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Hipogonadismo masculino: o que é, sintomas e mais | Ligas

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Confira neste artigo tudo que você precisa saber sobre hipogonadismo masculino, seus sintomas, manifestações clínicas e mais.

Define-se o hipogonadismo masculino como uma síndrome clínica onde há incapacidade de produzir não só testosterona nas concentrações fisiológicas, como também espermatozoides em quantidades normais ou, ainda, ambas as funções prejudicadas.

Divide-se o hipogonadismo em duas classes, o hipergonadotrófico (primária) e o hipogonadotrófico (secundário). O primário manifesta-se nos testículos, enquanto o secundário, por sua vez, apresenta-se com uma produção deficiente devido a insuficiência da secreção de gonadotrofinas, gerando uma perturbação hipotalâmica ou hipofisária.

A testosterona no Hipogonadismo Masculino

Em níveis séricos, a testosterona sofre algumas variações, a depender do período do dia, período sazonal e idade do paciente. Além disso, alguns medicamentos, como glicocorticoides e opiáceos, podem atuar nos níveis de testosterona tanto por vias centrais quanto por vias periféricass.

A testosterona total em níveis sérios sofre influência da globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), que apresenta variações a depender da idade, uso de medicamentos e presença de comorbidades.

A testosterona liga-se à SHBG ou à albumina para circular na correte sanguínea. Dessa forma, transporta-se a testosterona no plasma em homens adultos jovens da seguinte maneira: entre 40 e 60% está ligada à SHBG; entre 35 e 40% liga-se à albumina; entre 0,5 e 3% é transportada de forma livre. 

Portanto, a dosagem de testosterona plasmática possui uma parte ligada à SHBG e, assim, pode falsamente aumentar ou diminuir na presença de condições que elevem ou diminuam a SHBG. A ligação de testosterona com à albumina, por sua vez, é fraca, favorecendo uma rápida e fácil separação. Em consequência disso, a soma de testosterona livre e da fração ligada à albumina é chamada de testosterona biodisponível, fornecendo um “mapa” mais completo do hormônio.

Fatores que modificam os níveis de SHBG

Alguns fatores são responsáveis por aumentarem ou diminuirem os níveis de SHBG, entre eles:

  • Aumento da SHBG – Envelhecimento, hiperestrogenismo endógeno e exógeno, deficiência androgênica, hipertireoidismo, uso de anticonvulsivantes, hepatite, cirrose, anorexia nervosa, estresse prolongado, deficiência de GH, porfiria.
  • Diminuição da SHBG – Obesidade, hiperinsulinemia, hipotireoidismo, terapia com androgênios, uso de progestógenos, corticoterapia, acromegalia, síndrome nefrótica, mutação no gene SHBG.

Manifestações clínicas do Hipogonadismo Masculino

As manifestações clínicas do hipogonadismo masculino dependem de qual fase encontra-se o início do hipogonadismo.

Segundo e terceiros mês do desenvolvimento fetal

Os pacinentes podem apresentar-se com graus variados de ambiguidade genital e pseudohermafroditismo masculino.

Terceiro trimestre

Nesse período, pode acontecer criptorquidismo ou, ainda, micropênis.

Período pré-puberal

Nessa fase, pode haver deficiência androgênica e, consequentemente, falta de virilização e hábito eunucoide. Além disso, outros sintomas incluem voz fina, falta de massa muscular, falta de pelos pubianos, axilares e em dorso, porém, com presença de pelos mais concentrados em regiões de face, tórax e abdome.

Fase puberal

A deficiência de testosterona que tem início na puberdade não apresenta sinais e sintomas evidentes.

Todavia, pode ocorrer ausência de estiramento de crescimento devido ao IGF-1 e outros fatores de crescimento. Dessa forma, como consequência, há uma desproporção dos ossos longos de membros inferiores e superiores comparados com esqueleto axial, gerando uma envergadura maior que a altura, que denomina-se hábito eunucoide.

Início pré-puberal

Entre as alterações dessa fase estão: volume testicular < 5 cm, micropênis, e criptorquidismo, escroto hipopigmentado e ausência de rugas escrotais.

Além disso, os pacientes podem cursar com ginecomastia, próstata pequena, proporções eunucoides, diminuição da pilificação corporal, voz aguda, diminuição de libido e disfunção.

Por fim, podem ocorrer manifestações como diminuição da massa óssea e da massa muscular, defeitos nos campos visuais (em casos de massas selares) e anosmia (síndrome de Kallmann).

