Confira neste um post um resumo completo sobre vitiligo – da definição aos tipos de tratamento!
Doença progressiva representada por manchas acrômicas, isto é, despigmentação da pele devido a diminuição ou ausência total de melanócitos epidérmicos (células responsáveis pelo desenvolvimento da melanina, a qual é um pigmento que dá coloração à pele, aos cabelos e aos olhos) nas partes afetadas, possuindo bordas que são bem delimitadas, com tamanhos e formas diversas.
Acometendo especialmente nas áreas periorificiais (ao redor dos olhos, nariz, lábios e genitália), nas mãos, nos pés, nas faces flexoras dos punhos, tornozelos, cotovelos, joelhos e nas grandes dobras cutâneas.
Outrossim, é válido ressaltar que o vitiligo não é contagioso e não é prejudicial à saúde física. Entretanto, as manchas da doença podem afetar a qualidade de vida do paciente e na sua autoestima. Por isso, é importante recomendar o acompanhamento psicológico.
Resumo vitiligo: a epidemiologia
As lesões do vitiligo pode estar presente em todas as idades, porém geralmente ocorre mais em indivíduos entre 10 a 30 anos de idade e acometendo 1% da população.
Etiologia
As causas da patologia não estão determinadas de forma explícita. Porém, pode estar relacionada as manifestações autoimunes e fatores como mudanças ou traumas emocionais. Podem estar entre os motivos que estimulam ou intensificam a doença. Somente 20% das pessoas afetadas possuem histórico familiar
Resumo vitiligo: quais são os sintomas?
A sintomatologia presente no vitiligo são as lesões acrômicas. No entanto, algumas pessoas informam sentir sensibilidade e dor na área afetada.
Ademais, os pelos podem ser ocasionalmente atingidos, ocorrendo assim, a leucotriquia (clareamento dos cabelos ou pelos). Isso significa o clareamento dos pelos, abrangendo sobrancelhas, cílios e pelos pubianos. O prurido ou inflamação dificilmente está presente.
Fisiopatologia
Há diversas teorias que foram sugeridas e ainda há sugestão para explicar a perda de pigmentos de cor que resultam nas manchas claras.
Essas hipóteses envolvem a:
- presença de autoanticorpos;
- ação de células T citotóxicas;
- “autodestruição” dos melanócitos por produtos intermediários da melanogênese;
- defeitos intrínsecos e extrínsecos dos próprios melanócitos ou da unidade epidermo-melânica,
- além de prováveis alterações nas terminações nervosas.
Resumo vitiligo: classificação
O vitiligo pode ser classificado segundo com suas propriedades físicas:
I – Vulgar: quando atinge mais que 10% do todo, ou seja, grandes áreas; localizada ou não; é assimétrica.
II – Segmentar: é quando há manchas acrômicas apenas unilateralmente.
III – Universal: quase toda a pele é acometida, incluindo pelos e mucosas.
IV – Focal: quando há apenas uma macha em um único local da pele ou mucosa; mesmo sendo estável, pode ou não evoluir para os outros tipos.
Resumo: diagnóstico de vitiligo
Para diagnosticar tal doença é essencial a clínica da doença, pois as manchas hipopigmentadas têm, geralmente, localização e distribuição características.
A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nos bordos da lesão, e o exame com lâmpada de Wood (aparelho diagnóstico para verificar a presença de lesões na pele) pode ajudar na detecção da doença em pacientes de pele branca.
Análises sanguíneas deverão incluir um estudo imunológico que poderá revelar a presença de outras patologias autoimunes como hepatite autoimune e doença de Addison ou doenças da tireoide. O histórico familiar do Vitiligo também é indicado.
Salienta-se que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Ele irá determinar o tipo de vitiligo do paciente, verificar se há alguma doença autoimune associada e indicar a terapêutica mais adequada.
Diagnóstico Diferencial
As patologias consideradas que fazem diagnóstico diferencial do vitiligo é primeiramente a leucodermia química. Devido a compostos citotóxicos aos melanócitos (p. ex., catecóis, fenóis), leucodermia do melanoma (um sinal de bom prognóstico se visto em associação com a imunoterapia, mas uma indicação para excluir metástases se ocorre espontaneamente) e leucodermia da esclerodermia com retenção da pigmentação perifolicular.
Resumo: tratamento vitiligo
O objetivo do tratamento é parar o aumento das lesões (estabilização do quadro) e também a repigmentação da pele. Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides.
A fototerapia com radiação ultravioleta B banda estreita (UVB-nb) é indicada para quase todas as formas de vitiligo, com resultados excelentes, principalmente para lesões da face e tronco.
Pode ser usada também a fototerapia com ultravioleta A (PUVA). Também se pode empregar tecnologias como o laser, bem como técnicas cirúrgicas ou de transplante de melanócitos.
Tratamentos mais comuns
- Fototerapia: quando realizadas com raios UVA e UVB, ajudam na migração e proliferação de melanócitos e ajudam também na melanogênese.
- Excimer laser: auxilia na eliminação de grande parte das células in-flamatórias e estimula a produção de melanócitos.
- Inibidores de calcineurina: são imunomoduladores.
- Análogos de vitamina D: ativos parecidos com vitamina D estimulam a melanogênese.
- Antioxidantes: quando combinados com outros fatores e tratamentos, ajudam significativamente na fabricação de melanina.
- Cirurgias: o médico remove pequenas partes da pele com a pigmentação original e coloca sobre as partes do corpo que já perderam a cor.
- Autobronzeadores: servem como coadjuvantes e ajudam a fazer uma maquiagem corretiva.
- Micropigmentação: a técnica introduz pigmento na pele com agulhas específicas, que permite disfarçar a diferença de coloração da pele.
Resumo: prevenção ao vitiligo
Pacientes precisam impedir fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como
- usar roupas apertadas, ou que provoquem atrito ou pressão sobre a pele,
- diminuir a exposição solar.
- Conter o estresse é outra forma de prevenir.
Autor(a): Laryssa Ribeiro Cardoso – @laryssaribeirocardoso
O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.
Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.
Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.
Referências usadas no resumo sobre vitiligo
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Disfunções dermatológicas aplicadas à estética [recurso eletrônico] / Daniela Fassheber … [et al.]; [revisão técnica : Mônica Kuplich, Lucimar Filot da Silva Brum]. – Porto
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