Anúncio

Resumo: Hemofilia | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Definição

A hemofilia é um distúrbio hereditário recessivo ligado ao sexo na qual há deficiência nas proteínas da via intrínseca da coagulação o que gera uma formação inadequada de trombina em locais de lesão vascular. Ela pode ser caracterizada em hemofilia A, a qual o feito é no fator de coagulação VIII (fator anti-hemofílico) ou hemofilia B, em que o defeito é no fator IX (fator antihemofílicoB, ou fator Christmas).

Epidemiologia

As hemofilias A e B são doenças determinadas por alterações no cromossomo X, logo atingem majoritariamente o sexo masculino, e estimasse que os casos ocorram em 1 por 5.000 e 1 por 30.000 recém-nascidos do sexo masculino, respectivamente.

Há maior incidência de hemofilia A por conta da maior quantidade de DNA “em risco” para mutação no gene do fator VIII (186.000 pares de bases) comparado com o gene do fator IX (34.000 pares de bases).

Tem um índice mais alto se comparado a doenças autossômicas recessivas, as quais aumentam a frequência diante de relação consanguíneas.

Fisiopatologia

Os genes responsáveis pela manifestação da doença, fatores VIII e IX, estão localizados no braço longo do cromossomo X. Homens com alelo defeituoso em seu único cromossomo X transmitem esses genes a todas as suas filhas, que são portadoras obrigatórias, mas a nenhum de seus filhos, pois se trata de uma doença recessiva. Metade dos filhos das mulheres portadoras obrigatórias que herdarem o cromossomo X defeituoso desenvolve o distúrbio de coagulação   e metade das filhas serão portadoras obrigatórias.

As mulheres portadoras podem manifestar sintomas similares à hemofilia caso os alelos no cromossomo X sejam inativados de modo desigual (lionização. A hemofilia feminina pode surgir como resultado da combinação entre um homem hemofílico e uma mulher portadora (homozigoto para o gene defeituoso do fator VIII ou fator IX) ou em mulheres portadoras que têm o cariótipo 45 XO (síndrome de Turner) e são hemizigotos para o gene defeituoso da hemofilia.

As hemofilias são causadas por mais de uma mutação, sendo já comprovadas mutações pontuais missense e nonsense, deleções e inversões, sendo as duas primeiras responsáveis por manifestações mais brandas da doença. A forma mais grave da doença se manifesta, majoritariamente, quando há inversão no intron 22, resultando em recombinação e da translocação do DNA dentro do intron 22 do gene do fator VIII, com áreas de DNA “não funcional” extragênico, mas homólogo, localizadas a distância do intron 22.

Quadro Clínico

É caracterizada por hemorragia incontrolável após lesões dos tecidos, podendo haver manifestações mais graves como eventos hemorrágicos espontâneos frequentes nas articulações (hemartrose) e tecidos moles e por hemorragia profusa com traumatismo ou cirurgia. Pela análise clínica as hemofilias A e B são indistinguíveis entre si. Quanto menos níveis séricos circulantes de atividade coagulante dos fatores VIII ou IX, maior é a gravidade da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico de hemofilia é suspeito com base na história familiar e pessoal de sangramento e detecção laboratorial de prolongamentos do TTPa (com o TP normal). É confirmada pela dosagem da atividade do fator VIII ou IX plasmática reduzida significativamente. Porém, o TTPa não é suficientemente sensível ao teste de triagem para ser prolongado em hemofílicos leves, nos quais o nível do fator VIII é algumas vezes maior que 30% do normal.

Tratamento

O tratamento consiste na reposição de proteína dos fatores de coagulação (VIII e IX) defeituosos ou ausentes no organismo. O diagnóstico prévio é fundamento para uma maior efetivação do tratamento.

Autores e revisores

Autor: Bruna Pena Mauricio Santana

Revisor: Bruna Andressa da Silva de Freitas

Liga: Liga Baiana de Emergência

Insta: @lbeunifacs

O texto acima é de total responsabilidade do(s) autor(es) e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências

GOLDMAN, L. AUSIELLO, D. Cecil Medicina. 24ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier Sauders, 2018.

ZAGO, MA, FALCÃO, RP, PASQUINI, R. Tratado de hematologia. 1ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2013.

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