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Resumo sobre Taquicardia por Reentrada Nodal e Ventriculares

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Índice

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A Taquicardia por Reentrada Nodal e as Taquicardias Ventriculares fazem parte das Arritmias Cardíacas, as quais devem ser descobertas e tratadas rapidamente para que não evoluam para quadros piores que acarretam morte súbita.

Neste resumo, você aprenderá as características dessas taquicardias e a diferenciá-las, além de reconhecer os seus achados no ECG.

Definição

As Taquiarritmias ocorrem quando a frequência cardíaca está acima de 100bpm, ou seja, quando em 1 min acontecem mais de 100 ciclos cardíacos. Essa anomalia acontece por diversos mecanismos e pode ser classificada entre Taquiarritmias Supraventriculares e Taquiarritmias Ventriculares.

As Taquiarritmias Supraventriculares são taquicardias cuja origem é no átrio ou no nó atrioventricular e uma delas é a Taquicardia por Reentrada Nodal.

É conveniente ressaltar que a Taquicardia por Reentrada Nodal é classificada como uma Taquicardia Paroxística Supraventricular (TPS), assim como a Taquicardia Atrial Paroxística e a Taquicardia de Reentrada Atrioventricular. Por isso que em frequências cardíacas muito elevadas é difícil diferenciar qual TPS o paciente está apresentando.

Já as Taquicardias Ventriculares são originadas abaixo do nó atrioventricular e podem ser classificadas em: Taquicardia Ventricular Monomórfica, Taquicardia Ventricular Polimórfica, Fibrilação Ventricular e Torsades de Pointes.

Figura 1: Anatomia do coração demostrando a localização do nó atrioventricular, dos átrios e dos ventrículos.
Fonte: https://cardiopapers.com.br/a-presenca-de-onda-p-no-ecg-quer-dizer-que-o-ritmo-e-sinusal-certo-errado-veja-os-motivos/

Taquicardia por Reentrada Nodal

A taquicardia por reentrada nodal é a mais frequente entre as taquicardias supraventriculares e ocorre por um mecanismo de reentrada elétrica nos átrios, que nesse caso acontece de baixo para cima.

Na maioria das vezes, essa arritmia acomete pessoas sem doenças cardíacas, tendo maior prevalência em mulheres adultas.

2.1 Manifestações Clínicas da Taquicardia por Reentrada Nodal (TRN)

O início e o térmico dessa taquiarritmia são abruptos – por isso, é definida como paroxística – e é possível que os indivíduos apresentem dispneia, palpitações, tontura, dor no peito e/ou ansiedade.

Ademais, um achado muito característico nesses pacientes é o “Sinal de Frog”, definido por uma sensação de palpitação na região cervical anterior. Essa manifestação é oriunda da contração atrial e ventricular que acontecem ao mesmo tempo, sincronicamente com as valvas atrioventriculares fechadas.

Alterações no ECG da Taquicardia por Reentrada Nodal (TRN)

Na TRN, a frequência cardíaca pode variar de 150 a 250 bpm e podemos observar as seguintes alterações no eletrocardiograma (ECG):

– Onda P (que demonstra a despolarização atrial) invertida ou oculta – por estar fundida ou muito próxima ao complexo QRS;

– Onda P invertida simulando outras ondas, sendo chamada de pseudo-R’ na derivação V1 e pseudo-S nas derivações inferiores (D2, D3 e aVF);

– O intervalo PR (que equivale o espaço entre o início da despolarização atrial até a despolarização ventricular) sendo maior que o intervalo RP (espaço entre o início da despolarização ventricular até a despolarização atrial), PR>RP.

Figura 2: ECG demostrando uma TRN com setas indicando a Pseudo S e a Pseudo R’ e com intervalo RP>PR.
Fonte: http://www.mairimed.com/artigos/taquicardias/

Taquicardias Ventriculares (TV)

Nas Taquicardias Ventriculares, a ativação do miocárdio, que deveria acontecer no átrio direito, acontece no ventrículo. Desse modo, o complexo QRS (que corresponde a despolarização ventricular) apresenta-se largo e anormal no ECG.

Um paciente que apresente uma taquicardia ventricular pode estar hemodinamicamente estável (relatando pouco ou nenhum sintoma), instável (apresentando síncope/pré-síncope) ou em parada cardíaca.

Como dito anteriormente, as principais classificações das Taquicardias Ventriculares são a Taquicardia Ventricular Monomórfica, Taquicardia Ventricular Polimórfica, Fibrilação Ventricular e Torsades de Pointes.

Taquicardia Ventricular Monomórfica (TVM) e Taquicardia Ventricular Polimórfica (TVP)

Quando ocorre três ou mais contrações ventriculares de forma prematura e uniforme no coração, definimos de Taquicardia Ventricular. Sua frequência é de 120 a 200 bpm e quando ela ocorre de forma sustentada, ou seja, com pelo menos 30 segundos, ela se torna uma emergência, pois pode evoluir para uma parada cardíaca.

