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Resumo dos Inibidores da Bomba de Prótons | Ligas

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Definição

Sabe-se que a bomba de prótons ligada
à membrana é a etapa final da secreção de ácido gástrico. Os inibidores de
bomba de prótons (IBP) se ligam à enzima H+/K+-ATPase e suprimem a secreção de
íons hidrogênio para o lúmen gástrico.

Apresentação dos inibidores da bomba de prótons

Existem seis tipos de IBP para uso
clínico, são eles: omeprazol, lansoprazol, dexlansoprazol, esomeprazol,
rabeprazol e pantoprazol, todos disponíveis em formulações orais. Apresentações
intravenosas são encontradas tanto para o esomeprazol, quanto para o
pantoprazol.

Mecanismos de ação

No lúmen estomacal a liberação de ácido clorídrico é feita através da enzima
H+/K+-ATPase (bomba de prótons), que fica localizada nos canalículos das
células parietais. Para que essa enzima seja ativada, depende de três estímulos
principais: histamina, gastrina e acetilcolina.

O mecanismo de ação dos inibidores da bomba de prótons acontece por meio
da inibição da enzima H+/K+-ATPase, fazendo com que ocorra o bloqueio da
secreção ácida do estômago, impedindo a troca de H+ e K+, já que a produção
ácida ocorre por meio dessa troca. Assim, aumentam o pH do suco gástrico, sendo
assim se diferenciam no tratamento de doenças gástricas justamente por inibir o
último passo da produção de ácido clorídrico.

Ademais, para que ocorra a inibição da enzima H+/K+-ATPase, esse fármaco
funde-se com o receptor da enzima por meio de uma ligação covalente com os resíduos
de cisteína, fazendo com que a bomba de prótons não se regenere, assim a
produção de ácido será garantida somente após a síntese de uma nova enzima. Por
cerca de 24 a 48 horas essa inibição irreversível atua com ação localizada.

Farmacocinética e Farmacodinâmica
dos inibidores da bomba de prótons

Farmacocinética

Todos esses fármacos são
eficazes por via oral. Para que se tenha um efeito máximo, devem ser ingeridos
entre 30 e 60 antes do dejejum ou da refeição principal do dia (maior). Alguns
são disponibilizados em formulações Intravenosas, como o Esomeprazol,
lansoprazol e pantoprazol. Apesar de terem meia-vida de poucas horas no plasma.
Eles têm duração mais longa de ação em razão da fixação covalente à enzima
H+/K+-ATPase.

Farmacodinâmica

os IBP inibem a secreção
tanto em jejum como também estimulada por uma refeição, já que bloqueiam a
bomba de prótons, via comum final de secreção de ácido. os IBP inibem 90 a 98%
da secreção de ácido em 24 horas, quando administrados em doses convencionais.
Quando administrados em doses equivalentes, os diferentes agentes exibem pouca
diferença na sua eficácia clínica.

Indicações

Os inibidores de bomba
de prótons estão indicados em casos de:

  • Doença
    por refluxo gastroesofágico (DRGE)
  • Doença
    ulcerosa péptica (úlceras associadas a infecções por H. pylori, ao uso de AINEs
    e na prevenção da recorrência de sangramento das úlceras pépticas)
  • Dispepsia
    não ulcerosa
  • Prevenção
    do sangramento da mucosa relacionada ao stress
  • Gastrinoma
    e outros distúrbios de hipersecreção

Efeitos adversos

Embora os
inibidores de bomba de prótons sejam extremamente seguros, alguns efeitos
adversos foram relatados, tais como: diarreia, dor abdominal e cefaleia.

Em
tratamentos prolongados, pode haver diminuição dos níveis de vitamina B12, além
de aumentar o risco de fraturas em quadril. Estes tratamentos de longa duração,
em pacientes infectados por H. pylori,
provocam aumento da inflamação crônica no corpo gástrico e diminuição da
inflamação no antro.

Foram
relatados casos de hipomagnesemia grave, porém desconhece-se o mecanismo de
ação. Há também indícios de que o uso do IBPs aumente o risco para infecções
respiratórias e intestinais.

Interações medicamentosas

A redução da acidez gástrica pode
modificar a absorção de fármacos como cetoconazol, itraconazol, digoxina e
atazanavir. O metabolismo da varfarina, da fenitoína e do diazepam podem ser
inibidos pelo uso do omeprazol. O metabolismo do diazepam também pode ser
diminuído pelo esomeprazol.

A depuração da teofilina pode ser
intensificada pelo uso do lansoprazol. Já o rabeprazol e o pantoprazol não
demonstram interações medicamentosas significativas.

Autores, revisores e orientadores:

Autor(a): Flávia Gazineo Accioli Ramos – @flaviaaccioli

Coautor(a): Lainne Santos Cirilo de Sousa – @lainnecirilo

Revisor: Luana Clara Braid Araújo – @luanabraid

Orientador(a): Leonardo Matthew –
@leonardomatthew

Liga: Liga Acadêmica de Emergências Clínicas e
Cirúrgicas – LAECC – @laeccunime

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