INTRODUÇÃO
Existem 12 pares de nervos cranianos que são formados durante a 5ª e 6ª semana de gestação, sendo eles:
- Olfatório
- Óptico
- Oculomotor
- Troclear
- Trigêmeo
- Abducente
- Facial
- Vestibulococlear
- Glossofaríngeo
- Vago
- Acessório
- Hipoglosso
O Nervo trigêmeo é um nervo misto, ou seja, apresenta uma porção sensorial (sensibilidade da face e 2/3 anteriores da língua) e uma motora (inerva os músculos da mastigação). Ele é considerado o maior dos 12 pares craneanos, sendo dividido em 3 ramos: oftálmico, maxilar e mandibular. Suas fibras se originam no tronco cerebral e próximo ao ápice da parte petrosa do osso temporal é formado o gânglio trigeminal, onde o nervo se divide formando seus ramos.
NERVO OFTÁLMICO
O nervo oftálmico é responsável pela inervação , ele é o menor ramo e sai passa pela órbita na fissura orbital superior, se dividindo nos seguintes nervos:
- Etmoidal anterior
- Supra e infratroclear
- Supraorbital
- Ciliares curto e longo
- Frontal
- Lacrimal
Ele é responsável pela inervação da área oftálmica, ela se inicia na extremidade nasal, continuando bilateralmente até a glabela, engloba a região superior e inferior dos olhos, além disso, recobre a fronte, a porção anterior do escalpe e finaliza na metade do osso parietal.
Ocorre uma transmissão de impulsos nervosos de tato, dor e sensações térmicas, advindas da pele da pálpebra superior, da córnea, das glândulas lacrimais, da parte superior da cavidade nasal, da parte lateral do nariz, da fronte e da metade anterior do escalpo.
Existem dois reflexos que permitem avaliar se o nervo oftálmico está lesado, sendo o reflexo corneano e o reflexo palpebral. O corneano é testado quando o avaliador utiliza um pedaço de algodão para tocar a córnea, o resultado esperado em pacientes que não apresentam lesão no nervo oftálmico é que ambos os olhos se fechem. O palpebral é desencadeado quando o avaliador toca o canto nasal do olho do paciente, espera-se que ele pisque os olhos quando não apresenta uma lesão no nervo.
Zóster oftálmico acontece devido a reativação do vírus varicela zoster, que acometeu a pessoa em uma infecção pregressa. Pode apresentar sinais e sintomas graves, como ceratite e/ou uveíte. O quadro se inicia com um formigamento na testa, que com o passar do tempo, surge um exantema doloroso na fronte, podendo apresentar dor ocular intensa, hiperemia conjuntival, edema corneano e fotofobia. Ela pode gerar complicações no paciente após o tratamento, como glaucoma e catarata. Além disso, o seu estado pós doença, está relacionado com alguns casos de neuralgia do trigêmeo, em que o paciente apresenta episódios de dor súbita e lancinante, devido a uma hipersensibilidade do nervo trigêmeo.
Autora: Alice Loiz
Instragram: @aliceloiz
O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.
Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.
Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.
REFERÊNCIAS
Sobotta – Atlas de Anatomia Humana
Netter – Atlas de Anatomia Humana
Tortora & Derrickson – Príncipios de Anatomia e Fisiologia
Keith L. Moore – Embriologia Básica
Celmo Celeno Porto – Vademecun de Clínica Médica