No ECG, ao percebermos que as ondas que representando a TV têm um mesmo padrão ou são muito parecidas, definimos como Taquicardia Ventricular Monomórfica (TVM). Já ao apresentar uma mudança de aparência em cada batimento, classificamos de Taquicardia Ventricular Polimórfica (TVP).

A TVM está mais associada a infartos cicatrizados, enquanto a TVP está associada a isquemia coronariana aguda e infarto agudo do miocárdio.

Figura 3: Demostrando a diferença na Derivação II entre a TVM e a TVP.
Fonte: http://www.mairimed.com/artigos/taquicardias/

Fibrilação Ventricular

Essa é a arritmia mais frequente em adultos que evoluem para morte súbita e pode ter sido gerada por isquemia ou por alguma cardiomiopatia. Ela não possui complexos QRS verdadeiros e suas ondas têm uma conformação bizarra de frequência e amplitude variáveis, sua frequência chega a mais de 250bpm.

Na FV o coração não consegue produzir nenhum débito cardíaco, por isso, clinicamente ela é definida como uma parada cardíaca, precisando de ressuscitação cardiopulmonar e desfibrilação elétrica imediata.

Quadros de TV e de Torsades de Pointes podem evoluir para a Fibrilação ventricular (FV).

Figura 4: ECG demostrando uma Fibrilação Ventricular.
Fonte: https://pt.my-ekg.com/arritmias-cardiacas/arritmias-ventriculares.html

Torsades de Pointes (TdP)

Torsades de Pointes significa “torção de pontos” e indica um traçado no ECG em que o QRS é alargado e as ondas são polimórficas. Ela pode se parecer com uma Taquicardia Ventricular comum, mas os seus complexos QRS giram em torno de uma linha de base imaginária, alterando o eixo e amplitude. A percepção dessa diferença é importante pois os tratamentos da TV e da TdP são diferentes.

A frequência cardíaca gira em torno de 200 a 250 bpm, apresenta ritmo irregular e os complexos QRS tem as características citadas acima.

Os sintomas mais observados são tonturas, hipotensão, palpitações e síncope. A morte súbita pode ser o sintoma inicial em até 10% dos afetados e 50% dos casos são assintomáticos.

Geralmente, essa arritmia se reverte sozinha, mas pode evoluir para uma Fibrilação Ventricular.

Figura 5: ECG demostrando uma TdP com a sua torção a linha de base característica.
Fonte: https://www.medway.com.br/conteudos/taquicardia-ventricular-polimorfica-o-que-preciso-saber-e-como-maneja-la/

Mapa mental taquiarritmias

Conclusão

Conhecer os traçados no ECG característicos de cada arritmia cardíaca é de extrema importância, já que a conduta médica para cada caso deve ser de maneira diferente.

Além disso, algumas Taquicardias podem ser fatais, precisando de intervenção imediata, o que torna essencial o seu rápido reconhecimento.

Vale lembrar também que a fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso são ritmos chocáveis.

Para revisar:

– Taquicardias Supraventriculares são formadas no átrio ou nó atrioventricular.

– A Taquicardia por Reentrada Nodal é uma taquicardia supraventricular que apresenta FC de 150 a 250 bpm, onda P invertida ou oculta, quando há essa onda P retrógada, ela pode simular outras ondas (pseudo S e pseudo r’) e intervalo PR maior que o intervalo RP.

– Taquicardias Ventriculares são originadas abaixo do nó atrioventricular.

– As principais Taquicardias Ventriculares são a Taquicardia Ventricular Monomórfica, Taquicardia Ventricular Polimórfica, Fibrilação Ventricular e Torsades de Pointes.

– Taquicardia ventricular monomórfica tem FC de 120 a 200 bpm, pode evoluir para parada cardíaca se for sustentada, suas ondas apresentam um mesmo padrão.

– Taquicardia ventricular polimórfica tem FC de 120 a 200 bpm e suas ondas não possuem padrão de aparência.

– A fibrilação ventricular pode gerar morte súbita e deve ter rápida intervenção. Não produz débito cardíaco, não possui complexos QRS verdadeiros e as suas ondas são de aspecto bizarro.

– A Torsades de Pointes pode evoluir para FV. Sua frequência é em torno de 200 a 250 bpm, o QRS é alargado, as ondas são polimórficas e aparentam estar torcendo na linha de base.

Referências

THALER, Malcom S.; BURNIER, Jussara N.T. ECG essencial: eletrocardiograma na prática diária. 7. ed. Porto Alegre: Artmed.

STERNICK, Eduardo Back. Manual de ECG. Salvador: Sanar.

Torsade de Pointes – https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK459388/

Arritmias – https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5578/arritmias.htm

Taquicardia supraventricular – https://www.medway.com.br/conteudos/como-reconhecer-e-tratar-a-taquicardia-supraventricular/

Autora: Bianca Reis

Instagram: @biancareisf



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


 

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