Anúncio

Resumo: Escherichia coli | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Introdução

A bactéria Escherichia coli é classificada, de acordo com a coloração de Gram, como Gram negativa, pois possui uma fina camada de parede celular e se cora de vermelho. Por outra óptica, quanto à morfologia celular é considerada como bacilo, por ter a forma de um bastonete. Além disso, vale ressaltar que essa bactéria é considerada comensal do nosso organismo (intestino), ou seja, pertence a nossa microbiota intestinal.

Contudo, diversa cepas exógenas patogênicas podem causar infecção levando o indivíduo a ter diarreia, que ainda é considerada uma das causas de morte no Brasil (3 milhões de casos com 5000 mortes anuais).

Por fim, vale ressaltar que existem inúmeros patótipos que causam a diarreia por mecanismos diferentes, entre os patótipos que se destacam, tem-se a E. coli enteropatogênica (EPEC), E. coli enterotoxigênica (ETEC), E. coli enterohemorrágica (EHEC), E. Coli enteroinvasiva (EIEC) e  E. coli enteroagregativa (EAEC).

Classificação

1. E. coli enteropatogênica (EPEC)

Essa cepa bacteriana está intrinsecamente associada a surtos de diarreia em berçários, uma vez que é uma das principais causas de diarreia em lactentes, principalmente em países em desenvolvimento. Além disso, costuma ser rara em crianças maiores e adultos.

Vale ressaltar que quando a infecção é instalada, ocorre uma firme adesão a superfície do enterócito, causando um aplainamento (mudança na morfologia celular), o que ocasiona na perda das microvilosidades, que por sua vez acarreta em uma má absorção dos nutrientes da dieta humana.

Por fim, é mister relatar que um dos seus mecanismos de patogenicidade se dar por intermédio da ilha de patogenicidade LEE (Locus of Enterocyte Effacement), que codifica o Sistema de Secreção do tipo 3 (“injeção intramolecular”) o qual promove a lesão attaching and effacing (AE) no intestino grosso devido as proteínas injetadas pelo sistema.

2. E. coli enterotoxigênica (ETEC)

Essa cepa bacteriana, geralmente, causa diarreia aquosa, conhecida pela diarreia dos viajantes, pois a principal via causadora dessa enfermidade é a oral, por meio de alimentos.

Além disso, é fulcral ressaltar que essa infecção necessita de um inóculo alto (alta quantidade de bactérias), sendo dessa forma um importante marcador de índice de desenvolvimento social nos países subdesenvolvidos.

É válido relatar que a cepa susodita possui um alto grau de patogenicidade, tendo em vista que produz enterotoxinas, como a LT-1 (termolábeis), semelhante a toxina colérica, e a ST-1 (termoestável). Tais cepas são endocitadas e levam a hipersecreção de líquidos e de eletrólitos.

3. E. coli enterohemorrágica (EHEC)

Essa cepa bacteriana é mais comum em países desenvolvidos, geralmente é transmitida pela água ou alimentos (carnes, leites, frutas e legumes). É válido ressaltar que essa cepa possui um inóculo baixo, ou seja, uma pequena quantidade de bactérias é suficiente para causar a infecção, cerca de 100 bactérias.

Nesse sentido, o sorogrupo mais importante para a clínica e situação de saúde é o O157:H7. Outrossim, essa cepa produzem a toxina Shiga (Stx-1 ou Stx-2), semelhante a toxina da Shigella dysenteriae, a qual causa lesão por adesão e destruição das microvilosidades, tal patogênese é obtida por meio de um bateriófago.

Seguindo essa linha de raciocínio, tal hipersecreção de líquidos e perda de eletrólitos, devido a destruição de de células endoteliais glomerulares, as quais levam o depósito de trombina e ativação plaquetária, diminuindo a filtração renal e levando a produção de citocinas.   

4. E. coli enteroinvasiva (EIEC)

Essa cepa possuem plasmídeos com genes, o que confere a sua patogênse, levando a invasão e destruição do epitélio colônico, permitindo a invasão e a mobilidade intracelular da bactéria, transmitindo de célula a célula.

5. E. coli enteroagregativa (EAEC)

Por fim, a cepa EAEC ainda não possui uma patogênese muito bem definida, mas sabe-se que ela causa uma adesão de padrão agregativo (“tijolos empilhados”), o que promove a lesão de microvilosidades, diminui a absorção de nutrientes, estando associada ao retardo do crescimento e baixo peso nas crianças. Segundo a literatura nenhuma toxina foi detectada nessa cepa.

Diagnóstico Laboratorial

A principal forma de diagnóstico é por meio da coprocultura e sorotipagem. Quanto a coprocultura, os meios de cultura usados são ágar EMB/ Teague e Ágar MacConkey (lactose +). Quanto a sorotipagem, funciona por meio da identificação de cepas de Escherichia coli, por meio de técnicas imunológicas, identificando os anticorpos e/ou antígenos no soro do paciente.

Confira o vídeo:

O texto acima é de total responsabilidade do(s) autor(es) e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Autores, revisores e orientadores:

Autor(a): David Ximenes, @david_ximenes_

Revisor(a): Raíza Pereira – @raizapereira

Orientador(a): André Ferreira Lopes

Referências:

CARROLL, Karen C; BUTEL, Janet S; MORSE, Stephen A; MIETZNER, Timothy A. Microbiologia médica de Jawetz, Melnick e Adelberg.. Sao Paulo: AMGH, 2014.

MURRAY, Patrick R. Microbiologia Médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

SCHAECHTER, Moselio et al. Microbiologia: Mecanismos das doenças infecciosas.. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

TRABULSI, Luiz Rachid; ALTERTHUM, Flavio. Microbiologia. 5.ed. São Paulo: Atheneu, 2008.

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