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Resumo de Rifampicina | Ligas

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A Rifampicina consiste em um
antibiótico semi-sintético, derivado da rifamicina, com atividade bactericida e
de amplo espectro. Esse fármaco tem como objetivo inibir o crescimento da
maioria das bactérias gram-positivas e de numerosos microrganismos
gram-negativos, como: Escherichia coli,
Pseudomonas, Proteus e Klebsiella.

A Rifampicina é altamente ativa contra Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae. É ativa in vitro contra o Mycobacterium tuberculosis em concentrações de 0,005 a 0,2 microgramas por mililitro (µg/ml) em meios semi-sintéticos.

É também ativa contra cepas isoniazida-resistentes e contra algumas micobactérias atípicas. Ademais, não há resistência cruzada com outras drogas antimicobacterianas. Além disso, é altamente ativa contra o Mycobacterium leprae.

Apresentação da Rifampicina

A Rifampicina é administrada via oral
em dose única diária, devendo ser ingerida cerca de 1 a 2 horas após alguma
refeição. Nos adultos, a dose é de 600 mg. Nos idosos, é de 10 mg por cada
quilograma de peso corporal. Já nas crianças, é de 10 a 20 mg por cada
quilograma e o limite máximo para essa faixa etária é de 600 mg por dia.

Mecanismos de ação

O mecanismo de ação deste medicamento consiste no bloqueio da transcrição, inibindo a síntese de RNA. A rifampicina inibe especificamente a RNA-polimerase-DNA-dependente (DDRP) da bactéria sensível, cessando a síntese de RNA mensageiro (RNAm) e de proteína pelo bacilo, ocasionando morte celular.

A resistência a este fármaco ocorre devido à mutação do gene rpoB, que tem como função codificar a subunidade β da RNA polimerase bacteriana.

Farmacocinética e
Farmacodinâmica de Rifampicina:

A farmacocinética deste medicamento
consiste na absorção efetiva após administração oral, com melhor absorção em
jejum, e distribuição pelos fluidos e tecidos do corpo, inclusive ossos, com
biodisponibilidade próxima de 100%. Além disso, ele atravessa a barreira
hematoencefálica e atinge boas concentrações em muitos órgãos e fluidos,
incluindo o líquido cefalorraquidiano, exsudato de cavernas e líquido pleural.

Aproximadamente 85% do medicamento é
metabolizado no fígado através de enzimas microssomais integrantes do sistema
CYP450. A Rifampicina apresenta uma meia-vida de 2,5 a 5 horas, mantendo
concentrações terapeuticamente ativas no sangue por 12 a 16 horas, sendo maior
em pacientes com obstrução biliar ou doença hepática. Cerca de 30% da dose oral
é excretada na urina, mas a principal via de excreção é a bile. Parte desta
excreção é reabsorvida pelo trato gastrointestinal.

Após a ingestão
oral de uma dose de 600 mg, o pico sérico plasmático de 5-10 µg/mL é atingido
entre 2 e 4 h. Aproximadamente 85% do medicamento é metabolizado no fígado
através de enzimas microssomais integrantes do sistema CYP450. A excreção se
faz por via biliar (60-65%). Parte da rifampicina (6-15%) é excretada, não
metabolizada e reabsorvida no intestino, aumentando progressivamente o nível
sérico do fármaco. Ao final de aproximadamente 14 dias, ocorre a produção de
enzimas que aumentam o metabolismo do fármaco (autoindução metabólica), com
redução da meia-vida de 3-5 h para 2-3 h. Uma menor parte do fármaco é
excretada pela urina.(40,41)

Ademais, a droga pode conferir aos
fluidos corporais cor de vermelho-amarronzada ou vermelho-alaranjada. Além
disso, ele atravessa a barreira placentária, sendo secretado pelo leite materno
e não sofre acúmulo em pacientes com insuficiência renal.

