uvas”, sendo que cada uva corresponde a um ácino. O ácino é a unidade secretora, revestido por células acinares e envolto por células mioepiteliais alongadas, que ao se contraírem expulsam a secreção acinar para o sistema de ductos.

A saliva contém quantidade elevada de íons potássio e bicarbonato. Por outro lado, as concentrações de sódio e cloreto são menores que as do plasma. A secreção da saliva é uma operação de dois estágios, o primeiro envolve as células acinares e o segundo os ductos salivares. As células acinares produzem a secreção primária contendo ptialina e/ou mucina em solução de íons em concentrações não muito diferentes das típicas dos líquidos extracelulares. À medida que essa secreção primária flui pelos ductos ocorrem processos de transporte ativo que modificam a saliva. O primeiro é a reabsorção ativa do sódio e secreção de potássio, com consequente redução da concentração de sódio e aumento de potássio na saliva. Ocorre também uma queda na concentração dos íons cloreto. O bicarbonato é secretado na saliva pelo epitélio dos ductos para o seu lúmen. O resultado é uma concentração de sódio e cloreto na saliva em repouso de cerca de 15 mEq/l, potássio de 30 mEq/l e bicarbonato de 50 a 70 mEq/l.

Plantando Ciência: Fisiologia Gastrointestinal II

Imagem: Composição da saliva. Fonte: Google imagens. 

Quando a secreção salivar é intensificada, as concentrações iônicas salivares se alteram porque aumenta a velocidade de formação da saliva primária e essa secreção flui rapidamente pelos ductos, reduzindo os processos de modificação da saliva. A secreção salivar é sempre hipotônica e o pH varia de 6,0 a 7,0 (favorável à ação enzimática da ptialina).

Existem diversos tipos de ductos nas glândulas que transportam as secreções dos ácinos até a cavidade oral: os ductos intercalados drenam o fluido acinar para ductos maiores, os ductos estriados, que drenam para os ductos intralobulares, estes originam os ductos extralobulares e, por fim formam, os ductos excretores principais, que se abrem na cavidade oral.

Imagem ilustrativa da Estrutura geral de glândula secretória túbulo-alveolar associada ao trato digestivo.

Imagem: Estrutura geral de glândula secretória túbulo-alveolar associada ao trato digestivo. Fonte: BERNE & LEVY. Fisiologia, 2009

As glândulas salivares são controladas principalmente por sinais nervosos parassimpáticos que se originam nos núcleos salivatórios superior e inferior, no tronco encefálico.

Os núcleos salivatórios estão localizados próximo a junção do bulbo com a ponte e são excitados por estímulos gustativos e táteis da língua e outras áreas da boca e faringe. A salivação também pode ser inibida por sinais que chegam aos núcleos salivatórios provenientes dos centros superiores do sistema nervoso central.

Por exemplo, quando a pessoa sente o cheiro de sua comida preferida a salivação é maior quando comparada à quando sente o cheiro de uma comida que não gosta. A área do apetite no cérebro que regula esses efeitos funciona em resposta a sinais das áreas do paladar e do olfato do córtex cerebral ou da amígdala. A salivação ocorre ainda em resposta a reflexos que se originam no estômago e parte superior do intestino delgado, particularmente quando alimentos irritativos são ingeridos ou quando a pessoa está nauseada.

Plantando Ciência: Fisiologia Gastrointestinal II

Imagem: Regulação nervosa parassimpática da secreção salivar. Fonte: Guyton

SAIBA MAIS: O esôfago também produz secreção, no entanto, esta é totalmente mucosa e tem como função a lubrificação do alimento para a deglutição. O muco produzido pela porção superior do esôfago evita a escoriação mucosa causada pela entrada do alimento, enquanto a secreção da sua porção distal protege a parede da digestão por sucos gástricos ácidos, que com frequência refluem do estômago.

SE LIGA! A Síndrome de Sjogren primária é uma doença autoimune, crônica e progressiva, que afeta predominantemente o sexo feminino. Nesta doença, são gerados anticorpos que reagem contra as glândulas salivares e lacrimais, originando um processo inflamatório, produzindo lesão nos ácinos e ductos secretores, com redução das secreções. A síndrome também pode ser secundária a uma manifestação sistêmica de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide. Os pacientes desenvolvem xerostomia e ceratoconjuntivite (olhos secos). O tratamento é feito com substâncias estimuladoras da secreção salivar, como metilcelulose e, em casos graves, são usados corticoides e imunossupressores.

Secreção gástrica

Imagem ilustrativa e explicativa das Regiões do estômago.

Imagem: Regiões do estômago. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Estômago

O estômago tem funções secretórias, motoras e hormonais, importantes no processo digestivo. Além do HCl, secreta enzimas que continuam a hidrólise dos nutrientes iniciada na cavidade oral. Do ponto de vista secretor, as diferentes regiões do estômago são: cárdia – contém apenas glândulas secretoras de muco; região oxíntica no corpo do estômago – tem células parietais e principais; região antropilórica – com glândulas contendo células endócrinas (células G que secretam gastrina e células D, secretoras de somatostatina).

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