Resumos: Doença de Chron | Ligas

  • março 4, 2020
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Resumos: Doença de Chron | Ligas

Definição e Epidemiologia

Doença de Crohn (DC) é uma doença
inflamatória crônica que pode afetar qualquer parte do canal alimentar,
principalmente o íleo e intestino grosso. Tem origem desconhecida e não tem
predominância de sexo, no entanto, é comum entre os Judeus e existem
associações sobre uma maior ocorrência dentro de grupos familiares, o que
alerta para a questão genética.

Fisiopatologia       

A
doença é caracterizada pela inflamação das paredes do tubo digestivo causando
pequenas úlceras, que podem evoluir para úlceras profundas transversais e longitudinais
com edema mucoso criando, no intestino, lesões tipicamente granulomatosas,
semelhante à de pedra de calçamento. Conforme o avanço da doença, a luz do
lúmen intestinal estreita e a membrana mucosa adquire aspecto emborrachado,
trazendo complicações para o paciente, além das possíveis fístulas e abscessos
que são comuns.

Quadro clínico

Segundo o Protocolo Clínico e as
Diretrizes Terapêuticas de 2014, a Doença de Crohn apresenta como o sintoma
mais comum no momento do diagnóstico a diarreia, seguida por sangramento, perda
de peso e dor abdominal. Os sinais mais comuns são febre, palidez, caquexia,
massas abdominais, fístulas e fissuras perianais.

Diagnóstico

Mais de 6 semanas de diarreia é o
critério sugerido como prazo útil para diferenciação com diarréia aguda
infecciosa. Nos exames radiológicos, os achados mais característicos são
acometimento do intestino delgado e presença de fístulas. A endoscopia mostra
tipicamente lesões ulceradas, entremeadas de áreas com mucosa normal,
acometimento focal, assimétrico e descontínuo, podendo também ser útil para a
coleta de material para análise histopatológica. A análise histológica pode
indicar acometimento transmural (quando da análise de
ressecções cirúrgicas), padrão segmentar e presença de granulomas não caseosos.

 

Tratamento

O tratamento da DC pode ser individualizado de acordo com a localização
da doença, o grau de inflamação e as complicações. Clinicamente, o tratamento
medicamentoso pode ser baseado em sulfassalazina, mesalazina e antibióticos,
porém estes não têm ação uniforme ao longo do TGI. Os corticosteróides,
imunossupressores e terapias anti-TNF parecem ter uma ação mais constante em
todos os segmentos gastrointestinais, assim a medicação vai ser indicada de
acordo com a situação. Em casos mais graves, se indica o tratamento cirúrgico
seja para tratar obstruções, complicações supurativas ou quando a doença não
responde ao tratamento medicamentoso.

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