Início pós-puberal

As principais manifesações dessa fase são:

  • diminuição de libido e disfunção erétil;
  • diminuição das ereções espontâneas;
  • diminuição do volume testicular;
  • ginecomastia;
  • fogachos;
  • diminuição da massa óssea e da massa muscular;
  • diminuição da pilificação axilar e pubiana;
  • diminuição da frequência de fazer a barba;
  • galactorreia (se houver um prolactinoma);
  • defeitos nos campos visuais (se houver um tumor grande na região selar). Além disso, pode haver perda de altura ou fratura aos mínimos traumatismos (devido à osteoporose);
  • Por fim, alterações mais sistêmicas também podem ocorrer, incluindo diminuição da massa muscular, diminuição da energia e da motivação.

Os sinais e sintomas causados pela deficiência de testosterona que iniciam-se após a puberdade não são tão evidentes. Dessa forma, a Endocrine Society classifica-os em mais específicos ou menos específicos:

  • Mais específicos – Ginecomastia, diminuição da libido, diminuição das ereções espontâneas, disfunção erétil, diminuição dos pelos corporais, diminuição da massa óssea e fogachos.
  • Menos específicos – Redução da massa muscular, aumento da gordura corporal, alterações do humor, diminuição da capacidade de concentração, distúrbios do sono, astenia, anemia leve (normocrômica e normocítica).

No hipogonadismo de longa duração, por sua vez, existem alguns sinais e sintomas, como diminuição do crescimento dos pelos faciais, atrofia de testículos e da próstata, episódios de fogachos com sudorese são fortes indicativo e, por fim, fácies hipogonádica.

Abordagem do Hipogonadismo Masculino

A abordagem do hipogonadismo masculino envolve uma anamnese detalhada, bem como exame físico direcionado e, por fim, exames laboratoriais que auxiliem na confirmação da suspeita.

Anamnese no hipogonadismo masculino

Durante anamnese, deve-se perguntar sobre:

  • Período de descida testicular;
  • Desenvolvimento puberal;
  • Frequência de depilação;
  • Presença de modificações na pilificação corporal;
  • Doenças sistêmicas presentes ou prévias;
  • Alterações do olfato (por exemplo, anosmia ou hiposmia) ou da visão;
  • Hábitos sexuais;
  • Doenças sexualmente transmissíveis;
  • Infecções geniturinárias;
  • Tumores da região selar;
  • Realização de cirurgias ou radioterapia;
  • Uso de medicação;
  • Uso de droga e álcool;

Exame físico no hipogonadismo masculino

Durante o exame físico, por sua vez, torna-se importante:

  • Analisar se o paciente tem hábito eunucoide;
  • Avaliar distribuição de pelos no corpo inteiro;
  • Observar presença de rugas faciais, ginecomastia e galactorreia;
  • Testar alterações no campo visual;
  • Avaliar tamanho do pênis e do testículo;
  • Observar presença de massas intratesticulares e anormalidades do epidídimo;
  • Presença de varicoceles, hidrocele ou hérnias.
Fonte: Dra Dimona Macedo

Quando realizar exames laboratoriais

Deve-se realizar exames laboratoriais quando o paciente apresentar sinais e sintomas de hipogonadismo masculino. Porém, nos idosos, é importante avaliar outras doenças com sinais e sintomas semelhantes.

Portanto, para o diagnóstico laboratorial do hipogonadismo, indica-se a realização da dosagem de testosterona total sérica, na qual a coleta do exame deve ser realizada no período da manhã, pois fisiologicamente os níveis desse hormônio estão mais altos. Além disso, recomenda-se não realizar o exame quando o paciente estiver com uma doença aguda ou subaguda reversível.

Em caso de SHBG alterado, por sua vez, indica-se dosar a testosterona livre.

Os valores de referência para o hipogonadismo masculino são controversos. Porém, a maioria aceita que níveis ≥ 350 ng/mℓ excluem o diagnóstico, enquanto concentrações séricas < 230 ng/mℓ confirmam o hipogonadismo.

Por fim, existem outros exames laboratoriais que podem ser solicitados na suspeita de hipogonadismo masculino, entre eles:

  • FSH e LH – Níveis elevados são sugestivos de hipogonadismo primário, enquanto níveis baixos ou “normais” são sugestivos de hipogonadismo secundário.
  • T4 livre.
  • Cortisol.
  • IGF-1.

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Sugestão de leitura complementar

Autor(a) : Paulo Flores Dotto

Revisor(a): Luccas Pedro Panini- @ dr.luccaspanini

Orientador(a): Dr. Rodrigo Dias

Liga: Liga do Trauma São Leopoldo Mandic Araras (LTSLMA)

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