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Resumo de Síndrome do Túnel do Carpo | Ligas

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Autoras: Clara Andrade G. E. Cavalcante, Nicolle Gomes Nascimento

Revisora e Orientadora: Mayara Leisly Lopes Rocha

Definição

A Síndrome do Túnel do Carpo é
caracterizada por ser a mais frequente das síndromes compressivas e é causada
pela compressão e/ou tração do nervo mediano conforme passa pelo túnel do
carpo.

Epidemiologia

A prevalência estimada da Síndrome do
Túnel do Carpo (STC) é de 4% a 5% da população mundial, com maior incidência em
pacientes entre 40 e 60 anos de idade. A STC tem maior incidência no sexo
feminino quando comparado ao sexo masculino, em uma proporção de
aproximadamente 3:1. Estima-se que a ocorrência anual da síndrome por 1000
pessoas/ano vai de 2,2 a 5,4 no caso de mulheres e de 1,1 a 3 quando se trata
de homens. Em 51% dos casos ocorrem na mão dominante, 34% bilateral e 15% na
mão não dominante.

Etiologia

Na maioria
dos casos a STC é idiopática. Também pode ocorrer por qualquer condição que
modifique as paredes do túnel do carpo e que causem a compressão do nervo
mediano, como luxações ou subluxações do carpo, fratura ou consolidação viciosa
do rádio distal, material de osteossíntese na face anterior do rádio, artrose
do punho, artrite inflamatória ou infecciosa, rizartrose, sinovite vilonodular
e acromegalia. Também pode ser causada por esforços repetitivos, exposição a
vibrações e de forma infecciosa. Além disso, pode ser acometida por anomalias
do conteúdo como hipertrofia tenossinovial, tenossinovite metabólica e
inflamatória, assim como, anomalias de distribuição de fluidos, obesidade,
tumor intratúnel e hipertrofia arterial do nervo mediano.

Fisiopatologia

Todas as
síndromes compressivas serão caracterizadas pelo acontecimento de compressão e
tração. Quando se trata da compressão do nervo mediano esse fenômeno pode
ocorrer no nível do limite proximal do túnel do carpo ou no nível da porção
mais estreita, próximo do hâmulo do hamato. A compressão e a tração podem
acometer a microcirculação sanguínea intraneural, de forma que quando as
anomalias da microcirculação se tornam permanentes com o edema intersticial
epineural e intrafascicular, elas causam aumento de pressão dos fluidos endoneurais.
Dessa maneira, isso favorece ao desenvolvimento de lesões no nível da bainha de
mielina e no nível axonal, e, posteriormente, cursa com modificações no tecido
conjuntivo de suporte.

Quadro clínico  

Os sintomas da síndrome do túnel do carpo costumam ter início
insidioso e incluem sensação de formigamento, dormência e dor intensa, com
característica latejante ou de queimação na mão e no braço que se agrava principalmente
no período da noite. É comum o paciente relatar que acorda durante a noite com
esses incômodos. Com o passar do tempo, sem o tratamento adequado também pode
ocorrer atrofia dos músculos da mão.

Diagnóstico

O exame considerado padrão ouro para o diagnóstico é o eletroneuromiográfico
(ENMG). Em pacientes com STC é possível identificar uma diminuição da
velocidade de condução sensitiva entre a palma da mão e o punho. Como exame de imagem
usa-se a ultrassonografia, para que seja possível avaliar as estruturas que
formam o túnel do carpo e que passam por dentro dele em tempo real, buscando
por anomalias. Antes de passar para os exames complementares, o exame físico é
uma parte essencial para o diagnóstico. Nele devem ser realizados testes de
provocação, como Sinal de Tinel, Sinal de Phalen, Teste de Paley e McMurphy e o
Teste de compressão em flexão do punho.

Tratamento

O tratamento para a STC inclui opções conservadoras como a
administração de fármacos anti-inflamatórios, analgésicos, injeção local de
corticoide, imobilização por órtese e fisioterapia. Já para os casos avançados
e com alto comprometimento funcional, é recomendada a cirurgia, com o objetivo
de causar a diminuição da pressão intratúnel por meio do aumento do volume do
túnel do carpo. As opções de cirurgia mais usadas são as abertas e as
endoscópicas. Além desses tratamentos, ainda estão em análise o uso de ultrassom,
laser, diuréticos, vitaminoterapia B6 e a perda de peso.

Autores, revisores e orientadores:

Autoras: Clara Andrade G. E. Cavalcante – @clara__andrade

Nicolle Gomes Nascimento – @nicollegomes06

Revisor(a): Nome – @instagram (opcional)

Orientador(a): Nome – @instagram (opcional)

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