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Resumo sobre insuficiência mitral | Ligas

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  Introdução

A Insuficiência Mitral pode ser resultado de anormalidade ou um processo de doença que afete um ou mais de cinco componentes funcionais do aparelho valvar mitral: Cúspides, Anel, Cordas tendíneas, Músculos papilares e Miocárdio subjacente.

  Pode ocorrer em quadro de Infarto Agudo do
Miocárdio – com ruptura do músculo papilar, como consequência de traumatismo
torácico fechado ou no curso de Estenose Mitral, devido a perfuração – ou
destruição dos folhetos.

 É possível ocorrer Insuficiência Mitral transitória durante períodos de Isquemia Aguda e crises de Angina Pectoris.

Causas de insuficiência mitral

As principais causas de Insuficiência Mitral são:

Insuficiência Mitral Aguda:

  • Estenose mitral;
  • Ruptura do músculo papilar (pós-IAM);
  • Ruptura das cordas tendíneas / instabilidade das cúspides (PVM,EI);
  • Traumatismo torácico.

Insuficiência Mitral Crônica:

2.1- Primária: afetando o folheto e as cordas tendíneas

  • Degeneração mixomatosa (PVM, doença de Barlow, forma frusta);
  • Febre reumática;
  • EI (cicatrizada);
  • Congênita (fenda, canal AV);
  • Radiação.

2.2- Secundária: folhetos e cordas são “espectadores inocentes”)

  • Miocardiopatia isquêmica;
  • Miocardiopatia dilatada;
  • Miocardiopatia hipertrófica obstrutiva com movimento sistólico anterior;
  • Fibrilação atrial crônica com aumento do átrio esquerdo e dilatação do anel

2.3- Calcificação do anel

Fisiopatologia de insuficiência mitral

  A compensação inicial a Insuficiência Mitral
é o esvaziamento completo do Ventrículo Esquerdo.

O volume do
VE aumenta à medida que aumenta a intensidade da regurgitação.

Esse aumento
no volume é acompanhado pela redução do débito cardíaco.

Como a
fração de ejeção aumenta na IM grave, mesmo com a função normal do VE, qualquer
redução reflete significativamente na disfunção.

Durante o
início da diástole, a medida que o AE distendido se esvazia, ao mesmo tempo em
que existe a ausência de estenose mitral, é possível observar uma deflexão y mais rápida. E dessa forma
conseguimos, na clínica, auscultar um sopro mesodiastólico e B3.

  • Complacência do Átrio esquerdo
  • Nos casos de IM aguda grave: o volume
    regurgitante entra em um AE de tamanho normal com complacência normal ou
    reduzida. Aumentando, assim, as pressões no AE;
  • Nos casos de IM crônica grave: ocorre
    dilatação do AE, aumento da complacência e pouco ou nenhum aumento nas pressões
    venosa pulmonar e AE.

Quadro clínico e diagnóstico de insuficiência mitral

  • Pacientes com IM crônica leve a moderada:
  • Assintomáticos.
  • Pacientes com IM crônica grave:
  • Fadiga, dispneia aos esforços e
    ortopneia.
  • PA normal (mesmo com pulso carotídeo
    em fase de ascensão aguda de baixo volume); Possível palpar frêmito sistólico
    no ápice cardíaco, VE se apresenta hiperdinâmico com impulso sistólico ativo e
    presença de b3 palpável e ictus cordis encontrado lateralmente.  
  • b1 ausente
  • Pacientes com IM associada a doença vascular pulmonar e
    hipertensão pulmonar:
  • Insuficiência cardíaca direita,
    congestão hepática dolorosa, edema no tornozelo, turgência jugular, ascite e
    insuficiência tricúspide secundária.
  • Pacientes com IM aguda grave:
  • Edema agudo de pulmão.
  • PA reduzida com estreitamento da
    pressão de pulso, pressão venosa jugular normal ou aumentada, ictus cordis não se apresenta deslocado
    e sinais de congestão pulmonar evidentes.
  • b4 audível
    quando em pacientes que estejam em ritmo sinusal

Tratamento de insuficiência mitral

IM crônica grave:

Anticoagulação
com varfarina ou agente oral direto deve ser administrada se houver FA. Os
anticoagulantes orais diretos não devem ser usados se também houver EM
reumática ou pacientes com prótese valvar mecânicas.

IM aguda grave:

Os pacientes
precisam ser estabilizados e preparados com urgência para cirurgia. Diuréticos
e vasodilatadores intravenosos e suporte mecânico podem ser necessários nos
pacientes com ruptura do músculo papilar pós IAM ou IM aguda grave.

Pacientes assintomáticos com IM grave:

Evitar
exercícios isométricos. 

Pacientes com IM e história prévia de EI:

Profilaxia
antibiótica.

Tratamento cirúrgico é avaliado para cada caso.

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Autora:

Ana Luiza Rocha Costa Stoco

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