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Resumo de Natalizumabe | Ligas

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Definição

Natalizumabe
(Tysabri®) é um anticorpo monoclonal
altamente eficaz indicado para pacientes com Esclerose Múltipla Remitente Recorrente
(EMRR), reduzindo a taxa de surtos e a progressão da incapacidade. É
considerado um medicamento de quarta linha, sendo indicado em casos de falha
terapêutica ao fingolimode ou em casos de contraindicação ao uso desse.

Apresentação
do Natalizumabe

Esse
medicamento está disponível como uma solução concentrada para infusão
intravenosa – 300 mg de natalizumabe/15 mL (20 mg/mL). Cada embalagem contém 1
frasco-ampola com uma única dose de 15 mL de solução concentrada.

Mecanismos
de ação

Natalizumabe
é um inibidor seletivo da molécula de adesão e tem como alvo a subunidade α4 da
proteína integrina α4β1, presente na superfície dos linfócitos. Ao ligar-se a
subunidade α4, o Natalizumabe inibe a
adesão celular dos linfócitos ao receptor VCAM-1 nas células endoteliais,
impedindo a migração dessas células através da barreira hematoencefálica (BHE)
em direção ao parênquima cerebral.

A
interação entre α4β1 e seus alvos é um componente importante da
inflamação na Esclerose Múltipla e, portanto, o bloqueio dessas interações resulta
na diminuição da atividade inflamatória e impede a formação ou exacerbação das
lesões desmielinizantes e, consequentemente, a progressão da doença.

Indicações

Natalizumabe
é indicado para pacientes com diagnóstico de EMRR ou Esclerose Múltipla Secundariamente
Progressiva (EMSP) em casos de falha terapêutica ao tratamento da terceira
linha ou contraindicação ao fingolimode.

Para fazer
uso dessa droga, os pacientes devem estar sem receber algum medicamento
imunomodulador por pelo menos 45 dias ou sem receber azatioprina por 3 meses.
Além disso, não podem ter sido diagnosticados com infecção por HIV, herpes
grave ou qualquer outra infecção oportunista nos últimos 3 meses ou infecção
atual ativa. Ao leucograma, os neutrófilos devem estar acima de 1.500/mm³ e
linfócitos acima de 1.000/mm³. Em caso de presença de lesões suspeitas no raio-X
de tórax, deve ser excluído um diagnóstico de tuberculose.

Contraindicações    

Esse
medicamento é contraindicado para pacientes com história de hipersensibilidade ao
Natalizumabe ou a qualquer outro componente da fórmula. Também não é indicado a
combinação de Natalizumabe com outras terapias modificadoras da doença, como
betainterferonas e acetato de glatirâmer.

Além
disso, essa droga é contraindicada para pacientes com leucoencefalopatia
multifocal progressiva (LEMP), pacientes com maior risco de infecções
oportunistas, como imunocomprometidos, e pacientes com câncer, exceto em casos
de carcinoma basocelular de pele.

Crianças
e adolescentes não devem utilizar essa medicação, uma vez que não há ensaios
clínicos em relação ao uso de Natalizumabe para esta faixa etária. Por isso, essa
medicação não está aprovada para uso em menores de 18 anos.

            Os riscos do uso de Natalizumabe na gravidez são
desconhecidos e estudos na área são limitados. Se uma mulher engravidar
enquanto utiliza essa medicação, deve-se considerar a interrupção da medicação,
levando em conta a condição clínica da paciente e uma possível progressão da
atividade da doença devido à descontinuação da droga. Como o Natalizumabe é
excretado pelo leite materno e o efeito dessa medicação é desconhecido em
lactentes, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento.

Efeitos adversos

As
infusões de Natalizumabe são geralmente bem toleradas e normalmente
administradas sem pré-medicação, embora os pacientes possam se queixar de cefaleia
e fadiga. Outros efeitos colaterais relatados são náuseas e vômitos, alergia,
tontura e alterações nas enzimas hepáticas.

A LEMP
é uma reação adversa grave e está relacionada a infecção oportunista pelo vírus
John Cunningham (JCV). Esse vírus é difundido amplamente na população e a
presença de anticorpos contra esse vírus não contraindica o uso da medicação ou
determina o desenvolvimento de LEMP. Os principais fatores de risco para o
desenvolvimento de LEMP são resultado positivo para anticorpo anti-JCV,
tratamento com Natalizumabe por mais de dois anos e terapia prévia com
imunossupressor. A presença desses três fatores ao mesmo tempo está relacionada
a um risco significativamente maior desenvolvimento dessa condição.

Dessa
forma, os pacientes que utilizam Natalizumabe devem ser monitorados
regularmente para detectar quaisquer sinais ou sintomas que possam sugerir essa
condição, tais como infecções e reações de hipersensibilidade. Após dois anos
de uso, o médico responsável e o paciente devem analisar os riscos e benefícios
do uso dessa medicação de forma individual.

Monitorização

Os pacientes em uso de Natalizumabe
devem ser monitorados semestralmente pelo médico especialista que os acompanha
com base na evolução do quadro clínico e análise laboratorial. Também deve ser
avaliada periodicamente a presença de infecção oportunista pelo JCV, a fim de
monitorar o risco de LEMP.

Autores, revisores e orientadores:

Autor(a): Gabriela Mie Ejima Basso – @gabrielaejima

Revisor(a): Thiago André Gomes Costa Pereira

Orientador(a): Francisco de Assis Aquino Gondim

Liga: Neuroliga UFC – @neuroligaufc

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