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Resumo de Suporte avançado de vida | Colunistas

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ABCD do SAV:

A – (AIRWAYS) Via aérea avançada:

É obtida por intubação orotraqueal ou dispositivo extraglótico (ex. máscara laríngea, tubo duplo esôfago-traqueal ou tubo laríngeo).

A Intubação orotraqueal é indicada nas seguintes situações:

-Vítima incapaz de proteger vias-aéreas (ECG< 9);

-Necessidade de altas concentrações de oxigênio;

-Trauma crânioencafálico requerendo hiperventilação;

-Queimadura de vias aéreas como profilaxia;

-Após o segundo choque quando FV/TV;

-Precocemente em caso de assistolia ou AESP, tratando a hipoxemia.

Após realizado a técnica da intubação, devemos avaliar a posição do tubo, averiguar se o tubo encontra-se na traqueia e se não há intubação seletiva.

Para isso realizamos a ausculta em 5 pontos:

  – epigástrio

  – base pulmonar esquerda e direita

  – ápice pulmonar esquerdo e direito  

Se auscultarmos na região epigástrica a intubação foi incorreta. Pois, devemos somente auscultar nas bases e nos ápices pulmonares.

Além da ausculta temos uma tecnologia que permite ter uma imagem gráfica e uma medida objetiva do estado ventilatório do paciente, chamado de capnografia.

Fonte: http://www2.ebserh.gov.br/documents/218065/404274/ITT+Capnografia.pdf/72163445-8217-4008-bdb4-13c67e05efa8

Descrição da imagem:

Fase 1 (A-B ventilação espaço morto): Início da expiração. Nesta fase não se detecta CO2 no volume exalado, pois esse é decorrente do espaço morto anatômico.

Fase 2 (B-C fase ascendente expiratória): Aumento rápido da concentração de CO2 no fluxo expiratório à medida que o CO2 dos alvéolos atinge as vias aéreas superiores

Fase 3 (C-D platô alveolar): Concentração de CO2 atingindo nível uniforme referente ao gás alveolar. O ponto D, que ocorre ao final do platô alveolar, representa a concentração máxima de CO2 ao final da expiração. Este é o valor que aparecerá no visor do monitor (ETCO2)

Fase 4 (D-E fase inspiratória descendente): Fase inspiratória, durante a qual a mistura de gases inaladas é livre de CO2. Assim, a concentração de CO2 torna-se igual a zero.

Após estado confirmatório do tubo, fixamos.

A indicação da via aérea avançada é obrigatória, quando a ventilação com bolsa-máscara é inadequada ou como estratégia na abordagem sequencial para o manejo das vias aéreas durante a RCP.

Atenção: Durante a intubação não interromper compressões torácicas, caso seja necessário somente por 10s.

B – (BREATH) Ventilação avançada:

-Hiperventilação deve ser evitada, já que reduz o retorno venoso, e consequentemente diminui o débito cardíaco;

-1 ventilação a cada 6 segundos. Sem interromper compressões;

-Ofertar O2 sob pressão positiva por ventilação mecânica se necessário;

-Checar se SatO2p >92%;

-Solicitar Raio X de tórax e Gasometria Arterial se necessário.

C – Circulação:

• Mantenha compressão cardíaca externa;

• Cheque frequência cardíaca (FC) e instale monitor de ECG para determinar o ritmo cardíaco;

Verifique PA (se não estiver em PCR);

Pode administrar drogas diluídas no tubo orotraqueal, como naloxona, epinefrina e lidocaína;

Acesso intravenoso (IV) de preferência na seguinte ordem: periférico antecubital → periférico jugular externa → intraósseo → veia central.

Iniciar infusão de medicação, com Epinefrina (vasopressor) e amiodarona (antiarrítmico).

Conduta no caso de Fibrilação ventricular (FV) e Taquicardia ventricular (TV) sem pulso:

Adrenalina 1mg após o segundo choque, receptor a cada 3 a 5 minutos

Amiodarona 300mg após adrenalina (3º choque), e repetir a 150mg após 3 a 5 minutos

Podem ser utilizados também:

Lidocaína 1 a 1,5mg/kg é após repetido até 0,5 a 0,75mg/kg.

Em casos de hipomagnesemia – sulfato de magnésio 1-2g IV

Em casos de hipercalemia, acidose metabólica – bicarbonato de sódio 1meq/kg.

Conduta no caso de Assistolia / Atividade elétrica sem pulso (AESP):

Não realizar desfibrilação (não chocável)

Medicação: epinefrina 1mg a cada 3-5 minutos

Fazer protocolo CA-GA-DA:

CAbos: checar se os cabos estão ligados e corretos

GAnho: aumentar o ganho para diferencias de “TV fina”

Derivações: trocar a posição das pás e derivações.

Faz-se o monitoramento com a capnografia de pulso, que avalia o CO2 exalado no final da inspiração, além de como já foi citado, analisar a posição do tubo, controlar a qualidade do RCP e avaliar RCE.

>10 mmHg: boa qualidade de RCP

<10 mmHg: após 20 min estando correto o RCP, dificilmente ocorrer o retorno da circulação espontânea (RCE).

D – Desfibrilação e diagnóstico diferencial – 5H + 5T

-Avaliar o ritmo cardíaco

-Desfibrilar segundo ritmo cardíaco

-Medicar segundo ritmo cardíaco

Tratar as possíveis causas da parada cardíaca:

CHECAR:

D- Neuro – escala de coma de Glasgow, nível de consciência, tamanho e reflexos das pupilas.

E- Expor a vítima e examinar – examinar da cabeça aos pés, temperatura da pele, pulso em extremidades se correspondem, estabilização de lesões ósseas se houver.

F- Finger-Foley-Flip (tocar) – exame de pelve, retal, vaginal, períneo, genitália.

G- SNG – sangue, drogas e odor.

H- História – paciente, socorrista, testemunha.

Autor: Thalita Fernanda de Brito Navarro


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referência bibliográfica:

Protocolos de suporte avançado de vida: Protocolos SAV emergências clínicas. SAMU 192, Distrito Federal, 2014. p. 1-638. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_suporte_avancado_vida.pdf. Acesso em: 20 maio 2021.

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