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Ritlecitinib: tudo sobre a medicação que promete tratar alopecia areata

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Tudo que você precisa saber sobre alopecia areata e ritlecitinib, o medicamento que promete um tratamento definitivo!

O que é alopecia areata?

A alopecia areata é uma doença inflamatória que tem como principal característica a queda de cabelo.

Não existe um fator definido para o desenvolvimento da doença, apesar da relação com a genética e participação autoimune.

Sinais

Os fios começam a cair resultando em falhas circulares sem pelos ou cabelos, de extensão variada, podendo afetar poucas regiões ou de uma forma geral, causando a perda de todo o cabelo da cabeça e, até mesmo, a queda dos pelos do corpo.

O que contribui para o surgimento da doença?

A doença não é contagiosa. Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar o quadro. Estudos apontam que apenas 5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo.

O cabelo pode crescer novamente. Afinal, a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantém inativos durante o período de inflamação.

Tratamento para alopecia areata

A doença não possui tratamento específico, mas cada vez mais vem se falando sobre o papel dos inibidores JAK. Os inibidores da Janus quinase (JAK) mostraram resultados encorajadores no tratamento da alopecia areata (AA).

Alopecia areata e ritlecitinib: o que é o medicamento?

O ritlecitinib é um medicamento imunobiológico, ou seja, capaz de alterar a resposta imune da pessoa.

A proposta do remédio é ajustar etapas do processo de imunidade responsáveis pela queda do cabelo. Para isso, o ritlecitinib inibe uma enzima chamada Janus Kinase 3 (JAK3).

Essa enzima faz parte de um complex sistema de sinalização molecular responsável por organizar as respostas imune e inflamatória do corpo.

Dessa forma, o mecanismo de ação do riflecitinib envolve a inibição de alguns passos da cadeia de informação entre as células de defesa do corpo.
Em outras palavras, o ritlecitinib modula a resposta imune alterada, ponto chave da alopecia areata.

Para que serve o ritlecitinib?

Diferentemente de outros imunobiológicos como, por exemplo, tofacitinibe, dupilumab e ruxolitinib, o ritlecitinib vêm sendo testado inicialmente para alopecia areata.

Dessa forma, a proposta da gigante farmacêutica Pfizer é criar um medicamento específico para essa doença. Ainda não há nenhuma medicação com aprovação e regulamentação para tratar a areata.

Medicamentos como tofacitinib, dupilumab e ruxolitinib até têm aprovação pelo FDA (Food and Drug Administration), mas não para areata.

O uso deles no tratamento dessa condição é experimental, com repostas conflitantes e não sustentadas. Se obtiver a aprovação do FDA, o ritlecitinib se tornará o primeiro remédio para alopecia areata disponível no mercado.

O fato de star sendo primeiramente testado para alopecia areata, no entanto, não restringe seus usos. Pelo contrário, o ritlecitinib também já vem testado para condições como vitiligo, artrite reumatoide, doença de
Chron e colite ulcerativa.

Alopecia areata e ritlecitinib: evidência sobre o uso do medicamento

A Pfizer anunciou resultados positivos do estudo ALLEGRO de Fase IIb/III avaliando rilecitinibe oral uma vez ao dia em pacientes com alopecia areata (AA).

Ritlecitinib em doses de 50mg e 30mg atingiu o desfecho primário de eficácia do estudo, ou seja, a proporção de pacientes com queda de cabelo menor ou igual a 20% após seis meses de tratamento versus placebo.

O estudo randomizado, controlado por placebo e duplo-cego investigou o rilecitinibe em pacientes com 12 anos de idade ou mais com AA.

Os pacientes incluídos no estudo tinham 50% ou mais de queda de cabelo no couro cabeludo e foram randomizados para receber rilecitinibe 50mg ou 30mg (com ou sem um mês de tratamento inicial com rilecitinibe 200mg uma vez ao dia), rilecitinibe 10mg ou placebo.

Resultados do estudo

O estudo atingiu o objetivo primário de eficácia de melhorar o crescimento do cabelo do couro cabeludo. Todos os participantes entraram no estudo com pelo menos 50% de perda de cabelo no couro cabeludo devido a AA, conforme medido pela pontuação da Ferramenta de Gravidade da Alopecia (SALT).

Uma proporção estatisticamente maior de pacientes que tomaram rilecitinibe 30mg ou 50mg uma vez ao dia, com ou sem tratamento inicial de quatro semanas de 200mg uma vez ao dia, teve 20% ou menos de perda de cabelo no couro cabeludo após 24 semanas de tratamento em comparação com placebo.

Isso foi seguido por um período de 24 semanas. Durante o qual todos os participantes inicialmente randomizados para receber ritlecitinib continuaram no mesmo regime.

Enquanto os participantes que receberam placebo durante as 24 semanas iniciais avançaram para um dos dois regimes: 200mg por quatro semanas seguido de 50mg por 20 semanas, ou 50mg por 24 semanas.

O estudo também incluiu um braço de dosagem de 10 mg, que foi avaliado quanto à variação de dose e não foi testado quanto à eficácia estatisticamente significativa em comparação com o placebo.

Alopecia areata e ritlecitinib: há segurança de uso?

O perfil de segurança foi consistente com estudos anteriores. Os eventos adversos (EAs) mais comuns observados no estudo foram nasofaringite, dor de cabeça e infecção do trato respiratório superior.

Não houve eventos cardíacos adversos maiores (MACE), mortes ou infecções oportunistas no estudo.

Oito pacientes que foram tratados com rilecitinibe desenvolveram herpes zoster leve a moderado (zona).

Houve um caso de embolia pulmonar no grupo rilecitinib 50mg, que ocorreu no dia 169.

Houve duas malignidades (ambos cânceres de mama) relatadas no grupo rilecitinib 50mg, que ocorreram no dia 68 e no dia 195. Ambos os participantes foram descontinuados do estudo.

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