Definição
A rubéola é uma doença infectocontagiosa,
causada pelo vírus da rubéola pertencente à família Togaviridae e ao gênero
Rubivirus, o qual é transmitido pelo contato do indivíduo com gotículas de
secreção da nasofaringe contaminadas. Além dessa, é conhecida outra forma de
transmissão caracterizada pela infecção congênita, da mãe para o feto, por via placentária.
Epidemiologia
Após uma pandemia da
rubéola que atingiu a Europa e os EUA na década de 1960, desenvolveu-se uma
vacina, o que levou a uma drástica redução do número de casos desta patologia.
Antes da vacina, os surtos de rubéola ocorriam de forma variável nos anos, com
picos no inverno e início da com incidência considerável em crianças em idade
escolar. No fim de 2018 houve cerca de 14.500 casos de rubéola no mundo. O
cenário do Brasil frente a essa doença se mostra favorável, tendo em vista que
a rubéola foi considerada erradicada pelo Comitê Internacional Experts em 2015.
Fisiopatologia
A rubéola transmitida
através da inalação dos aerossóis infectados e possui um período de incubação
que varia de 12 a 23 dias. O vírus se replica inicialmente nas células da
nasofaringe, bem como nos linfonodos e após cinco a sete dias da inoculação
tem-se início a viremia. Os indivíduos infectados são contagiosos por uma a
duas semanas antes que a infecção se torne aparente, sendo que em vários casos
a infecção é assintomática, dificultando o controle da rubéola. Após a
infecção, os acometidos desenvolvem anticorpos IgG que oferece uma imunidade
protetora, contudo, pode ocorre reinfecção. Esta raramente pode resulta em
viremia detectável ou risco para o feto.
Quadro clínico
As manifestações clínicas da rubéola pós-natal costumam serem
leves e muitos casos são assintomáticos. Geralmente, tem-se início com erupção
maculopapular, febre baixa e linfoadenopatia retro auricular, occipital e
cervical. Artralgias e artrite são comuns em adolescentes e em mulheres. A
forma da rubéola congênita é mais severa, causando vasculite generalizada,
miocardite, pneumonia intersticial, trombocitopenia, encefalite e hepatite e
surdez.
Diagnóstico
Os sinais e sintomas da
rubéola são inespecíficos e pode ser facilmente confundido com doenças causadas
por outros patógenos, o que torna necessário a associação dos dados clínicos
com os dados epidemiológicos e laboratoriais. As palpações dos linfonodos da
região do pescoço associado à febre baixa e erupções cutâneas ajudam para
nortear o diagnóstico. A titulação dos anticorpos IgM e IgG para a rubéola é
usada para confirmação ou descarte dos casos.
Na infecção congênita, a rubéola pode ser confirmada a partir do
isolamento viral do sangue do cordão umbilical ou da placenta.
Tratamento
Não há tratamento específico para a rubéola e consiste apenas em cuidados de suporte, variando conforme o caso. A vacinação é uma ótima forma de prevenção disponível atualmente, inclusive no Brasil. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza desde o ano de 2000 a tríplice viral que oferece imunização contra o Sarampo, a Caxumba e a Rubéola.
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Autores, revisores e
orientadores:
- Autor(a) : Aldeir da Silva Cavalcante – @aldeir717
- Revisor(a): Lunna Gabriella Macêdo Pamplona da Mata
- Liga Acadêmica de Anatomia Humana e Cirúrgica- LAAHC, @laahcporto