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Resumo de Lúpus Eritematoso Sistêmico: Profilaxia para Osteoporose e Tratamento|Colunistas

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Definição

O Lúpus Eritematosos Sistêmico (LES) é uma doença crônica e autoimune, que pode acometer diversos sistemas de forma rápida ou lenta e progressiva. Pode se apresentar com diferentes sintomas, sendo os mais comuns, febre, emagrecimento, perda de apetite e astenia. O LES pode ocorrer em qualquer idade, raça ou sexo, mas acomete principalmente mulheres negras, na faixa etária de 20 a 45 anos. Apesar de não ter a fisiopatologia completamente esclarecida, sabemos que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuem para o desenvolvimento e manifestação da doença. O tratamento muitas vezes é feito com glicocorticoides, fato que a longo prazo pode levar ao desenvolvimento de Osteoporose.

Glicocorticoides e Osteoporose

O uso prolongado de glicocorticoides em doses altas e por um período prolongado promove perda de massa óssea, aumentando o risco para o desenvolvimento de osteoporose e fraturas associadas. Além disso a fotoproteção, que faz parte do tratamento, pode levar à deficiência de vitamina D, o que contribui para ocorrência do cenário apresentado.

Os glicocorticoides atuam de forma direta e indireta na histomorfometria óssea. Essas substâncias podem diminuir a replicação celular, impactando a quantidade de células capazes de sintetizar colágeno ósseo. Além disso eles exercem efeito sobre a reabsorção óssea atuando na atividade dos osteoclastos e aumentando a aderência dos macrófagos ao osso. Outros mecanismos também sofrem alteração, como a absorção instestinal e excreção renal do cálcio, a secreção dos hormônios sexuais, e ação nas prostraglandinas, citocinas e fatores de crescimento.

Fonte: https://brunorabello.com.br/osteoporose-tem-cura/osteoporose-por-corticoide/
Imagem 1: Mecanismo Fisiopatológico da osteoporose induzida pelo uso crônico de glicocorticoides.

Profilaxia

A perda óssea citada anteriormente pode ser assintomática e o diagnóstico de osteoporose ser estabelecido apenas após a ocorrência de uma fratura. Por isso deve-se ter um olhar cuidadoso para pacientes em uso de glicocorticoides por dois meses ou mais que apresentem fatores de riscos. Medidas gerais devem ser tomadas:

Usar a menor dose efetiva de glicocorticoide e com menor meia vida.

Recomendar atividade física regular.

Nutrição adequada.

Prevenção para hiperparatireoidismo secundário com medidas para diminuir a hipercalciúria e melhorar a absorção de cálcio.

Reposição de hormônios gonadais em mulheres na pós-menopausa ou naquelas que apresentam ciclos menstruais irregulares.

Reposição de hormônios gonadais em homens com níveis de testosterona reduzidos.

Avaliação da densidade mineral óssea antes e a cada 6 meses no primeiro ano do uso do glicocorticoide.

Avaliação da densidade mineral óssea anualmente após o primeiro ano do uso do glicocorticoide.

Tratamento

Algumas substâncias vem se mostrando eficazes tanto no tratamento quanto na prevenção da osteoporose nos casos de Lúpus Eritematoso Sistêmico, dentre elas temos:

Calcitonina: A calcitonina também é um inibidor da reabsorção óssea que atua por meio da inibição da ação dos osteoclastos, sendo capaz de provocar aumentos moderados da massa óssea em pacientes osteoporóticos, mostra. Previne a perda da densidade mineral óssea, principalmente quando combinada com a reposição cálcio e de vitamina D.

Bisfosfonatos: Os bifosfonatos inibem a reabsorção óssea pelos osteoclastos, os estimulando a sofrerem apoptose, a morte celular programada, e dessa forma retardam, a absorção óssea. Ou seja, possuem ação anti-reabsortiva, mostrando efeitos satisfatórios tanto na prevenção quanto no tratamento da osteoporose.

Fluoreto de sódio: Fluoreto de sódio representa um potentes estimulador da formação de osso trabecular. Promove aumento da formação óssea e incremento progressivo na DMO. Entretanto ocasionam uma redução insignificante no risco de fraturas vertebrais além de aumentarem o risco de fraturas não vertebrais. O fluoreto de sódio tem a capacidade de promover estímulo dos osteoblastos tanto em número como na capacidade de formação de matriz óssea. Porém tem como desvantagem o fato de a dose tóxica estar situada muito próxima da dose efetiva, o que limita a utilização deste composto. Dessa forma para minimizar esses efeitos promovidos pela utilização dessa substância, ela deve ser associada ao cálcio e a vitamina D. É importante citar que também existem relatos de osteomalácia, náuseas, vômitos, epigastralgia, diarreia e artralgia associados ao uso destes compostos.

Outras importantes substâncias estão em fase experimental para o tratamento e profilaxia da osteoporose, tais como o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-I), uso do hormônio GH e uso intermitente de paratormônio (PTH). Sendo que a administração contínua de PTH ou a presença de níveis circulantes elevados do hormônio provocam desmineralização óssea e osteopenia. Assim, este composto é idêntico à fração biologicamente ativa do PTH endógeno, e quando administrada de forma intermitente, promove estímulo da formação de tecido ósseo e melhoria da microarquitetura óssea.

Autor(a) : Gabrielle Ferreira – @gabrielle.ifs

Referências:

AGUIAR, Igor Antunes et al. A AÇÃO DOS GLICOCORTICOIDES NO METABOLISMO ÓSSEO LEVANDO A OSTEOPOROSE. Revista Científica UNIFAGOC-Saúde, v. 3, n. 2, p. 30-37, 2018.

ARAÚJO, Fabiana Rocha. Hidroxiapatita, policaprolactona e alendronato na regeneração de defeitos ósseos experimentais no olecrano de coelhos com osteoporose induzida. 2018.

DA CÂMARA, Felipe Alves et al. Correlação do uso de glicocorticoides com manifestações adversas neuropsíquicas e metabólicas. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 1, p. 1811-1828, 2021.

Russo LAT. Osteoporose pós-menopausa: opções terapêuticas. Arq Bras Endocrinol Metab. 2001;45(4):401-6.



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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