Indicações

Tal
medicamento é usado para o tratamento dos casos multibacilares, casos
paucibacilares e paucibacilares com lesão única, em regimes de
poliquimioterapia (PQT), de Hanseníase. Além disso, é indicado, em associação
com outros tuberculostáticos, para o tratamento de todas as formas ativas da
Tuberculose.

Dentre
outros possíveis usos da Rifampicina, destaca-se: a  eliminação do meningococo da nasofaringe de
portadores assintomáticos de Neisseria
meningitidis
, a quimioprofilaxia em contatos de indivíduos com doença
meningocócica invasiva, o tratamento de infecções causadas pelo complexo Mycobacterium avium e a quimioprofilaxia
nos contatos de pacientes com infecção por Haemophilus
influenzae tipo b
(Hib).

Contraindicações    

A Rifampicina é contraindicada nos
casos de insuficiência hepática e de hipersensibilidade conhecida às
rifamicinas.

Efeitos adversos

A Rifampicina é um medicamento que
apresenta poucos efeitos adversos se realizados nas doses recomendadas.
Todavia, alguns efeitos são apresentados, os mais comuns são aqueles que
envolvem o trato gastrointestinal (TGI).

No Aparelho Digestivo, os efeitos mais frequentes são mal-estar
epigástrico, queimação, náusea, vômitos, anorexia, flatulência e diarréia. Já
os menos frequentes são candidíase oral, elevação transitória de transaminases,
bilirrubina e fosfatase alcalina, icterícia e hepatite (raro).

No Aparelho Respiratório, o efeito mais frequente é uma síndrome
pseudogripal.

No Aparelho Genito Urinário, os efeitos adversos são raros, mas pode
acontecer uma nefrite intersticial.

No Sistema Hematológico, os efeitos também são raros e o paciente pode
apresentar discrasias sanguíneas, trombocitopenia, leucopenia, púrpura, anemia
hemolítica e hemoglobinúria.

Além disso, no Sistema Dermatológico, as reações mais frequentes são a dermatite
alérgica, reações alérgica, prurido e exantema cutâneo. 

Já no Sistema Nervoso Central, os efeitos são menos frequentes, a exemplo
das cefaléia, sonolência, fadiga, ataxia, tontura, inabilidade para
concentração, confusão mental, alterações do comportamento e psicose.

Por fim, outros efeitos mais
frequentes são coloração vermelho-amarronzada ou vermelho-alaranjada de
secreções como fezes, urina, suor, escarro, lágrima e lentes de contato.

Interações medicamentosas

Esse medicamento intensifica o
processo de biotransformação, reduzindo, assim, a concentração sérica,
diminuindo a eficácia e necessitando ajuste na dosagem de diversas drogas
metabolizadas no fígado, como os anticoncepcionais orais, os anticoagulantes
orais, antifúngicos azóis, azatioprina, barbitúricos (fenitoína, fenobarbital),
bloqueadores do canal de cálcio, betabloqueadores (com excessão do nadalol),
carbamazina, cloranfenicol, cimetidina, corticosteróides, diazepam,
dacarbazina, digoxina, doxiciclina, disopiramida, haloperidol, nortriptilina,
fenitoína, quinidina, tiroxina, sulfoniluréias, zidovudina, trimetoprima.

Além disso, ele pode intensificar os
efeitos hepatotóxicos do paracetamol, da isoniazida e do álcool. Também pode
aumentar a probabilidade de falha terapêutica da ciclosporina e do tacrolimus
ao reduzir as suas concentrações. Ademais, aumenta o clearance e diminui a
eficácia  dos inibidores de protease.
Outro aspecto relevante a ser discutido é o uso de antiácidos que contêm  hidróxido de alumínio, pois retardam a
absorção da Rifampicina.

 

Autores, revisores
e orientadores:

Autor(a) : João Pedro Andrade
Augusto

Co-autor(a): Sarah Ferrer Augusto
Gonçalves

Revisor(a): Thiago Praça Brasil

Orientador(a): José Antônio Carlos
Otaviano David Morano

Liga: Grupo de Estudos de Anatomia
Aplicada à Saúde – GEAAS

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